ycki
- Dono
- 2836
- 24/11/2007
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Comentários
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bbb0607
4315 08/10/2007Valor OnLine
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) arquivou, por unanimidade, o pedido de investigação contra a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) por supostamente ter se recusado a vender escória, produto usado na fabricação de cimento, para a empresa Cimento Tupi.
A cimenteira alega, inclusive, que a CSN descumpriu um contrato firmado entre as duas empresas.
A extinta Secretaria de Defesa Econômica (SDE) do Ministério da Justiça começou a investigar o caso em 2007. Ela analisou se a recusa de venda aumentaria os custos de produção da Tupi, com o objetivo de abrir mercado no setor de cimento para a CSN. Mas não foram encontrados indícios de infrações e, por isso, a SDE opinou pelo arquivamento do processo.
http://g1.globo.com/economia/noticia/2012/09/cade-arquiva-pedido-de-investigacao-contra-a-csn.html
382 de 7417
vcfernandes
661 17/08/2007383 de 7417
felipezero
4016 26/03/2007Tanto Baosteel como CSN querem aproveitar o cenário de queda de demanda por aço para pedir um preço menor. O investimento na CSA, localizada em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio, foi de € 5,2 bilhões (cerca de US$ 6,7 bilhões). Na avaliação de analistas do banco britânico Barclays, a usina vale hoje de US$ 2,5 bilhões a US$ 4 bilhões. Eles consideram no cálculo o prejuízo que a unidade vem dando ao grupo.
Nos nove meses encerrados em junho, a Steel Americas, que engloba a CSA e uma usina nos EUA, teve perda de € 781 milhões. As duas foram postas à venda em maio passado. A Thyssen tem 73,13% na CSA. A Vale deve manter os 26,87% restantes.
Em relatório, os economistas do Barclays afirmam que a CSN poderia vender sua fatia de 16% na Usiminas para fazer a oferta. O interesse da CSN, segundo Rafael Weber, da Geração Futuro, seria a expansão no mercado de aços planos — as duas empresas atuam nesse segmento. Em nota, a CSN disse que “tem como politica acompanhar e avaliar todos os movimentos das empresas dos setores em que atua”.
A CSN também teria o apoio da presidente Dilma Rousseff, que vem pressionando por um acordo com um grupo brasileiro. Fora CSN, restariam entre potenciais compradores nacionais Gerdau e Usiminas. A primeira diz que não tem interesse. A chance de a Usiminas entrar na disputa também é remota, pois a empresa suspendeu um projeto de usina de placas, justamente por causa da baixa demanda.
No caso da Baosteel, uma eventual compra significaria o ingresso no Brasil. A empresa quase fechou sociedade com a Vale para uma usina no Espírito Santo, mas desistiu em meio à crise. Qualquer que seja o comprador, ele terá que renegociar os incentivos fiscais concedidos pelo Estado.
A CSA recebeu várias multas por questões ambientais, que resultaram num compromisso com o governo do estado. Uma das exigências foi a implantação de mecanismo para reduzir a emissão de grafite, já em operação.
384 de 7417
ivangav
26 11/01/2012385 de 7417
bbb0607
4315 08/10/2007Reuters
SÃO PAULO, 27 Set (Reuters) - A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgou nesta quinta-feira no Diário Oficial da União que decidiu encerrar sem aplicação de direitos antidumping investigação sobre importações de laminados planos de aço ou ferro produzidos por Austrália, China, Coreia do Sul, Índia e México.
A investigação, solicitada pela Companhia Siderúrgica Nacional em outubro de 2010, havia sido iniciada em abril do ano passado diante da detecção de indícios de prática de dumping pelos países acusados. Segundo o posicionamento do Departamento de Defesa Comercial (Decom), o dumping ocorre quando o valor normal de um produto é superior ao preço de exportação.
Porém, na publicação desta quinta-feira, a Secex considera que "não foi caracterizada a existência de dano à indústria doméstica decorrente das importações a preços de dumping".
