Petrobras conclui primeira venda do lote de diesel R5

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A Petrobras concluiu a primeira venda do Diesel R5 produzido pela estatal para testes comerciais. A produção, realizada na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Curitiba, chegou a um total de 1.500 m³. “Trata-se de um importante passo para a venda regular e de maiores volumes do produto”, afirma em nota.

O comunicado foi feito pela petroleira (BOV:PETR3) (BOV:PETR4) nesta quinta-feira (29).

Segundo a estatal, o Diesel R5 é produzido a partir do coprocessamento de óleos vegetais, no caso, de óleo de soja refinado, com óleo diesel de petróleo. O combustível sai da refinaria com 95% de diesel mineral (derivado do petróleo) e 5% de diesel renovável, também chamado de diesel verde. As distribuidoras farão a adição dos 10% de biodiesel éster, conforme estabelece a legislação atual.

Uma novidade no lote comercializado, destaca a Petrobras, foi a emissão de declarações para as distribuidoras que adquiriram o produto, indicando a redução da emissão de gases de efeito estufa, calculada de acordo com o volume adquirido pelas distribuidoras. No caso do Diesel R5, evita-se, potencialmente, a emissão de uma tonelada de CO2 equivalente a cada 9,5 mil litros, aproximadamente, comparando-se com o diesel 100% fóssil.

Segundo a empresa, no cálculo, estão consideradas as emissões do combustível fóssil durante as etapas de extração, produção e uso. Para as emissões do conteúdo renovável, estão presentes os cálculos de produção da matéria-prima, extração do óleo vegetal, coprocessamento na refinaria e uso final. Inclui-se também os transportes intermediários entre todas essas etapas.

A Petrobras ressalta que atualmente, está em discussão no Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) a possibilidade do diesel renovável, produzido em unidades dedicadas ou por coprocessamento com óleos vegetais, também ser considerado no mandato de biocombustível presente no óleo diesel comercializado nos postos de combustíveis. “Caso seja aceita, a introdução do novo combustível viabilizará a utilização de teores mais elevados de renováveis nos novos motores a diesel; possibilitando, também, o aumento da competitividade na oferta de biocombustíveis no Brasil”, avalia.

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