Com cenário de crescimento, Credit eleva preço-alvo para ação da Klabin
Após melhora das margens operacionais, com redução de custos, companhia se prepara para expansão, elevando target da ação para R$ 13,00
Por Lara Rizério |16h16 | 11-10-2012 A A A
SÃO PAULO - Devido ao bom momento para os ganhos de curto prazo, combinado aos incentivos governamentais, às maiores oportunidades de crescimento e o dólar mais valorizado, o Credit Suisse avalia positivamente as ações da Klabin (KLBN4), com recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado). Para o banco, o proc...
Com cenário de crescimento, Credit eleva preço-alvo para ação da Klabin
Após melhora das margens operacionais, com redução de custos, companhia se prepara para expansão, elevando target da ação para R$ 13,00
Por Lara Rizério |16h16 | 11-10-2012 A A A
SÃO PAULO - Devido ao bom momento para os ganhos de curto prazo, combinado aos incentivos governamentais, às maiores oportunidades de crescimento e o dólar mais valorizado, o Credit Suisse avalia positivamente as ações da Klabin (KLBN4), com recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado). Para o banco, o processo que a companhia vai enfrentar agora é de crescimento.
"Vemos o caso de investimento da Klabin definido por quatro ciclos: aumento da margem operacional, levando à recuperação e ao crescimento, melhoria da governança corporativa e, finalmente, a geração de dividendos", afirmam em relatório os analistas Viccenzo Paternostro, Ivano Westin e Marina Melemendjian. Para eles, a Klabin está no fim do primeiro ciclo e início da segunda fase.
Desta maneira, os analistas, além de reiterar a recomendação, elevaram o preço-alvo dos papéis da companhia de R$ 11,00 para R$ 13,00 - o que configura um potencial de valorização de 15,56% em relação ao fechamento da última quarta-feira (10). De acordo com a equipe de análise, este aumento do target se deve principalmente às medidas de redução dos custos de energia, aumento dos impostos de importação e benefícios fiscais sobre a folha de pagamento efetuadas pelo governo.
Segundo os analistas, a redução dos custos de energia devem levar a uma economia entre R$ 20 milhões e R$ 30 milhões, mesmo valor do aumento das receitas com a elevação dos impostos de importação. Por fim, a mudança na folha de pagamentos pode levar a um impacto de R$ 50 milhões no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações), projetam.
Boa oportunidade
Assim, os papéis da companhia de papel e celulose seguem como uma boa oportunidade de investimento, avaliam, apesar da forte alta acumulada nos últimos doze meses, que gira em torno de 100%. Esta alta desde então é justificada pelos esforços bem sucedidos de cortar custos, o que levou a margem Ebitda (Ebitda/ receita líquida) a subir de 25% para 31% em dois anos. Para os analistas, apesar da alta mais forte do que a dos seus pares nos últimos meses, o movimento de valorização dos ativos KLBN4 deve continuar.
Isto porque, no mercado doméstico, a demanda pelos produtos da companhia continuará em alta, principalmente as de embalagens, levando os preços a um nível considerado bastante atrativo. Além disso, a empresa tem apresentado redução de custos, o que deve continuar levando à melhora nas margens operacionais da companhia.
Com isso, os resultados da companhia devem confirmar um crescimento das margens, avaliam os analistas, sendo importantes catalisadores para as ações. Além disso, a expansão de projetos com uma boa TIR (Taxa Interna de Retorno), como a fábrica de celulose no Vale do Corisco, instalação de novas máquinas e a melhora da governança corporativa também são fatores impulsionadores para a companhia.
Próximos passos
Com a redução dos custos praticamente precificada no papel, os investidores devem se atentar no momento para os três novos projetos de expansão da companhia. Caso eles se confirmem, avalia a equipe de analistas, o preço-alvo para os papéis pode ser elevado de R$ 13,00 para R$ 15,00.
Outra reclassificação pode ocorrer ainda caso haja uma melhora na governança corporativa, como uma mudança para o Novo Mercado da BM&FBovespa, devido à percepção de menor risco para as ações. Finalmente, a geração de fluxo de caixa e melhoria de retornos deve ocasionar um aumento no payout.
"Além disso, quando os investidores começam a considerar o perfil defensivo e de alta exposição à dependência do consumo nacional, que ainda tem favoráveis perspectivas de futuro, a ação pode ser negociada a múltiplos mais elevados, semelhantes ao observado com relação às empresas que têm um perfil de geração de fluxo de caixa, tais como Ultrapar (UGPA3), Multiplus (MPLU3) e Ambev (AMBV4)", concluem os analistas.
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