Movida (MOVI3): lucro líquido de R$ 186,8 milhões no 2T22, alta de 7,4%

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A Movida registrou um lucro líquido de R$ 186,8 milhões no segundo trimestre de 2022, alta de 7,4% na comparação com igual período do ano passado.

O resultado foi influenciado pela forte demanda por locação, assim como a subida nas tarifas diárias de aluguel.

A receita líquida da empresa bateu os R$ 2,308 bilhões, uma alta de 87%, em bases anuais.

O número veio acima do consenso Refinitiv, que projetava R$ 2,23 bilhões. A receita com seminovos foi de R$ 1,229 bilhão e a do segmento de aluguéis (incluindo rent-a-car e gestão e terceirização de frotas) ficou em R$ 1,079 bilhão.

Ebitda – juros, impostos, depreciação e amortização – mais que dobrou no mesmo intervalo (+133%), para R$ 905,3 milhões. No entanto, a cifra ficou abaixo dos R$ 932,75 milhões esperado pelo mercado. Na composição do Ebitda do segundo trimestre, R$ 700 milhões vieram do segmento de aluguéis e R$ 205 milhões da parte de seminovos.

A receita líquida do RAC no 2T22 atingiu R$ 637,9 milhões, um aumento de 86,5% ou R$ 295,9 milhões na comparação com o 2T21 decorrente principalmente do aumento de 49,8% no ticket médio, que alcançou R$ 126 no trimestre.

A receita de seminovos bateu recorde, com um crescimento de 22% no tíquete médio por carro, para R$ 66,631. Na parte de rent-a-car, a receita por carro saltou 46%, para R$ 2,973 mil. Na categoria de gestão de frotas, uma outra marca histórica, de receita de R$ 1,668 por carro (alta de 29% em relação a um ano antes).

A empresa fechou com uma frota total de 206,9 mil carros, salto de 54,1% na comparação com igual período do ano passado. Do total, 100 mil estão alocados na divisão de aluguel de carros e o restante, em gestão e terceirização de frota (GTF).

“O negócio de aluguel de carros tem um ótimo espaço de crescimento aqui no Brasil. Ele é subpenetrado”, explica Edmar Lopes, CFO da Movida. Por isso, a companhia continuou tendo espaço para repassar a alta de custos ao preço da diária, cuja média está em torno de R$ 127. Lopes explica que a empresa continua sentindo os efeitos de uma demanda represada.

“Continuamos otimistas em relação à capacidade de repasse de preços. Quando você olha para a mobilidade como um todo, tudo foi impactado pela pandemia. Veja a passagem aérea, que também está cara, porque teve uma recuperação muito forte. Não tenho dúvidas que aqui, na parte de aluguel de carros, a gente captura a demanda de quem mudou a forma de se locomover”, diz Lopes.

Lopes explica que a frota da Movida deve continuar sendo expandida, mas o foco agora é a rentabilidade. “Olhando para frente, se precisar reduzir a velocidade de crescimento para melhorar a rentabilidade, nós vamos fazer isso”, afirma o CFO.

Lopes disse ainda que a empresa deve continuar crescendo mais no segmento de gestão de terceirização de frota (GTF) do que no de de rent-a-car (RAC). “É um negócio mais previsível, de contratos de longo prazo, de longo relacionamento com o cliente. Portanto, traz mais resiliência e menos volatilidade às receitas da companhia”, completa o executivo.

O retorno sobre capital investido (ROIC, na sigla em inglês) de 17,1% e ROE de 36,2% no segundo trimestre de 2022– resultando em um spread entre ROIC e custo de dívida pós IR de 9,4 p.p.

O resultado financeiro foi uma despesa no montante de R$ 399,4 milhões, representando um aumento de 492,3% ou R$ 331,9 milhões em relação ao 2T21 e crescimento de 39,0% ou R$ 112,1 milhões em relação ao 1T22.

O capex líquido no 2T22 foi de R$ 1,8 bilhão. O crescimento de 15 mil carros na frota final aliado a manutenção das taxas de ocupação em RAC e bom desempenho do GTF, é resultado da estratégia flexível adotada desde o início da pandemia e na retomada pós Covid.

A dívida bruta totalizou o montante de R$ 13,4 bilhões, em função principalmente do retap do bond ocorrido em set/21 no montante de US$ 300 milhões; das emissões de debêntures ocorridas entre o 2T21 e o 2T22 que somam R$ 4,4 bilhões, adicionadas as debentures decorrentes da incorporação da CS Frotas, R$ 1,2 bilhão e a emissão de debêntures no montante de R$ 1 bilhão emitida pela Movida Locação de Veículos S.A. em abril/22.

A alavancagem, medida pela dívida líquida/EBITDA, ficou em 3,0x, refletindo o forte resultado operacional frente ao aumento do endividamento para a contínua renovação e crescimento da frota.

Os resultados da Movida (BOV:MOVI3) referentes suas operações do primeiro trimestre de 2022 foram divulgados no dia 01/07/2022. Confira o Press Release!

* Com informações da ADVFN, RI das empresas, Valor, Infomoney, Reuters

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