O ouro subiu fortemente em direção a US$ 4.400 por onça nesta sexta-feira, 2 de janeiro de 2026, ampliando o movimento de alta após registrar, em 2025, o maior salto desde a crise do petróleo de 1979.
O metal precioso encerrou o ano passado com valorização anual de 64%, a maior desde 1979, impulsionada pelo aumento das tensões geopolíticas, compras robustas por bancos centrais e crescimento das posições em fundos negociados em bolsa (ETFs).
O ouro à vista avançou 1,8%, para US$ 4.386,47 por onça, nas negociações europeias desta sexta-feira, enquanto os contratos futuros do ouro nos Estados Unidos subiam 1,3%, para US$ 4.398.
A fraqueza do dólar sustentou a demanda por ativos de proteção, à medida que investidores apostam em uma flexibilização adicional da política monetária pelo Federal Reserve.
Atualmente, o mercado precifica ao menos dois cortes de juros pelo Fed neste ano, apesar de dados recentes indicarem resiliência no mercado de trabalho dos Estados Unidos.
Os investidores aguardam a divulgação de indicadores econômicos relevantes na próxima semana, incluindo o relatório de empregos e os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA, em busca de novos sinais sobre a trajetória das taxas de juros.
No cenário geopolítico, as tensões entre a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos vieram à tona nesta semana após a suspensão de voos no aeroporto de Áden, na quinta-feira.
Em outro foco de instabilidade, a Rússia afirmou que a Ucrânia matou ao menos 24 pessoas, incluindo uma criança, em um ataque com drones contra um hotel e um café em uma área do sul da região de Kherson controlada por forças russas, onde ocorriam celebrações de Ano Novo. A Ucrânia declarou que não tem como alvo civis.