Ouro fecha em leve alta, pressionado por dólar, mas sustentado por busca de proteção contra risco

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O contratos mais líquido do ouro fechou em leve alta nesta quarta-feira, 1º, em um cenário no qual os temores com a inflação global e a guerra na Ucrânia reforçam o metal como um porto-seguro. No entanto, o avanço do dólar e dos juros dos Treasuries limitam os ganhos do ativo. A moeda americana, na qual o ouro é cotado, teve ganhos fortes ante pares, incluindo o euro, que recua ainda de olho nas perspectivas para alta de juros do Banco Central Europeu (BCE) e a inflação na região.

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro com entrega marcada para agosto encerrou a sessão com alta de 0,02%, a US$ 1.848,70 a onça-troy.

Para Edward Moya, analista da Oanda, o ouro está recuperando seu ritmo nos fluxos de refúgio, à medida que as preocupações dos investidores retornam de que o Federal Reserve (Fed) pode não relaxar seus aumentos nas taxas de juros tão cedo. As pressões salariais nos EUA não estão diminuindo e isso deve manter as pressões inflacionárias por mais alguns meses, avalia.

Além disso, o analista aponta que a guerra na Ucrânia pode ver uma escalada depois que os EUA sinalizaram que darão à Ucrânia sistemas avançados de foguetes. “O ouro pode prosperar à medida que os fluxos de refúgio crescerão à medida que os riscos geopolíticos permanecerem elevados e por temores de um aperto agressivo dos bancos centrais globais”, avalia Moya.

Informações Estado

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