Veja quais foram os itens que mais pressionaram o aumento da inflação medida pelo IPCA em Janeiro de 2015

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Rio de Janeiro, 06 de Fevereiro de 2015 – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês de janeiro apresentou oscilação mensal de 1,24%. Essa taxa de variação é 0,46% maior que a valorização registrada no mês anterior (0,78%) e 0,49% maior que a aferida em janeiro de 2014 (0,55%). O principal responsável pelo forte aumento do IPCA em janeiro foi o aumento nas despesas com Alimentação e Bebidas (de 1,08% para 1,48%), Habitação (de 0,51% para 2,42%) e Transportes (de 1,38% para 1,83%). Esses três grupos juntos respondem por 85% da valorização do indicador no mês, o equivalente a 1,06 ponto percentual.

Diversos produtos do grupo Alimentação e Bebidas apresentaram aumentos expressivos de preço, sobressaindo a batata-inglesa (38,09%), o feijão-carioca (17,95%) e o tomate (12,35%).

O grupo Habitação foi o que apresentou a maior taxa de valorização. O principal destaque desse grupo foi o aumento do valor da tarifa de energia elétrica, cuja alta de 8,27% gerou impacto de 0,24 ponto percentual sobre a taxa de variação de 1,24% registrada pelo IPCA em janeiro.

Excetuando apenas a região metropolitana de Salvador, que reajustou a tarifa de energia elétrica em 0,76%, em razão de redução de impostos, as demais registraram aumentos significativos nas contas. O maior reajuste na conta de luz foi registrado em Porto Alegre (11,66%) e em São Paulo (11,46%). O aumento do preço da energia elétrica de janeiro pode ser atribuído a movimentos no valor dos impostos e ao efeito do Sistema de Bandeiras Tarifárias, modelo de cobrança do gasto com usinas térmicas, que passou a vigorar a partir de primeiro de 01 de Janeiro de 2015.

Ainda com relação ao grupo Habitação, outros gastos se tornaram mais elevados de dezembro para janeiro: taxa de água e esgoto (1,42%); aluguel residencial (1,22%); mão de obra para pequenos reparos (0,95%); e taxa de condomínio (0,81%). Sobre o item taxa de água e esgoto, houve aumento somente em Campo Grande (11,19%), onde o reajuste de 12,26% ocorreu a partir do dia 03 de janeiro, e São Paulo (5,83%), com reajuste de 6,47% desde 27 de dezembro.

No grupo Transportes (1,83%), destaca-se a elevação nos gastos com transporte público: ônibus urbano (8,02%); ônibus intermunicipal (6,59%); ônibus interestadual (1,21%); metrô (9,23%); táxi (2,63%); e trem (8,95%). Além disso, no grupo Transportes, os preços de outros itens de importantes subiram de um mês para o outro, com destaque para o automóvel novo (1,03%) e usado (1,38%), conserto de automóvel (1,97%) e etanol (1,47%).

Já o item cigarro (6,89%), exerceu pressão no grupo das Despesas Pessoais (1,68%), junto com empregado doméstico (1,50%) e excursão (5,62%). A alta do cigarro foi em decorrência de reajustes em torno de oito por cento ocorridos em 31 de dezembro e 12 de janeiro.

O IPCA é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desde 1980 e se refere às famílias com rendimento monetário mensal de 01 (um) a 40 (quarenta) salários mínimos.

A coleta de preços é realizada em estabelecimentos comerciais, prestadores de serviços, domicílios e concessionárias de serviços públicos, abrangendo as 13 (treze) principais regiões metropolitanas do país: Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Vitória e Porto Alegre, Brasília, Goiânia e Campo Grande.

Para o cálculo do IPCA em janeiro de 2015 foram comparados os preços coletados no período de 30 de dezembro de 2014 a 28 de janeiro de 2015 (referência) com os preços vigentes no período de 28 de novembro a 29 de dezembro de 2014 (base).

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Comentários

  1. jacinto andrade - 12433772591 diz:

    Sé os oragos que controla a inflação fosse corretamente rigorosos a inflação de 2015 era 31,8% a 40%.

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