A inflação anual da Alemanha avançou para 2,2% em agosto, segundo dados preliminares divulgados nesta sexta-feira (29/08) pelo Departamento Federal de Estatística (Destatis). O resultado ficou acima dos 2% registrados em julho e também superou levemente as projeções do mercado, que esperava um número mais contido.
No comparativo mensal, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou alta de 0,1%. Já o Índice Harmonizado de Preços ao Consumidor (IPC), usado como referência pelo Banco Central Europeu (BCE), também mostrou avanço de 2,1% em relação a agosto do ano passado e registrou igualmente aumento de 0,1% na comparação com julho.
A inflação anual básica, que exclui os componentes mais voláteis como alimentos e energia, ficou em 2,7%, sinalizando que a pressão inflacionária no núcleo da economia alemã segue resistente.
Para os mercados financeiros, o dado reforça a percepção de que o BCE ainda deve adotar uma postura cautelosa em relação a cortes de juros. A leitura acima do esperado pode gerar ajustes nos preços dos títulos públicos da região, além de influenciar a cotação do euro frente a outras moedas, como o dólar norte-americano (FX:USDBRL | FX:EURUSD), e provocar maior volatilidade nas bolsas de valores da Europa.
No contexto atual, a divulgação desses números ganha peso adicional, já que investidores monitoram sinais sobre os próximos passos da política monetária europeia. O resultado de 2,2% coloca a inflação novamente no radar como um risco relevante para a estabilidade dos mercados no curto prazo.
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