A empresa de shoppings Iguatemi registrou prejuízo líquido de R$ 58,7 milhões no terceiro trimestre deste ano, revertendo o lucro de R$ 61,7 milhões registrado no mesmo período de 2020.

Na explicação do resultado líquido a empresa destaca a linha do resultado financeiro, que apresentou perdas de R$ 211,533 milhões, cifra 913% acima da reportada um ano antes, que foi negativa em R$ 20,869 milhões.

“Grande parte do resultado negativo é devida à marcação a mercado das ações da Infracommerce”, escreveu, ressaltando que essas ações tiveram desvalorização de 28,5%, gerando resultado negativo de R$ 143,0 milhões no financeiro.

“Se excluirmos o efeito da Infracommerce, o resultado financeiro seria de R$ 75,2 milhões negativos”, acrescentou. No mais, as despesas financeiras aumentaram em 43,1%, por conta do maior nível de endividamento bruto da companhia e aumento da SELIC, se comparado ao mesmo período de 2019.

A empresa acrescentou que sem o efeito da variação do preço da ação da Infracommerce o resultado teria sido de um lucro líquido de R$ 32 milhões no 3º trimestre, 48% abaixo do lucro do mesmo período do ano passado.

receita líquida avançou 16,6% no comparativo trimestral, para R$ 209,6 milhões. A companhia destaca que o último trimestre foi marcado “pelo forte avanço do processo de vacinação” do país e pela “queda expressiva” nos indicadores da pandemia em todo o país. Pela primeira vez, o Iguatemi passou a operar com 100% da capacidade de utilização. As vendas totais nos shoppings da Iguatemi foram de R$ 3,3 bilhões no terceiro trimestre de 2021, crescimento de 82,7% em relação ao mesmo período de 2020 – quando boa parte dos empreendimentos estavam fechados.

“As vendas mesmas lojas (SSS) cresceram7,8% e as vendas mesmas áreas (SAS) cresceram 4,4% no trimestre versus o terceiro trimestre de 2019, com 10 dos 16 shoppings crescendo sobre 2019”, destacou a empresa. Já os aluguéis mesmas lojas (SSR) cresceram 22,9% e os aluguéis mesmas áreas (SAR) cresceram 11,9% no terceiro trimestre de 2021 versus o terceiro trimestre de 2019.

ebitda – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – somou R$ 151,4 milhões entre julho e setembro, alta de 14,2%, enquanto a margem Ebitda ficou em 72,2%. O indicador recuou 1,6 ponto percentual em relação ao terceiro trimestre de 2020.

O nível de alavancagem do Iguatemi, medido pela razão entre a dívida líquida e o Ebitda, foi de 2,82 vezes ao final do trimestre passado.

A Iguatemi encerrou o trimestre com uma dívida total de R$ 3.293,8 milhões, com prazo médio em 3,8 anos e custo médio de 114,9% do CDI, índice ao qual 86,5% da nossa dívida está indexada. A disponibilidade de caixa encontrava-se em R$ 1,8 bilhão, aumento de 1,9% em comparação ao segundo trimestre de 2021, levando a uma dívida líquida de R$ 1.482,4 milhões.

Os resultados da Iguatemi (BOV:IGTA3) referentes suas operações do terceiro trimestre de 2021 foram divulgados no dia 09/11/2021.

VISÃO DO MERCADO

Credit Suisse

O Credit Suisse destaca que a empresa teve um impressionante ritmo operacional no 3T21. Todos os indicadores da administradora de shopping melhoraram no trimestre com os níveis de pandemia tornando-se uma realidade distante.

Segundo o banco, a questão agora é quanto as vendas e aluguéis devem crescer em 2022 vs. 2019.

Credit Suisse mantém recomendação de compra com preço-alvo de R$ 42,50…

* Com informações da ADVFN, RI das empresas, Valor, Infomoney, Estadão, Reuters

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