Comércio Varejista no Brasil: Todas as atividades pesquisadas pelo IBGE apresentaram avanço anual em Junho de 2017

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Na comparação com igual mês do ano anterior, o volume do comércio varejista avançou 3,0% em junho de 2017, com perfil disseminado de resultados positivos em todas as atividades pesquisadas.

Setorialmente, os principais impactos, em termos de contribuição na formação da taxa global de junho, foram observados em Móveis e eletrodomésticos (12,7%); Tecidos, vestuário e calçados (4,6%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (4,3%); Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,8%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (3,0%); Combustíveis e lubrificantes (0,5%); Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (5,1%); e Livros, jornais, revistas e papelaria, com avanço de 1,2%.

Vale ressaltar que junho de 2017 (21 dias) teve um dia útil a menos do que junho de 2016 (22 dias).

Em junho de 2017, o segmento de Móveis e eletrodomésticos, com expansão de 12,7% no volume de vendas em relação a junho do ano passado, respondeu pela maior contribuição na formação da taxa positiva do global do varejo (3,0%).

Com uma dinâmica de vendas associada às compras financiadas, o resultado do mês de junho foi estimulado pela redução de 12,9% no custo médio do crédito às famílias, além da influência da base fraca de comparação e da menor variação dos preços. Com isso, o indicador acumulado no ano mostrou avanço de 5,9%, enquanto no indicador acumulado nos últimos doze meses, a variação ainda é negativa (-2,9%), mas permaneceu sinalizando redução no ritmo de queda.

O segmento de Tecidos, vestuário e calçados apresentou aumento no volume de vendas de  4,6% em junho de 2017, frente a igual mês do ano anterior. Esse desempenho foi influenciado pelas comemorações das datas festivas do mês de junho, beneficiadas pela recomposição da massa real circulante na economia. Em termos de desempenho acumulado no semestre, a taxa de variação foi de 5,8%, e nos últimos doze meses, de -3,6%.

A atividade de Outros artigos de uso pessoal e doméstico, que engloba segmentos como lojas de departamentos, ótica, joalheria, artigos esportivos, brinquedos etc., com variação de 4,3% no volume de vendas em relação a junho de 2016, exerceu também o segundo maior impacto positivo na formação da taxa do comércio varejista. Esse desempenho foi estimulado, em grande parte, pela expansão das vendas online mas também reflete um aumento da renda real, resultante direto da redução sistemática da variação dos preços. Em termos acumulados, o resultado para o primeiro semestre do ano foi de -0,9% e para os últimos doze meses, de -4,3%.

Com variação de 0,8% no volume de vendas sobre junho de 2016, o segmento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo exerceu a terceira maior contribuição para o índice geral no mês de junho. Esta atividade mantém correlação direta com a evolução da massa real habitualmente recebida. A taxa acumulada para os primeiros seis meses do ano foi de -0,6% e para os últimos doze meses, de -1,8%.

A atividade de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria apresentou expansão de 3,0% na comparação com junho do ano passado, e exerceu também a terceira maior influência na taxa geral do varejo. O volume de vendas acumulado em seis meses mostrou variação de -0,9% e de -2,6% para os últimos doze meses.

O setor de Combustíveis e lubrificantes, ao registrar variação de 0,5% no volume de vendas em relação a junho de 2016, interrompeu sequência de 29 meses de taxas negativas nessa comparação. A redução de preços de combustíveis, abaixo do índice geral de inflação, vem influenciando o comportamento do setor. Em termos de desempenho acumulado no semestre, a taxa de variação foi de -3,5%, e nos últimos doze meses, de -6,2%.

O segmento de Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, com expansão de 5,1% frente a junho de 2016, registrou o terceiro resultado positivo seguido nesse tipo de comparação. Dentre os fatores que vêm determinando este desempenho, destaca-se a influência da depreciação do dólar frente ao real, com reflexo nos preços de alguns componentes eletrônicos importados, em especial para microcomputadores e aparelhos eletrônicos, além da redução da variação de preços do principal produto (microcomputadores) que compõem esse setor. Em termos acumulados, a taxa no semestre foi de -2,4% e nos últimos doze meses, de -5,5%.

Com o avanço de 1,2% no volume das vendas, em junho de 2017, a atividade de Livros, jornais, revistas e papelaria mostrou expansão, após recuo de 0,8% em maio. No volume de vendas acumulado no primeiro semestre do ano, a variação foi de -3,6% e, para os últimos doze meses, de -9,3%.

Ainda na comparação com igual mês do ano anterior, o comércio varejista ampliado registrou expansão de 4,4%, acumulando no semestre uma variação positiva de 0,3%, interrompendo 35 meses de taxas negativas seguidas. No acumulado para os últimos doze meses, o recuo foi de 4,1%. Este desempenho reflete o comportamento tanto das vendas de Veículos, motos, partes e peças quanto de Material de construção, ambos com expansão de 3,5% e de 7,0%, respectivamente. No acumulado no ano, o setor de Material de construção subiu 4,7%, enquanto Veículos, motos, partes e peças, ainda registrou queda de 4,4%. No indicador acumulado nos últimos doze meses as taxas foram negativas tanto para Veículos, motos, partes e peças (-9,7%), quanto para Material de construção (-2,2%).

Clique aqui para saber mais detalhes sobre a Pesquisa Mensal do Comércio realizada em junho de 2017.

 

 

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