O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira, com a curva de juros e o dólar pressionados por dados do mercado de trabalho mais fortes que o esperado, além de aversão ao risco por rumores e notícias sobre reforma ministerial do governo. Investidores ainda reagiram a balanços corporativos, que impulsionaram os papéis da Ambev, enquanto IRB e Weg ficaram entre os destaques negativos do dia após o balanço.
O Índice Ibovespa encerrou com recuo de 0,96%, aos 124.768 pontos. O volume de negociação da sessão foi de R$ 22 bilhões, acima da média dos últimos 50 pregões, de R$ 16,1 bilhões.
Os vértices da curva de juros encerraram em alta de até 29 pontos-base. Ao final da tarde, o dólar futuro operava em alta de 1,21%, cotado a R$5,812, em linha com o índice Dólar DXY que operava em alta de 0,18%, aos 106,41 pontos.
Mais cedo, o Ministério do Trabalho e Emprego divulgou que o Brasil criou 137 mil postos de trabalho com carteira assinada em janeiro, número muito acima dos 48 mil esperados pelo mercado, superando significativamente o antecipado pelo ministro Luiz Marinho, que no início da semana citou cifra de 100 mil vagas.
Os números reafirmam um mercado de trabalho aquecido no país, o que alimenta as preocupações pcom uma inflação mais alta, que consequentemente forçaria uma taxa Selic restritiva por mais tempo.
Parte da piora dos ativos no cenário local se deu por conta da forte aversão a risco diante de receios do mercado sobre a reforma ministerial iniciada por Lula. De acordo com fontes ouvidas pelas CNN Brasil, o presidente teria sido aconselhado a nomear o atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad para Casa Civil.
Ainda de acordo com a matéria, aliados de Lula sugerem o nome de Esther Dweck, ministra da Gestão e Inovação, para substituir Haddad, porém o presidente estaria resistente em retirar Rui Costa da Casa Civil.
Em evento do BTG Pactual, Rui Costa negou qualquer desentendimento com Haddad, e disse que decisões de troca de ministros são de Lula. Questionado, ele também negou que o governo avalia medidas para reaquecer a economia ou evitar desaceleração do PIB.
Ainda no cenário político, o mercado avaliou uma nova pesquisa de opinião sobre o governo federal. O levantamento da Quaest/Genial apontou que a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é reprovada por 50% ou mais dos eleitores em 8 estados pesquisados.
De acordo com a pesquisa, a desaprovação supera os 60% em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, e a aprovação caiu mais de 15 pontos na Bahia e em Pernambuco, estados onde Lula venceu as eleições em 2022. Pela primeira vez, a desaprovação do presidente superou a aprovação nesses dois estados.
No noticiário corporativo, mercado reagiu a resultados de empresas incluindo IRB Brasil, Weg, Ambev, Telefônica e CBA Hoje, no final do dia, expectativa é por balanços de Petrobras, BRF, Marfrig, Cosan, CPFL Energia, C&A e outras.
As ações do IRB Brasil tiveram a maior queda diária desde de janeiro de 2023. Segundo os analistas do Goldman Sachs, o que pesou foi a aceleração das despesas e a piora nos resultados financeiros, pressionados pela marcação a mercado dos títulos e pelos ajustes no valor dos recebíveis judiciais.
No caso da WEG, analistas da XP atribuíram a reação negativa do mercado à retração da margem líquida no 4T, apesar dos demais números pouco acima dos consensos.
Ao fim da sessão, as principais detratoras da sessão foram as ON da Weg, da Vale e da Telefônica, que cederam 8,68%, 0,61% e 7,05%, respectivamente.
Os papéis ON da IRB Brasil, da Weg e da MRV, lideraram entre as quedas percentuais, recuando 18,26%, 8,68% e 7,84%, na mesma ordem.
Na ponta positiva, destaque para as ON da Ambev, as PN da Metalúrgica Gerdau e da Gerdau, que avançaram 5,50%, 2,13% e 2,02%, nesta ordem.
Nos mercados de commodities, os futuros do Brent para entrega em abril recuavam ao fim do dia 0,39%, a US$72,22 por barril, operando nos patamares mais baixos em dois meses, com um aumento surpreendente nos estoques de combustível dos EUA sinalizando fraqueza na demanda. Um possível acordo de paz entre a Rússia e a Ucrânia também continua a pesar.
Os preços futuros do minério de ferro recuaram 0,98% na última madrugada em Dalian registrando a terceira queda consecutiva, pressionados pela perspectiva negativa para as exportações de aço chinesas e pelo aumento das tensões comerciais entre os EUA e a China.