Os produtos envolvidos no caso são usados em indústrias como automóveis, tubos, linha branca, telhas, máquinas e na construção civil. A alíquota do imposto de importação na época era de 12 por cento. Recentemente, o governo elevou alíquotas de importação de 10 dos 13 produtos pedidos pelo Instituto Aço Brasil, para 25 por cento em média .
Apesar da CSN ter aberto o pedido, Usiminas e ArcerloMittal, também produtoras de aços planos no país, apoiaram o pleito da rival. A Secex ouviu uma série de empresas, incluindo relaminadoras e montadoras como Renault e Volkswagen.
A montadora francesa afirmou durante a investigação que "o mercado brasileiro é um dos mais caros do mundo para se adquirir laminados planos revestidos (LPRs), e que uma aplicação de sobretaxa à importação de LPRs traria grandes problemas à indústria automobilística brasileira, e que afetaria diretamente o mercado consumidor nacional."
De acordo com a Secex, "uma conjunção de fatores influenciou o desempenho da indústria doméstica no período sob análise (2006 a 2010), e em especial 2010 (...) E o que se observou foi a indústria doméstica ter apresentado desempenho melhor do que em outros períodos, em que tais fatores não estavam presentes".
A Secex reconheceu que em 2009, ano marcado pelos efeitos da crise financeira internacional, houve um "aumento relativo" das importações e deterioração da situação dos produtores domésticos diante de uma queda de mais de 25 por cento no preço das importações. Mas a secretaria afirmou que as compras de material externo ocorreram em 2009 em meio a "outros fatores concorrentes, inclusive outras importações que não as cursadas a preços de dumping".
Quanto a 2010, a secretaria afirma que "ainda que se pudesse alegar a existência de dano à indústria doméstica em 2010, não seria possível atribuí-lo ao aumento das importações". Segundo a Secex, isso ocorre porque "a série temporal analisada mostrou que o aumento das importações a preços de dumping foi sempre acompanhado de melhora no desempenho da indústria doméstica", acrescentou, citando quedas nos custos de produção.
http://g1.globo.com/economia/noticia/2012/09/secex-encerra-investigacao-de-dumping-de-aco-plano-no-brasil.html
386 de 7417
felipezero
4016 26/03/2007Transnordestina inicie operações no final de
2012, em uma iniciativa que vai ajudar a
companhia a transportar mais de 30 milhões
de toneladas de carga por ano no Brasil.
A ferrovia de 1.728 quilômetros no Nordeste dará
autossuficiência em logística à CSN, disseram
executivos da empresa em evento nesta quarta-feira
(8).
Quatro contratos antecipados que a companhia já tem
assinados devem ajudar a operação a atingir o "break
even" antes mesmo de sua conclusão, disse o
presidente da unidade, Tufi Daher.
Alguns grandes grupos empresariais brasileiros estão criando sua própria infraestrutura para suportar o
crescimento econômico, já que os investimentos públicos permanecem baixos.
A margem operacional da Transnordestina deve ficar acima de 50% da receita anual — e o retorno do
investimento em 13%, acima do previsto em projetos como a exploração do petróleo na camada pré-sal, disse
Daher.
Contudo, a CSN não tem planos de listar a Transnordestina em bolsa no futuro imediato, afirmou o executivo.
Para o vice-presidente financeiro da CSN, Paulo Penido, o investimento na Transnordestina criará valor aos
acionistas do grupo ao diversificar as receitas e oferecer retornos adequados.
O presidente-executivo da CSN, Benjamin Steinbruch, tem dito repetidamente que a empresa também poderia
vender participações em suas unidades de cimento, mineração, energia e logística a investidores e listá-las em
bolsa separadamente, com objetivo de capturar rapidamente o valor desses negócios.
