PetroRio (PRIO3) quer comprar 5 campos nos próximos 14 meses

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Desde que Nelson Tanure comprou os despojos da ex HRT no ano de 2015, as ações da PetroRio multiplicaram-se 16x. Dessa forma, a PetroRio (PRIO3) conseguiu criar um negócio que ainda não existia no Brasil. Isto é, operar e revitalizar ativos cujos melhores dias já são passados.

O business envolve um management ativo do portfólio da companhia. Assim sendo, desde 2014, a companhia comprou três grandes campos: o do Polvo (2014), do Frade (2018) e do Tubarão Martelo (2020). O incrível resultado disso foi uma redução de 67,5% do lifting cost, saindo de US$ 40/barril para US$ 13/barril.

De acordo com o CEO da PetroRio, Roberto Monteiro, um ex-executivo da ALL e ex-CFO da OSX e OGX: “só compramos campos onde conseguimos acoplar a nossa infraestrutura existente”.

Portanto, a companhia segue com um pipeline agressivo de aquisições para os próximos 14 meses – pelo menos 5 alvos. Além disso, há uma alta possibilidade da PetroRio fazer um follow-on. Hoje, a empresa vale R$ 4,6 bilhões na Bolsa.

A venda do Campo Manati

Nesta quinta-feira, a PetroRio assinou a venda de sua participação de 10% no Campo Manati para a Gas Bridge. Com a venda, a companhia receberá um total de R$ 144,4 milhões.

Entretanto, há a condição do êxito da Gas Bridge na aquisição dos 35% da Petrobras (PETR4) no campo.

Além disso, a Enauta (ENAT3), que possui 45% do Campo de Manati, informou que “apertou a mão” com a Gas Bridge em uma transação de R$ 560 milhões.

A PetroRio informou que para deixar o Campo de Manati, exige uma parcela fixa de R$ 124,4 milhões e mais 20 milhões em earn-out. Dessa forma, como a data efetiva da venda será 31 de dezembro, a PetroRio continuaria tendo direito à geração de caixa de Manati até a data de conclusão da venda.

Texto escrito por Diogo Albuquerque, graduando em economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e colaborador do Guia do Investidor.

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