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Data | Variação | Pontuação | Volume Financeiro |
03/02/2025 | -0,13% | 125.970,46 | R$ 19,5 bilhões |
04/02/2025 | -0,65% | 125.147 | R$ 19,8 bilhões |
05/02/2025 | 0,31% | 125.534,07 | R$ 19,5 bilhões |
06/02/2025 | 0,55% | 126.224,74 | R$ 19,0 bilhões |
07/02/2025 | -1,27% | 124.619,40 | R$ 21,0 bilhões |
11/02/2025 | 0,76% | 126.521,66 | R$ 20,0 bilhões |
12/02/2025 | -1,69% | 124.380,21 | R$ 55,7 bilhões |
13/02/2025 | 0,38% | 124.850,18 | R$ 17,7 bilhões |
14/02/2025 | 2,70% | 128.218,59 | R$ 26,3 bilhões |
17/02/2025 | 0,26% | 128.552,13 | R$ 18,6 bilhões |
18/02/2025 | -0,02% | 128.531,71 | R$ 22,7 bilhões |
19/02/2025 | -0,95% | 127.308,80 | R$ 19,9 bilhões |
20/02/2025 | 0,23% | 127.600,58 | R$ 24,3 bilhões |
21/02/2025 | -0,37% | 127.128,06 | R$ 24,4 bilhões |
24/02/2025 | -1,36% | 125.401,38 | R$ 19,1 bilhões |
25/02/2025 | 0,46% | 125.979,50 | R$ 21,6 bilhões |
26/02/2025 | -0,96% | 124.768,71 | R$ 22,0 bilhões |
Confira o ranking completo de todos os papéis negociados na B3.
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💥 Confira os destaques corporativos de hoje 💥
Ambev (ABEV3)
A Ambev apresentou lucro líquido de R$ 5,024 bilhões no quarto trimestre de 2024, crescimento de 11% frente ao mesmo período de 2023. No acumulado do ano, o lucro somou R$ 14,8 bilhões, queda de 0,8% frente a 2023. Saiba mais…
Ânima (ANIM3)
Acionistas da Ânima elegeram como membros efetivos do conselho de administração Marcelo Battistella Bueno e Marina Oehling Gelman. Saiba mais…
Brava (BRAV3)
A Brava Energia assinou aditivos aos contratos para compra do petróleo cru produzido pela PetroReconcavo na Bacia Potiguar. Saiba mais…
CBA (CBAV3)
A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) apresentou prejuízo líquido de R$ 56 milhões, frente a um prejuízo de R$ 586 milhões registrado um ano antes. Saiba mais…
CCR (CCRO3)
O Conselho de Administração da CCR Rota Sorocabana, sociedade controlada pela CCR, aprovou a 2ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, em série única, no valor total de R$ 2,05 bilhões. Saiba mais…
Embraer (EMBR3)
O Conselho de Administração da Embraer aprovou a pausa adicional de quatro anos no programa de desenvolvimento do jato E175-E2. Saiba mais…
Gol (GOLL4)
A Gol divulgou que protocolou Formulário 15F perante a U.S. Securities and Exchange Commission (SEC) para encerrar o registro de suas ações preferenciais e American Depositary Shares (ADSs) naquele país. Saiba mais…
Grupo Mateus (GMAT3)
O Conselho de Administração do Grupo Mateus aprovou programa de recompra de até 5 milhões de ações de própria emissão, representando 1,09% do total de ações da companhia em circulação no mercado e 0,22% do total de ações de emissão da companhia. Saiba mais…
IRB (IRBR3)
O IRB Re registrou lucro líquido de R$ 112,4 milhões no quarto trimestre de 2024, um aumento de 196,9% em relação ao mesmo intervalo de 2023. No comparativo com o terceiro trimestre do ano passado, o resultado do ressegurador caiu 3%. Saiba mais…
Klabin (KLBN11)
A Klabin divulgou resultado com lucro líquido de R$ 543 milhões no quarto trimestre de 2024, alta anual de 47%. A Klabin terminou o ano de 2024 com lucro líquido de R$ 2,047 bilhões, uma queda de 28% sobre o resultado de 2023. Saiba mais…
RD Saúde (RADL3)
O lucro líquido ajustado da RD Saúde somou R$ 381,4 milhões no quarto trimestre de 2024, crescimento de 34,6% frente ao resultado do mesmo trimestre em 2023. No acumulado do ano, o indicador também avançou 16,6% ante o ano anterior, totalizando R$ 1,288 bilhão. Saiba mais…
Telefônica Brasil (VIVT3)
O lucro líquido da Telefônica Brasil, dona da Vivo, cresceu 10,1% no quarto trimestre de 2024 em relação ao mesmo período de 2023, chegando a R$ 1,763 bilhão. Saiba mais…
WEG (WEGE3)
A WEG registrou lucro líquido de R$ 1,694 bilhão no quarto trimestre de 2024 (4T24), o que representa uma diminuição de 2,9% na comparação com igual etapa de 2023. A pesquisa LSEG apontava para um lucro de R$ 1,6 bilhão. Saiba mais…
(Com informações da TCMover e Momento B3)