Raia Drogasil (RADL3): lucro líquido de R$ 153,6 milhões no 1T22, queda de 18,6%

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A Raia Drogasil apresentou lucro líquido de R$ 153,6 milhões no primeiro trimestre de 2022, uma queda de 18,6% em relação ao apresentado no mesmo período de 2021. O lucro líquido ajustado foi de R$ 145,3 milhões, recuo de quase 18% ante os primeiros três meses do ano passado.

A receita líquida foi de R$ 6,6 bilhões, cerca de 17% maior do que essa linha do indicador registrada um ano antes.

ebtida – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – foi de R$ 401 milhões entre janeiro e março, o que representa queda de 7,2% em relação ao mesmo período do ano passado. No critério ajustado, o Ebitda foi de R$ 388,4 milhões, queda de 6,6%. Já a margem Ebitda ajustada ficou em 5,6%, ante 7% no primeiro trimestre de 2021.

A receita bruta consolidada foi de R$ 6.972 milhões, um crescimento de 16,6% sobre o 1T21. Destacando que o primeiro semestre de 2021 representou um pico de demanda pela testagem contra o COVID-19. Se desconsiderarmos as receitas tanto dos testes rápidos como também dos autotestes, que passaram a ser comercializados a partir do 1T22, o crescimento da receita bruta consolidada no 1T22 teria sido de 17,8%, 1,2 ponto percentual maior.

Medicamento marca foi o destaque do trimestre, com crescimento de 19,4% sobre o mesmo período do ano anterior e um ganho de 1,1 ponto percentual no mix de vendas. Já os medicamentos genéricos cresceram 13,6% e perderam 0,3 pontos percentuais no mix, enquanto perfumaria cresceu 14,3% com perda de 0,4 pontos percentuais no mix.

Por fim, OTC cresceu 13,4% e perdeu 0,5 pontos percentuais no mix em função da elevada base de comparação resultante do pico de testagem contra o COVID-19 no 1S21, que foi apenas parcialmente compensada pela venda de autotestes.

A companhia teve R$ 1,3 bilhão em despesas com vendas no primeiro trimestre deste ano, alta de 22,5% no comparativo ao primeiro trimestre de 2021. As despesas representaram 18,6% de sua receita bruta, pressão de 0,9 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano passado. Essa pressão se deveu principalmente à inflação acumulada no período, que excedeu em 3,2 pontos percentuais o aumento CMED e em 2,4 pontos percentuais o crescimento das lojas maduras verificado no período.

A Raia Drogasil companhia registrou fluxo de caixa negativo em R$ 320,6 milhões no primeiro trimestre de 2022, contra consumo de caixa de R$ 105 milhões.

A empresa afirma que inaugurou um total de 52 novas farmácias no entre janeiro e março, 12 a mais do que no mesmo trimestre do ano anterior, e fechou 12 lojas. Assim, ficaram 2.530 farmácias em operação, além de 4 unidades da 4Bio. “Reiteramos nosso guidance de 260 aberturas brutas para 2022”, diz a companhia.

Ao final do período, um total de 29% das farmácias da rede ainda estavam em processo de maturação, “não tendo atingido todo o potencial de receita e rentabilidade”.

O fluxo de caixa livre foi negativo em R$ 320,6 milhões e um consumo total de caixa de R$ 348,6 milhões. Os recursos das operações totalizaram R$ 328,1 milhões, equivalentes a 4,7% da receita bruta.

A companhia registrou um consumo de capital de giro de R$ 475,9 milhões, resultando em um fluxo de caixa operacional negativo de R$ 147,8 milhões, além do CAPEX de R$ 172,8 milhões.

Dos R$ 172,8 milhões investidos no 1T22, R$ 86,7 milhões foram destinados à abertura de novas farmácias, R$ 36,3 milhões para a reforma de unidades existentes, R$ 29,2 milhões em tecnologia da informação, R$ 19 milhões em logística e R$ 1,6 milhões em outros projetos.

Além disso, foram realizados R$ 19,4 milhões em investimentos na construção do nosso ecossistema de saúde integral através da RD Ventures, acumulando desembolsos de R$ 160,1 milhões nesses investimentos desde 2020.

As despesas financeiras líquidas geraram um desembolso de R$ 46,8 milhões no 1T22. Essas despesas foram compensadas pela dedução fiscal de R$ 38,4 milhões relativa às despesas financeiras e JSCP.

A dívida líquida ajustada foi de R$ 1.741,6 milhões no primeiro trimestre de 2022, versus R$ 945,5 milhões no 1T21. A dívida líquida ajustada sobre o EBITDA foi de 1,0x. A dívida líquida inclui R$ 38,7 milhões em obrigações relacionadas principalmente ao exercício de opção de compra obtida e/ou opção de venda concedida para a aquisição da participação minoritária restante de 15% na 4Bio.

No 1T22, a companhia emitiu a 5ª e 6ª séries de debêntures nos montantes de R$ 500 milhões e R$ 250 milhões, respectivamente.

Assim, o endividamento bruto totalizou R$ 2.169,1 milhões, dos quais 84,2% correspondem às debêntures emitidas em 2017, 2018, 2019 e 2022, ao Certificado de Recebíveis Imobiliários emitido em 2019 e 2022 e as notas promissórias emitidas em 2020, além de 15,8% que correspondem a outras linhas de crédito. Do nosso endividamento total, 75% é de longo prazo e 25% refere-se às parcelas de curto prazo. Encerramos o trimestre com uma posição de caixa total (caixa e aplicações financeiras) de R$ 466,2 milhões.

Os resultados da Raia Drogasil (BOV:RADL3) referentes suas operações do primeiro trimestre de 2022 foram divulgados no dia 03/05/2022.

* Com informações da ADVFN, RI das empresas, Valor, Infomoney, Estadão, Reuters

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