Junho de 2017: Comérico varejista brasileiro registrou quinto semestre seguido de taxas negativas

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No índice semestral, o total do varejo, ao apontar variação de -0,1% nos seis primeiros meses de 2017, registrou o quinto semestre seguido de taxas negativas, porém com a menor variação nesse tipo de confronto desde o primeiro semestre de 2015 (-2,1%).

Entre as atividades que compõem o varejo, o perfil dos resultados para os seis primeiros meses de 2007 mostrou maior dinamismo em Móveis e eletrodomésticos (5,9%) e Tecidos, vestuário e calçados (5,8%), setores que registraram expansão das vendas nessa comparação.

A redução do ritmo de queda das vendas no total do varejo na passagem do segundo semestre de 2016 (-5,6%) para o primeiro de 2017 (-0,1%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior, foi observado em todas atividades, com destaque para Livros, jornais, revistas e papelaria (de -14,9% para -3,6%).

Considerando o comércio varejista ampliado, o avanço de 0,3% no primeiro semestre do ano mostrou uma redução no ritmo de queda, quando comparada ao segundo semestre de 2016 (-8,1%). Esse resultado foi influenciado tanto pelo movimento observado no setor de Veículos, motos, partes e peças, que ao registrar taxa de -4,4%, reduz o ritmo de queda das vendas, comparado ao semestre anterior (-14,2%), quanto em Material de construção (de -8,4% para 4,7%).

 

Entenda a Pesquisa Mensal do Comércio

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), através da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), produz indicadores de curto prazo relativos ao setor varejista brasileiro.

Iniciada em janeiro de 1995, a pesquisa cobre todo o território nacional e é divulgada mensalmente, após coleta de dados em mais de 5.700 empresas comerciais, selecionadas a partir do cadastro das empresas com vinte ou mais pessoas ocupadas (assalariadas e não assalariadas).

A PMC abrange dez grupos de atividades: combustíveis e lubrificantes; supermercados, hipermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo; tecidos, vestuário e calçados; móveis e eletrodomésticos; artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos; equipamentos e materiais para escritório, informática e de comunicação; livros, jornais, revistas e papelaria; outros artigos de uso pessoal e doméstico; veículos e motocicletas, partes e peças; e materiais de construção. Os oito primeiros segmentos listados têm receitas geradas predominantemente na atividade varejista. Já os dois últimos (veículos e motos, partes e peças e materiais de construção), englobam varejo e atacado.

Para realização da pesquisa, o IBGE coleta dados sobre a receita bruta mensal das empresas, proveniente da revenda de mercadorias, não deduzidos os impostos incidentes e nem as vendas canceladas, abatimentos e descontos incondicionais. Também não estão incluídas as receitas financeiras e não-operacionais. A partir da receita bruta de revenda investigada são construídos indicadores para duas variáveis: Receita Nominal de Vendas e Volume de Vendas.

Clique aqui para saber mais detalhes sobre a Pesquisa Mensal do Comércio realizada em junho de 2017.

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