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Copel apresenta plano estratégico para os próximos três anos e se compromete a fazer lição de casa saneando custos

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Em seu primeiro evento próprio com investidores após a privatização, a Copel apresentou seu plano estratégico para os próximos três anos no qual se compromete a fazer a “lição de casa” saneando custos, fazendo investimentos robustos em distribuição e se preparando para oportunidades de mercado neste período, seja via leilão de reserva de capacidade, seja diante de um cenário de preços mais atrativos em energia, a partir de 2026.

A companhia se dispôs a economizar pouco mais de R$ 500 milhões nos próximos três anos, resultado da otimização na frente de Pessoal, Material, Serviços de Terceiros e Outras despesas (PMSO), que responderá pela redução entre R$ 460 milhões e R$ 480 milhões, além da gestão de contingências que poderá resultar na economia de até R$ 70 milhões no período.

De acordo com o diretor de Finanças e de Relações com Investidores da holding, Adriano Rudek de Moura, o trabalho com PMSO foi o primeiro a ser entregue pela diretoria pós-privatização e teve como primeiro “grande produto” o Programa de Demissão Voluntária (PDV), que deve reduzir R$ 428 milhões em custos anuais, apesar do dispêndio inicial de R$ 610 milhões.

Outra frente de redução de custos é a alienação de ativos que vão deste a única termelétrica movida a carvão (Figueira) da companhia, cuja devolução da concessão já foi pedida ao Ministério de Minas e Energia (MME) até Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs) e Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) com capacidade inferior a 10 megawatts (MW), além de imóveis próprios.

A empresa reforçou ainda o avanço de operações de venda já em andamento como a da Compagas, em linha com a estratégia de foco em atividades relacionadas, especificamente, a energia elétrica, e da usina termelétrica (UTE) Araucária, cujo desfecho é esperado para março do próximo ano e visa a descarbonização do portfólio.

Apesar dos destaques à redução de despesas, o diretor-presidente da Copel (BOV:CPLE6), Daniel Slaviero, afirmou que a iniciativa é apenas uma primeira fase do ciclo pós-privatização da companhia e destacou a “agenda muito mais abrangente da companhia”, cujo crescimento se dará, segundo o executivo, pela execução “impecável” do plano estratégico e sem “cavalos de pau”.

Crescimento no “próprio quintal”

O diretor de Desenvolvimento de Negócios da Copel, Cássio Santana da Silva, afirmou, durante o Copel Day, que “entre priorizar distribuição e transmissão, devemos optar por distribuição”. Apesar de demonstrar apetite para o que chamou de crescimento “inorgânico”, o executivo disse que é na própria área de concessão que o aporte deve ser aplicado.

Para além da expectativa de crescimento econômico do Paraná, o plano está ancorado na necessidade de modernização da base operacional, cujos níveis de depreciação estão acima da média nacional.

Enquanto isso, o plano é estudar possíveis oportunidades já que ativos que tenham “sinergia” com a Copel Distribuição estão, hoje, fora da mesa. O diretor-presidente da Copel, Daniel Slaviero, fez questão de descartar o interesse pela Amazonas Energia, cuja caducidade da concessão foi recomendada nesta semana pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e pela Light, que enfrenta uma recuperação judicial.

No cenário de transmissão, a empresa disse estar avaliando a participação nos certames marcados para 2024 e reiterou que não participará na disputa por lotes do próximo mês. A Copel prevê investimentos da ordem de R$ 91,3 milhões para o segmento em 2024, com quase totalidade destinada a melhorias e reforços de empreendimentos que já são da companhia. Esta frente pode, inclusive, mobilizar R$ 1,5 bilhão nos próximos 10 anos, segundo previsões da empresa.

Leilões e cenário de preços

A diretoria da Copel admitiu que o cenário atual de baixos preços de energia é um desafio. Disse, contudo, estar seguindo uma estratégia que classificou de bem sucedida de manter altos níveis de sua energia contratada nos próximos dois anos, deixando 15% do portfólio para fazer frente ao risco hidrológico (GSF, no jargão setorial).

Para 2026, os níveis de contratação são menores sob a expectativa da volta dos preços a patamares considerados mais atrativos pelos empreendedores de geração. Para Slaviero, “se tem um lado bom de ter mais dois anos de preço baixo de energia é que estamos bem posicionados”, o que permitirá que a companhia “termine a lição de casa”.

No curto prazo, o grande destaque do Copel Day foi o posicionamento da empresa diante do leilão de reserva de capacidade previsto para 2024. Os executivos ressaltaram a possibilidade de ampliação da hidrelétrica de Foz do Areia, uma das três cuja renovação da concessão foi possibilitada com a privatização, como diferencial na competição, cujas regras ainda não foram definidas.

Informações infomoney

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