Tim (TIMS3): lucro líquido normalizado de R$ 681 milhões no 2T21, crescimento de 154,7%

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A operadora de telecomunicações TIM registrou lucro líquido normalizado de R$ 681 milhões no segundo trimestre deste ano, aumento de 154,7% sobre igual período de 2020. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) normalizado somou R$ 2,101 bilhões, alta de 5,9% na mesma base de comparação.

A receita líquida teve crescimento de 10,5%, para R$ 4,407 bilhões, no período de abril a junho deste ano, ante os R$ 3,987 bilhões no mesmo intervalo de 2020. “Esse cenário é justificado por melhorias operacionais e pelo avanço da recuperação econômica do País, mesmo após a segunda onda de contaminação entre os meses de março e abril, e é confirmado por um crescimento de 1,5% versus o primeiro trimestre. Também contribuiu para um crescimento mais forte uma base comparativa menor, uma vez que os principias impactos da pandemia de covid-19 ocorreram durante o segundo trimestre de 2020, ainda na primeira onda”, explicou a TIM.

A receita líquida de serviços, por sua vez, avançou 8,7% na comparação anual, para R$ 4,266 bilhões. “Todos os componentes de serviços contribuíram positivamente para essa aceleração”, diz a companhia. A receita de serviço móvel cresceu 8,5% para R$ 3,983 bilhões, enquanto a de serviço fixo avançou 11,1%, para R$ 283 milhões.

Já a receita líquida de produtos voltou a crescer e registrou ganho de 130,5% no segundo trimestre e avanço de 26,2% em relação ao primeiro trimestre, para R$ 141 milhões. Essa linha, segundo a Tim, foi fortemente afetada durante a pandemia devido ao fechamento de pontos de venda e redução da circulação de pessoas. Apesar da melhora, cerca de 30% das lojas próprias e revendas ainda foram impactadas por “lockdowns” em junho/21.

O ARPU (Receita Média Mensal Por Usuário) continua sendo o motor de crescimento da RSM. O indicador consolidado do móvel registrou crescimento de 10,3% na comparação anual e atingiu R$ 25,8, refletindo o êxito da TIM no processo contínuo de monetizar sua base de clientes através das migrações para planos de maior valor tanto no pré-pago quanto no pós-pago.

Da mesma forma, o ARPU dos segmentos, que exclui a linha de Outras Receitas Móveis e da Plataforma de Clientes, também apresentou evolução consistente, com alta de 11,2% A/A no pré-pago e expansão de 5,6% A/A no pós-pago humano (ex-M2M), corroborando com a estratégia de Volume para Valor adotada pela Companhia.A base móvel de clientes caiu 1,3%, para 51,341 milhões, enquanto a base de clientes Live cresceu 10% para 666 mil. A receita da TIM Live avançou 21% no trimestre.

Enquanto isso, o resultado financeiro líquido da operadora ficou negativo em R$ 36 milhões, uma melhora em relação ao resultado financeiro negativo de R$ 268 milhões do segundo trimestre de 2020.

Dívida

A dívida bruta do segundo trimestre ficou em R$ 12,307 bilhões, incremento de R$ 1,950 bilhão em um ano. O saldo atual inclui o reconhecimento de leasing no valor total de R$ 8,186 bilhões (relacionado à venda de torres, projeto LT Amazonas e contratos de arrendamento com prazos superiores a 12 meses, conforme estabelecido pelo IFRS 16); dívida bancária no montante de R$ 4,226 bilhões e a posição de derivativos de hedge no valor de R$ 104 milhões (reduzindo a dívida bruta).

Já a dívida líquida totalizou R$ 5,183 bilhões, redução de R$ 1,874 milhões comparada ao mesmo período do ano anterior, quando a dívida líquida foi de R$ 7,057 bilhões. De acordo com a operadora, esta queda é explicada por uma geração de caixa mais forte durante o primeiro semestre de 2021. A relação Dívida Líquida/Ebitda ficou em 0,60x no trimestre.

Os resultados da TIM (BOV:TIMS3) referentes às suas operações do segundo trimestre de 2021 foram divulgados no dia 26/07/2021. Confira o Press release na íntegra!

Teleconferência

O CEO da TIM, Pietro Labriola, diz que com a abordagem tradicional de disciplina financeira, ao mesmo tempo em que ajudamos a criar uma base de clientes maior no futuro, poderemos esperar essa monetização”.

O executivo lembrou que o segmento de carteira digital conta com um alto número de competidores, mas ressaltou que ainda não há clareza sobre a viabilidade de monetização.

