Balança Comercial: exportações para China caem 18,15% em Maio de 2015

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Rio de Janeiro, 23 de Junho de 2015 – A Ásia continua sendo o principal endereço das exportações brasileiras. No quinto mês do ano, 35,70% do valor total das vendas Brasil para o exterior foram para o continente asiático, com grande destaque para a China, que contribuiu com 24,50% deste total.

Na comparação com maio de 2014, quase todos os blocos econômicos registraram decréscimo de compras de produtos brasileiros. As exceções ficaram por conta do Oriente Médio e da África, cujas exportações oriundas do Brasil aumentaram, respectivamente, 14,88% e 3,56% no quinto mês de 2015. Já na comparação com o mês anterior, com exceção dos Estados Unidos (-3,56%), houve crescimento nos pedidos de compras de todos os principais blocos econômicos.

Pela média diária, as exportações para a China, maior comprador individual de produtos brasileiros no mês de maio, registraram queda de 14,05% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Já as exportações para os Estados Unidos, outro importante parceiro comercial brasileiro, também decresceram entre maio de 2015 e maio de 2014: -10,67%.

Já na comparação com o mês anterior, a China (19,62%) registrou aumento nas compras de produtos brasileiros e os Estados Unidos, por sua vez, registrou queda (-3,56%).

Confira todos os detalhes sobre as exportações brasileiras em Maio de 2015

As vendas para a Ásia decresceram 18,9% pela média diária, ao passarem de US$ 7,8 bilhões para US$ 6,0 bilhões. As exportações para a China, principal comprador individual de produtos brasileiros no mês de maio, registraram queda de 14,1%, passando de US$ 5,0 bilhões para US$ 4,1 bilhões. A participação da China no total da pauta de exportação brasileira foi de 24,5%. Além da China, os maiores mercados compradores na região foram: Japão (US$ 334 milhões, -43,0%); Tailândia (US$ 260 milhões, +43,4%); Índia (US$ 212 milhões, -54,9%); Hong Kong (US$ 181 milhões, -33,4%); Cingapura (US$ 144 milhões, -11,7%); Coreia do Sul (US$ 141 milhões, -68,3%); Indonésia (US$ 121 milhões, -34,3%); Malásia (US$ 114 milhões, +7,6%) e Taiwan (US$ 109 milhões, +38,7%).

A União Europeia registrou decréscimo de 23,4% nas suas aquisições de produtos brasileiros, passando para US$ 2,9 bilhões. Os principais países de destino no bloco foram: Países Baixos (US$ 775 milhões, -36,3%); Alemanha (US$ 547 milhões, -17,4%); Espanha (US$ 312 milhões, -2,6%); França (US$ 243 milhões, -6,3%); Itália (US$ 240 milhões, -44,7%); Bélgica (US$ 213 milhões, -8,1%); Reino Unido (US$ 211 milhões, -51,6%); Portugal (US$ 96 milhões, -19,2%); Polônia (US$ 62 milhões, +61,9%); Suécia (US$ 54 milhões, +82,9%) e Dinamarca (US$ 34 milhões, -29,6%).

Em relação à Europa Oriental, apontou-se retração de 30,5% no comparativo maio 2015/2014, passando para US$ 253 milhões. As vendas para a Rússia, maior mercado na região, caiu 18,6%, passando para US$ 230 milhões. Para a Ucrânia, segundo mercado, registrou queda de 30,3%, para US$ 7 milhões, seguido da Geórgia (-84,3%, para US$ 6 milhões) e Azerbaijão (+15,4%, para US$ 3 milhões).

Quanto ao Mercosul, as exportações apresentaram queda de 22,0%. Para a Argentina, maior parceiro comercial dentre os integrantes do bloco (com uma participação de 6,7% no total da pauta de exportações brasileiras no mês de maio), as vendas registraram recuo de 13,3%, pela média diária. Para o Paraguai (-40,8%, para US$ 194 milhões), Venezuela (-46,5%, para US$ 198 milhões) e Uruguai (-21,5%, para US$ 259 milhões).

As exportações para os Estados Unidos, segundo maior comprador individual de produtos brasileiros no mês de maio, registraram retração de 10,7% pela média diária, ao passarem para US$ 1,899 bilhão. A participação dos Estados Unidos no total da pauta de exportação brasileira foi de 11,3%.

As exportações para o Oriente Médio registraram aumento de 20,6%, passando de US$ 746 milhões para US$ 857 milhões, em maio de 2015. Os principais países de destino na região foram: Arábia Saudita (US$ 249 milhões, +23,6%); Emirados Árabes Unidos (US$ 225 milhões, +11,4%); Irã (US$ 123 milhões, +183,5%); Omã (US$ 54 milhões, -25,2%); Iraque (US$ 42 milhões, +77,1%) e Catar (US$ 31 milhões, -28,1%).

Para o continente africano, as exportações brasileiras cresceram 8,7%, de US$ 702 milhões para US$ 727 milhões, no período comparativo. Os principais parceiros na região foram: Egito (US$ 176 milhões, +47,2%); África do Sul (US$ 119 milhões, +31,0%); Argélia (US$ 108 milhões, +8,1%); Angola (US$ 58 milhões, -42,2%); Tunísia (US$ 48 milhões, +749,8%); Nigéria (US$ 39 milhões, -64,0%); Marrocos (US$ 29 milhões, -6,4%); Gana (US$ 23 milhões, +145,6%); Mauritânia (US$ 16 milhões, +198,3%) e Líbia (US$ 15 milhões, -45,0%).

