Oi: Superintendência do Cade declara como complexa venda das operações da companhia

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Em um despacho, a Superintendência Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) declarou como “complexa” a venda das operações de telefonia móvel da Oi (BOV:OIBR4) (BOV: OIBR3) para o grupo formado pela Vivo (BOV:VIVT3), TIM (BOV:TIMS3), e Claro.

As três companhias venceram no fim do ano passado o leilão para comprar as operações de redes móveis da Oi.

O valor da operação foi de R$ 16,5 bilhões.

Veja o que diz o texto do despacho da Superintendência Geral:

“Com fulcro no §1º do art. 50, da Lei nº 9.784, de 1999, integro as razões da Nota Técnica nº 14/2021/CGAA4/SGA1/SG/CADE (0936624) à presente decisão, inclusive como sua motivação, para, nos termos do artigo 56 da Lei 12.529, de 2011, declarar o Ato de Concentração nº 08700.000726/2021-08 complexo, e determinar a realização das diligências indicadas na Nota Técnica supracitada. Esta Superintendência resguarda a sua faculdade de posteriormente, se for o caso, requerer ao Tribunal Administrativo do Cade a dilação do prazo”.

De acordo com especialistas, a declaração de complexidade eleva as chances da operação ser aprovada com restrições ou até mesmo rejeitada.

A decisão final cabe ao colegiado do órgão antitruste.

As ações OIBR3 acumulam forte desvalorização de -23,13% nesta semana. Os papéis OIBR4 caíram -11,61% na semana.

Até às 20h41 a Oi ainda não havia se manifestado sobre o despacho.

A empresa pretende divulgar os resultados do 2T21 no dia 13 de Agosto

Oi (OIBR3) 1T20: Prejuízo Líquido de R$ 6,28 bilhões

A empresa de telecomunicações Oi, que está em regime de recuperação judicial, registrou prejuízo líquido de R$ 6,28 bilhões no primeiro trimestre de 2020, depois de ter apurado um lucro líquido de R$ 568,4 milhões no mesmo trimestre do ano anterior. O resultado é o atribuído aos sócios controladores da companhia.

O resultado foi divulgado na noite de segunda-feira, 15 de junho. A quarta maior empresa de telefonia móvel do país, que está há quatro anos em recuperação judicial, adiou a divulgação para focar na preparação de uma proposta de alteração ao plano de reestruturação.

A Oi apurou uma receita líquida de R$ 4,74 bilhões no primeiro trimestre deste ano, em queda de 7,4% ante a receita de R$ 5,13 bilhões um ano antes.

O custo de vendas dos serviços no primeiro trimestre deste ano foi de R$ 3,66 bilhões, em queda de 5,3% sobre os R$ 3,83 bilhões do mesmo período de 2019.

Comentários

  1. Robson Costa diz:

    Mesmo sabendo que tudo pode acontecer, há esperanças de que aconteça a aprovação visto que, isso tudo está na essência do brasileiro, o aspecto de manipular tudo, inclusive as verdades.

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