A CSN tem 56% de participação na Transnordestina. Entre os demais sócios estão o governo federal e o Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O projeto ferroviário, que deve exigir R$ 4,6 bilhões em investimentos até 2012, será financiado com dívida
(60%) e com injeção de capital (40%).
Os executivos da CSN disseram que o projeto, com custo por quilômetro estimado em cerca de R$ 2,9 milhões,
é um dos mais eficientes do mundo.
Brasil Econômico - Por Guillermo Parra-Bernal/Reuters
08/09/10 14:14
387 de 7417
ptroncoso
308 09/01/2007388 de 7417
ovencedor
267 08/04/2008389 de 7417
LordMoney
4305 24/06/2012Pode ter a confirmação de uma oferta ou a desistência de participação.
Talvez por isso , o mercado (principalmente CS) não quis pagar pra ver sobre a descisão.
Não estão errados já que ninguém sabe o que vai sair dessa cartola.
Essa é a razão da volta aos 11,6x depois da especulação tradicional até os 12,15 de hoje.
390 de 7417
LordMoney
4305 24/06/2012391 de 7417
ycki
2836 24/11/2007Agora, quase livre das maiores demandas. Em breve de volta ao normal.
À exceção do Japão, o mundo está azul nesta sexta-feira.
- volume dos dois últimos movimentos voltaram a ficar abaixo da M15;
- indicadores continuam sendo aliviados, mas ainda não totalmente;
- MACD em cruzamento de baixa;
- as linhas verdes mostram os gaps abertos: em R$ 10,88 e em R$ 12,48, e a cotação oscilando entre eles;
- o suporte é forte na Fibo38, do traçado mais curto, e está firme nos testes;
- o suporte da Fibo38 longa, está logo acima do início do gap inferior, o que me leva a crer que esse gap não será fechado...
E é bom que não seja, pois, graficamente, terá perdido todos os suportes mais importantes da nova tendência.
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392 de 7417
felipezero
4016 26/03/2007O mercado brasileiro do aço ficou agitado nesta semana com a possibilidade de a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) fazer uma oferta para ficar com a unidade de aços planos do ThyssenKrupp no Rio de Janeiro, a Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) . Empresas asiáticas também estariam interessadas na usina mais cara da história (orçada em mais de 5 bilhões de euros). No entanto, de acordo com analistas consultados pelo DCI, o mercado não vê condições de a companhia de Benjamin Steinbruch, ou qualquer outra empresa brasileira, adquirir a CSA.
“O nível de endividamento da CSN já está relativamente alto. Uma aquisição como essa, em um momento de excesso de oferta mundial de aço, pode elevar ainda mais a alavancagem da empresa”, afirma o analista fundamentalista da WinTrade/Alpes Corretora, Bruno Gonçalves. De acordo com o último balanço divulgado pela siderúrgica, relativo ao segundo trimestre de 2012, o nível de endividamento da CSN era de 2,89 vezes o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) — ou seja, quase três vezes a geração de caixa da empresa, o que é considerado acima do desejado. No mesmo período do ano passado, esse índice era menos da metade.
O analista da UM Investimentos, Thomas Chang, compartilha da mesma posição. “Apesar de um caixa robusto, a CSN está se aproximando de um endividamento de quase quatro vezes o Ebitda”, diz. O analista destaca que a CSA vem apresentando resultados negativos nos últimos balanços, o que pode piorar ainda mais os resultados da CSN.
Para o analista-chefe da SLW Corretora, Pedro Galdi, o mercado brasileiro do aço plano encolheu muito, o que dificulta a compra da CSA por uma empresa nacional. “Do ponto de vista estratégico, é complicado afirmar que alguma siderúrgica brasileira comprará a usina do ThyssenKrupp”, diz Galdi.