Aos países da América Latina e Caribe, exclusive Mercosul, as exportações subiram 13,1%, passando para US$ 1,7 bilhão. Os principais mercados compradores foram: Chile (US$ 383 milhões, +19,8%); México (US$ 278 milhões, -9,1%); Colômbia (US$ 192 milhões, +6,1%); Peru (US$ 148 milhões, -3,9%) e Bolívia (US$ 120 milhões, -9,1%).

Acumulado no Ano

No comparativo do valor total exportado acumulado entre janeiro e maio de 2015 e 2014, tomando como referência a média diária, observou-se queda de 16,2% nas vendas externas brasileiras, com decréscimo para os principais blocos econômicos, exceto Oriente Médio.

As vendas para os EUA retrocederam 6,7%, passando de US$ 10,5 bilhões para US$ 9,7 bilhões, com ampliação da participação dos Estados Unidos na pauta brasileira de 11,7% para 13,0%.

As exportações destinadas ao Oriente Médio aumentaram 3,3%, passando para US$ 3,9 bilhões. A participação dessa região nas exportações brasileiras passou de 4,3% para 5,3%. No período, os principais mercados de destino no bloco foram os Emirados Árabes Unidos (US$ 1,1 bilhão, +17,3%); Arábia Saudita (US$ 1,0 bilhão, +4,3%); Irã (US$ 618 milhões, +19,7%); Omã (US$ 259 milhões, -19,9%); Catar (US$ 162 milhões, +28,6%); Israel (US$ 140 milhões, +4,5%) e Bahrein (US$ 123 milhões, -24,4%).

À Europa Oriental, assinalou-se retração de 33,3% nas exportações, de US$ 1,6 bilhão para US$ 1,1 bilhão. A Rússia constitui o principal mercado de destino na região, com vendas de US$ 950 milhões (-23,2%), seguida por: Geórgia (US$ 39 milhões, -67,9%) e Ucrânia (US$ 29 milhões, -54,8%).

Ao mercado asiático, as exportações brasileiras apontaram queda de 22,8%, alcançando US$ 24,0 bilhões nos cinco primeiros meses de 2015. A China, principal destino comercial no bloco, registrou compras no valor de US$ 13,7 bilhões, representando queda de 27,3%. Outros importantes parceiros no bloco são: Japão (US$ 1,8 bilhão, -31,5%); Índia (US$ 1,3 bilhão, -18,4%); Coreia do Sul (US$ 1,1 bilhão, -28,6%); Hong Kong (US$ 1,0 bilhão, -27,3%); Indonésia (US$ 843 milhões, +16,9%); Malásia (US$ 797 milhões, +29,4%); Tailândia (US$ 726 milhões, +5,6%); Vietnã (US$ 692 milhões, +40,0%); Taiwan (US$ 553 milhões, -9,1%) e Cingapura (US$ 531 milhões, -53,4%).

Relativamente à África, as exportações declinaram 15,5%, passando de US$ 3,7 bilhões para US$ 3,1 bilhões. A participação do continente africano na pauta de exportação brasileira foi de 4,2% nos primeiros cinco meses de 2015. Constituíram os principais mercados para as exportações brasileiras no continente: Egito (US$ 686 milhões, -16,3%); África do Sul (US$ 546 milhões, +11,3%); Argélia (US$ 397 milhões, -27,8%); Nigéria (US$ 267 milhões, -34,9%); Angola (US$ 241 milhões, -44,4%); Tunísia (US$ 137 milhões, +40,6%); Marrocos (US$ 130 milhões, -31,3%); Gana (US$ 76 milhões, +41,2%) e Líbia (US$ 71 milhões, -55,7%).

As exportações para o Mercosul retrocederam 16,8%, caindo para US$ 8,3 bilhões, o que implicou na manutenção de participação das exportações ao Mercosul no total das vendas brasileiras, de 11,%. Na condição de principal parceiro do Brasil no bloco, a Argentina, reduziu suas compras em 15,2%, com exportações de US$ 5,2 bilhões no acumulado janeiro-maio de 2015. As exportações destinadas ao Uruguai, segundo principal destino das vendas brasileiras ao Mercosul, cresceram 14,0%, somando US$ 1,10 bilhão, seguido da Venezuela, -34,2%, passando para US$ 1,05 bilhão e Paraguai, -28,0%, atingindo US$ 984 milhões.

Com respeito à União Europeia, anotou-se redução de 16,5% nas exportações ao longo do período em análise, de US$ 16,7 bilhões para US$ 13,8 bilhões. Em vista disso, a participação da região nas exportações brasileiras manteve-se estável em 18,5%. Destacaram-se como os parceiros brasileiros no bloco com maior representatividade na pauta: Países Baixos (US$ 3,8 bilhões, -29,7%); Alemanha (US$ 2,4 bilhões, -3,1%); Itália (US$ 1,3 bilhão, -25,8%); Reino Unido (US$ 1,3 bilhão, -22,5%); Bélgica (US$ 1,2 bilhão, +0,9%); Espanha (US$ 1,1 bilhão, -11,3%); França (US$ 1,0 bilhão, -7,6%); Portugal (US$ 297 milhões, -4,4%); Suécia (US$ 240 milhões, +43,2%) e Polônia (US$ 164 milhões, -34,5%).

Quanto aos países da América Latina e Caribe (exceto Mercosul), notou-se recuo de 10,3% nas vendas destinadas à região, ainda assim ampliando a participação do bloco na pauta brasileira de 8,9% para 9,5%. Dentre os principais países, destacam-se: Chile (US$ 1,6 bilhão, -20,4%); México (US$ 1,4 bilhão, -3,7%); Colômbia (US$ 873 milhões, -3,7%); Peru (US$ 636 milhões, -11,5%); Bolívia (US$ 599 milhões, -3,8%) e Equador (US$ 282 milhões, -10,5%).

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