Brasil: custo médio da dívida pública federal em fevereiro de 2015

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O custo médio acumulado nos últimos doze meses da Dívida Pública Federal aumentou de 11,78% ao ano, em janeiro de 2015, para 12,62% ao ano, em fevereiro de 2015. O aumento de 0,82% foi causado, principalmente, pelo aumento no custo médio do estoque da dívida externa e da dívida interna que cresceram, respectivamente, 11,94% e 0,27% entre os períodos. A valorização da cotação do dólar frente o real foi o principal responsável pela queda no custo médio da dívida exterior. O dólar subiu 8,11% em fevereiro de 2015, contra uma desvalorização de 3,83% ocorrida no mesmo período do ano anterior.

Rio de Janeiro, 25 de Março de 2015 – Segundo o Tesouro Nacional, o custo médio acumulado nos últimos doze meses da Dívida Pública Federal (DPF) aumentou 0,84 ponto percentual, passando de 11,78% ao ano, em janeiro de 2015 para 12,62% ao ano, em fevereiro deste ano.

Já o custo médio acumulado em doze meses da Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) passou de 11,64% ao ano, no primeiro mês do ano, para 11,91% ao ano, em fevereiro de 2015, subindo 0,27 ponto percentual. Dois dos principais componentes da dívida interna brasileira apresentaram crescimento de custo médio entre os períodos: LFT (de 11,00% para 11,03%) e NTN-B (de 12,85% para 13,45%). Por outro lado, NTN-F (de 11,66% para 11,57%), TDA (de 5,96% para 5,92%), Dívida Securitizada (de 4,42% para 4,33%) e LTN (de 10,40% para 10,37%) registram queda em seus custos médios entre janeiro e fevereiro.

Considerando apenas o custo médio das emissões em oferta pública da DPMFi, houve redução de 0,12 ponto percentual entre os períodos, passando para 11,84% ao ano, em fevereiro, contra 11,96% ao ano, em janeiro.

O custo médio de emissão em oferta pública da DPMFi é um indicador que reflete a Taxa Interna de Retorno (TIR) dos títulos do Tesouro Nacional no mercado doméstico, somada às variações de seus indicadores, considerando-se apenas as colocações de títulos em oferta pública (leilões) nos últimos 12 meses.

Com relação à Dívida Pública Federal externa (DPFe), houve crescimento no custo médio de seus títulos e contratos no período acumulado dos últimos doze meses, passando de 14,42% ao ano, no primeiro mês do ano, para 26,36% ao ano, em fevereiro de 2015. Tal alta ocorreu, principalmente, pela valorização da cotação do dólar frente o real foi o principal responsável pela queda no custo médio da dívida exterior. O dólar subiu 8,11% em fevereiro de 2015, contra uma desvalorização de 3,83% ocorrida no mesmo período do ano anterior.

Tanto a dívida mobiliária (de 15,05% para 27,06%) quanto a dívida contratual (7,74% para 19,13%) registraram forte expansão de custo médio entre janeiro e fevereiro. Compondo a dívida externa mobiliária, o Global USD (de 17,11% para 31,60%) e o Euro (de -1,06% para 7,73%) também apresentaram aumento de custo médio. O outro componente mobiliário da dívida externa, o Global BRL, não apresentou variação de custo médio entre janeiro e fevereiro, que manteve-se em 10,79%. Já a dívida externa contratual contraída junto a organismos multilaterais diminuiu de 13,20%, em janeiro, para 27,24%, em fevereiro. Por sua vez, os contratos firmados com credores privados internacionais e agências governamentais fecharam fevereiro com um custo médio de 14,31%, percentual bem superior ao custo médio de 4,09% registrado no primeiro mês de 2015.

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