“Vamos usar ativos que nos permitam entrar nesse campo com despesas e investimentos marginais para aproveitar a oportunidade”, disse Labriola. “Não vamos perder um segundo na execução do nosso core business, que vai pagar nossos salários”, afirmou.

Segundo Renato Ciuchini, vice-presidente de Estratégia e Transformação da companhia, a TIM quer escolher um parceiro que mostre condições de sobreviver ao processo de consolidação do mercado de carteiras digitais.

Ciuchini afirmou que a entrada da Tim nesse mercado pode se dar por meio de uma parceria com uma outra empresa do setor de telecomunicações, com quem eles já conversam. “Podemos, juntos, criar mais valor aos acionistas, em uma conversa de mais cooperação e menos competição”, disse.

Os executivos da TIM também falaram sobre a aquisição da unidade móvel da Oi e demonstraram otimismo com a aprovação do negócio pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), mesmo após o órgão ter classificado a operação como “complexa”, em declaração divulgada na sexta-feira, dia 23.

“Tudo o que aconteceu até agora não é uma surpresa. Estamos trabalhando com a Anatel e o Cade para esclarecer tudo que é necessário”. “Sempre soubemos que esta era uma transação que exigiria muita atenção dos reguladores”, reconheceu Labriola.

A reação do mercado se deveu principalmente a um temor dos investidores quanto a uma possível aprovação da transação com restrições, o que poderia afetar os negócios da operadora. Labriola ressaltou, porém que, se houver algum tipo de condição, “não será impactante para nossa operação”.

A TIM destacou que, nos últimos 30 meses, o Cade classificou 22 transações como complexas, das quais 18 foram aprovadas e 9 delas sem nenhuma restrição.

Segundo Labriola, o plano de financiamento para aquisição dos ativos da Oi “está indo muito bem”. Além de uma emissão de R$ 1,6 bilhão em debêntures, a empresa tomou R$ 1,1 bilhão em empréstimos bilaterais e deverá contrair novas dívidas em torno de R$ 1 bilhão no segundo semestre.

“Portanto, achamos que é um passo natural para esta operação”, disse Mario Girasole, vice-presidente de Assuntos Regulatórios e Institucionais da TIM no Brasil.

Segundo o vice-presidente de relações regulatórias e institucionais da TIM, Mario Girasole, a estrutura da transação foi desenhada para que a atribuição das bases de ativos da Oi aos compradores seja definida de acordo com a menor das adquirentes em cada região.

“Hoje, em cada região do país, há dois grupos fortes e um muito menor e a Oi, que está saindo do mercado…As escolhas (dos consumidores) passarão efetivamente de duas para três (operadoras)”, afirmou Girasole.

VISÃO DO MERCADO

Ágora Investimentos 

Os resultados da TIM no 2T21 vieram amplamente em linha com as estimativas de consenso, com boas tendências gerais no ARPU e, consequentemente, nas receitas. Embora os resultados tenham sido ligeiramente positivos, em nossa opinião, esperamos que o principal foco do mercado no curto prazo permaneça na aprovação do negócio com os ativos da Oi Móvel.

Ativa Investimentos

A TIM divulgou um resultado trimestral dentro das nossas expectativas. Houve crescimento de receita líquida, sustentado pelo desempenho da receita de serviços, tanto móvel quanto fixo. Com isso, o Ebitda também apresentou crescimento apesar da piora nas margens pelo aumento de despesas comerciais. O lucro líquido, por sua vez, apresentou crescimento robusto sustentando tanto por melhor resultado operacional quanto financeiro.

Temos visão de COMPRA para TIM. Em 2021, a tendência é de retomada do crescimento, principalmente com a compra da operação móvel da Oi, que trará mudanças importantes na dinâmica competitiva do setor, o leilão do 5G e a chegada de um parceiro estratégico para sua operação de fibra ótica. Nesse sentido, consideramos atrativa a entrada do papel nos preços atuais uma vez que vemos boas oportunidades para o futuro, tanto de forma inorgânica quanto orgânica.

Bank of America

O Bank of America (BofA) afirmou que a TIM Brasil apresentou um conjunto forte de resultados do segundo trimestre, impulsionado pelo forte desempenho da receita de serviços móveis, que saltou 8,5% no período, contra uma projeção de alta de 7,6% do banco.

A melhora aconteceu nos segmentos pré e pós-pago. No pós o crescimento foi de 8,9% na comparação anual e de 3,9% na base trimestral. No pré-pago a receita aumentou 5,3% no ano e recuou 4% ante o primeiro trimestre, ajudado por uma base baixa no ano anterior devido ao impacto da pandemia.

