Brasil comprou menos dos principais blocos econômicos em fevereiro de 2015

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Rio de Janeiro, 02 de Março de 2015 – De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil, as compras realizadas pelo país no exterior somaram US$ 14,934 bilhões em fevereiro de 2015. No período, a Ásia manteve-se como o principal fornecedor das importações brasileiras.

No segundo mês do ano, 34,69% do valor total das compras brasileiras oriundas do exterior vieram do continente asiático, com grande destaque para a China, que contribuiu com 18,54% deste total. Na comparação com fevereiro de 2014, todos os principais blocos econômicos registraram decréscimo de vendas para o mercado brasileiro. Apenas as importações oriundas da Europa Oriental registraram crescimento (37,02%) entre fevereiro de 2015 e o mesmo mês do ano anterior. Já na comparação com janeiro de 2015, houve crescimento das compras vindas de mercados de menor relevância, tais como Oriente Médio e África.

Pela média diária, as importações de fevereiro oriundas da China, maior fornecedora individual de produtos para o Brasil, registraram alta de 3,35% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Já as importações vindas dos Estados Unidos, outro importante parceiro comercial brasileiro, decresceram 21,89% entre fevereiro de 2015 e fevereiro de 2014. Na comparação com o mês anterior, houve grande aumento nas compras externas vindas da África e Oriente Médio. Ainda pela média diária, as compras de produtos vindos dos Estados Unidos diminuíram 7,34% e as compras de produtos chineses decresceram 12,76%.

Confira todos os detalhes sobre as importações brasileiras em fevereiro de 2015

As compras originárias do Oriente Médio caíram 15,7% por conta de óleos combustíveis, partes e peças de aviões, inseticidas, petróleo em bruto, enxofre e chapas de plástico.

As importações oriundas da África diminuíram 3,1% por conta de petróleo, gás GLP, adubos e fertilizantes, polímeros plásticos, algodão em bruto e hidrocarbonetos.

As compras realizadas no Mercosul retraíram 16,5%. Da Argentina a queda foi de 17,3%, por conta de automóveis, veículos de carga, autopeças, naftas, produtos hortícolas, produtos de perfumaria, motores para veículos, gás propano, ônibus, máquinas para fabricação de bebidas, ureia e inseticidas.

O valor das importações que vieram da Ásia cresceram 0,1%, sendo que as compras realizadas na China cresceram 3,3%, por conta de circuitos impressos, laminados planos, aparelhos eletro-mecânicos, aparelhos transmissores/receptores, circuitos impressos, fios de fibras têxteis, elementos de vias férreas e adubos e fertilizantes.

As importações vindas da União Europeia decresceram 9,6% por conta de helicópteros, veículos p/vias férreas, fornos industriais, malte, máquinas automáticas, máquinas para forjar metais, inseticidas, máquinas para elevação de carga, máquina para fabricação de bebida, papel e cartão, gasolina, aviões e partes, motores para veículos, máquinas para terraplanagem, máquinas para empacotar, bombas e compressores, torneiras/válvulas, partes de motores para veículos, instrumentos de medida e automóveis e autopeças.

As importações obtidas nos Estados Unidos diminuíram 21,9% por conta de trigo em grão, aviões, naftas, medicamentos, tubos de ferro fundido, óleos combustíveis, gás propano, óleos lubrificantes, motores e geradores, carvão, hidrocarbonetos, compostos de funções nitrogenadas, coque de petróleo, inseticidas, máquina para elevação de carga, soda cáustica, pneumáticos, bombas e compressores e instrumentos de medida.

As compras realizadas na América Latina e Caribe (exceto Mercosul) decresceram 12,7% por conta de naftas, partes de máquinas automáticas, medicamentos, circuitos integrados, amônia, ácidos carboxílicos, carvão, autopeças e catodos de cobre.

Já as compras provenientes da Europa Oriental aumentaram (+52,2%), por conta de alumínio em bruto, adubos e fertilizantes, ureia, nitrato de amônio, máquinas para forjar metais e enxofre.

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