A BrasilAgro deu início ao plantio de soja nas regiões do Xingu, de Alto Taquari (MT) e de Mineiros (GO) com dez dias de antecedência na comparação com o começo do plantio no ano passado. Os trabalhos se tornaram viáveis por chuvas que ocorreram mais cedo nas três regiões, no fim de setembro, conforme comunicado da companhia. “A nova safra começa sob previsões otimistas para o clima, que já deu sinais de melhora em relação ao ano passado”, disse a empresa.

O comunicado foi feito pela companhia (BOV:AGRO3) nesta quarta-feira (19).

“Todas as previsões indicam que o La Niña deve perder força, permitindo um regime de chuvas mais próximo da normalidade, favorecendo, principalmente, melhores resultados na safrinha (milho e algodão)”, comentou na nota o diretor de operações da BrasilAgro, Wender Vinhadelli.

A empresa possui 39 mil hectares em Mato Grosso, incluindo a área cultivada na segunda safra, e 4,9 mil hectares em Goiás. No ciclo 2021/22, o La Niña levou a uma queda de 9% da produção de grãos da companhia, em relação à estimativa inicial para a temporada, e de 49% no caso do algodão.

“Nesta nova safra, a companhia deve operar uma área semelhante à da safra passada, com expectativa de produção otimista, especialmente por estas previsões climáticas favoráveis”, pontuou o executivo. A empresa lembrou que iniciou em 2022/23 o plantio nas fazendas da Bahia que contam com pivôs de irrigação.

A BrasilAgro também produz alimentos na Bolívia e no Paraguai, país que teve a produção agrícola prejudicada pelo La Niña nos últimos três anos. Para a nova temporada, quando deverão ser cultivados 16 mil hectares no Paraguai, a previsão climática indica boas condições para o cultivo de soja e milho, além de feijão e algodão, segundo a nota da empresa.

“No caso do Paraguai, as projeções sugerem um ano bem melhor, com possibilidades de uma safra cheia, enquanto a Bolívia deve repetir bons resultados alcançados na última safra”, disse Vinhadelli.

No começo de setembro, a BrasilAgro reportou ao mercado contar com um portfólio de terras que soma 275.412 hectares. Na safra 2021/22, encerrada em junho, a empresa atingiu R$ 1,5 bilhão em receita líquida, com crescimento de 98% em relação à safra anterior.

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