“Ambas as receitas médias por usuário (ARPU) cresceram dois dígitos, apoiadas na estratégia da TIM de abordagem de valor e estratégia de vendas de produtos agregados e de produtos mais novos (upselling) para sua base de clientes”, diz.

Os resultados do segundo trimestre evidenciaram uma melhoria nas receitas de serviço móvel que deverá suportar um crescimento superior a 5% para 2021, na opinião do banco.

“Apesar das comparações com níveis menores ante o mesmo período do ano passado, vemos um panorama competitivo positivo com os concorrentes, o que deverá conduzir a um crescimento sustentável”, diz.

O Bank of America vê a TIM como a empresa de telecom de menor valor na América Latina, com EV / Ebitda de 3,6 vezes, apesar de seu crescimento de receita, margem Ebitda de referência de aproximadamente 48% e fluxo de caixa crescente, o que dá suporte à visão otimista do banco sobre o nome e a opção preferida do setor no Brasil.

Bank of America mantém recomendação de compra e preço-alvo de R$ 21,00…

BTG Pactual 

O BTG Pactual diz que as ações da TIM estão sendo negociadas a uma avaliação “muito atraente” com o múltiplo EV/EBITDA – indicador que mostra a relação entre o valor de uma empresa e a geração de caixa – de 3,8 vezes em relação aos pares globais, que negociam a 6,6 vezes.

Analistas do banco ressaltam que a comparação anual com o segundo trimestre de 2020 se torna mais favorável porque foi esse o período mais extenso de bloqueios devido à pandemia de Covid-19.

Segundo o BTG, as tendências de alta foram confirmadas. Para o banco, o crescimento foi impulsionado em grande parte pelos serviços pós-pago, cujas receitas aumentaram 8,9% na comparação anual. “A Tim ajustou os preços dos planos de controle em maio”, diz o relatório.

“Embora o setor no Brasil esteja em meio à uma saudável transformação, a TIM se beneficia mais com a aquisição da Oi Móvel”, avaliam os analistas do banco.

Ontem, a empresa reportou lucro líquido R$ 672 milhões no segundo trimestre, avanço de 151,3% na comparação com mesmo período de 2020, e alta de 10,5% na receita líquida, para R$ 4,417 bilhões.

Segundo o banco, os números no trimestre anterior ficaram em linha com o esperado e que os resultados entre abril e junho do ano passado refletiram o período “mais extenso” de medidas restritivas em função da pandemia de covid-19, o que favoreceu os dados na comparação anual.

Por fim, o BTG afirma que a aquisição do Oi Móvel beneficia a companhia. Ainda hoje, a Tim disse acreditar que a aquisição seja aprovada até o fim do ano. Na última sexta-feira, 23 de julho, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) declarou como complexa a venda das operações de telefonia móvel da Oi para a Tim, Telefônica Brasil (VIVT4) e Claro.

BTG Pactual tem recomendação de compra com preço-alvo de R$ 20,00…

Genial Investimentos 

Após revisitarmos nossa análise contemplando outros fatores do resultado, consideramos o 2T21 como neutro. De qualquer forma, ainda acreditamos na nossa tese de longo prazo para a empresa.

O ARPU (média da receita gerada por usuário) do serviços móveis continua crescendo sequencialmente, mostrando o sucesso da companhia em focar em serviços complementares ao negócio e nas novas tecnologias que trazem maior valor agregado.

Em relação aos serviços fixos, a companhia continua se movendo com desempenho acima do estimado, no ARPU e na base de clientes. Não há novidade em relação a FiberCo, que ainda está para ser aprovado pela Anatel.

Genial mantém recomendação de compra com o preço-alvo de R$ 14,99…

Mirae Asset 

No geral foi um resultado melhor do que o esperado, com aumento de receita de serviços móvel, fixo e de produtos. A queda de margem Ebitda foi decorrente do aumento com despesas de marketing, mas esperamos que com a recuperação da economia e do emprego continue aumentando a receita e consequentemente as margens da empresa.

Continuamos recomendando a compra da TIM, com preç- alvo de R$ 20,00 e 73% de potencial e valorização, lembrando que no momento está descontada em Bolsa. Está negociando com uma relação EV/Ebitda de 4,1x para 2021.

Safra

“A consolidação do mercado ainda é o principal gatilho de curto prazo para a ação. No longo prazo, vemos que as parcerias estratégicas recentes da TIM são boas opcionalidades para desbloquear valor”, dizem Luis F. Azevedo e Silvio Dória do Safra.

Safra tem recomendação de compra com preço-alvo de R$ 19,00…

* Com informações da ADVFN, RI das empresas, Valor, Infomoney, Estadão, Reuters

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