Com um excesso de oferta global de 500 milhões de toneladas de aço, as siderúrgicas do mundo inteiro estão procurando mercados para escoar a produção, que anda altamente ociosa. Nesse cenário, Galdi afirma que qualquer empresa que comprar a CSA terá que arcar com muitos prejuízos. Fontes do mercado afirmam que o preço pedido pela CSA seria de cerca de 8 bilhões de euros. Porém, acredita-se que o poder de barganha da companhia alemã está muito baixo devido aos constantes resultados negativos apresentados pela empresa desde que foi inaugurada. Para Galdi, é possível que o valor da oferta fique entre 2 e 4 bilhões de euros.
Para o analista da Um Investimentos, há uma boa possibilidade a CSA ser vendida por menos do que o seu valor de construção. “A Thyssen ainda não deu o seu preço. Porém, a companhia já demonstrou que quer sair do Brasil e não está com poder de barganha”, ressalta Chang.
CSN x Usiminas
Nesta semana, foi veiculado na imprensa brasileira que a CSN poderia colocar à venda a sua fatia na Usiminas para levantar capital e comprar a CSA. Procurada, a CSN afirmou que não irá se pronunciar sobre o assunto. No entanto, de acordo com uma fonte ligada à Usiminas, esse movimento é improvável. “A tendência é de que o Steinbruch reforce a sua posição na siderúrgica rival. Ainda mais nesse momento em que até a própria Usiminas — que vem apresentando prejuízos desde o ano passado — tem mais valor de mercado que a CSA”, destaca a fonte.
Sobre a possibilidade das acionistas da Usiminas, Nippon Steel e Techint, apresentarem hoje uma proposta de oferta pela CSA, a fonte afirma que tudo não passa de um jogo de boatos. “A verdade é que todo mundo quer se livrar da CSA. A Nippon Steel não vai entrar nesse negócio porque o Japão está com excesso de oferta e os argentinos da Ternium querer cortar custos de qualquer forma”, disse a fonte, que complementa. “Com a Posco investindo em um projeto no nordeste do País, vai sobrar para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)”, diz.
O analista Pedro Galdi afirma que, caso a CSN arremate a usina da Thyssen, o negócio irá gerar um impacto muito grande na estrutura de capital da companhia. “Eles [CSN] teriam que refinanciar toda a sua dívida, que já está grande”, ressalta. Galdi arrisca que um consórcio poderia levar a CSA, uma vez que o relacionamento da Vale com Steinbruch não tem um bom histórico. A mineradora possui cerca de 27% de participação na usina, que a plena capacidade poderá produzir cinco milhões de toneladas de aço por ano. Recentemente, a Vale descartou a possibilidade de comprar o restante da CSA, alegando que a empresa se tem desfeito de todos os ativos que não têm relação com minério.
Resta saber de que forma será gerenciado o produto escoado na planta da CSA, uma vez que a usina trabalha de forma integrada com a unidade norte-americana do ThyssenKrupp no Alabama. As placas de aço fabricadas no Rio são mandadas para os EUA para laminação. “Se a usina for vendida por aqui, pode ser que não haja sinergia com a planta norte-americana”, diz Chang.
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bbb0607
4315 08/10/2007Segundo o Valor Econômico, o banco financiaria a aquisição e entraria como sócio no negócio se concluída a negociação
Por Nara Faria |8h04 | 28-09-2012 A A A
SÃO PAULO - A CSN (CSNA3) está em negociação com a participação do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) em sua oferta por ativos da ThyssenKrupp - a Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) e uma laminadora nos EUA, de acordo co matéria do jornal Valor Econômico.
Segundo a publicação, o banco financiaria a aquisição, mas também entraria como sócio no negócio, segundo modelagem que vem sendo discutida ainda de forma preliminar.
Vale destacar que o vencedor da disputa pela CSA terá de negociar com a Vale (VALE3, VALE5), que detém 30% da siderúrgica e uma série de prerrogativas previstas no atual acordo de acionistas.
http://www.infomoney.com.br/csn/noticia/2571863/CSN-esta-negociacao-com-BNDES-para-aquisicao-CSA
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gabg
2599 19/08/2006395 de 7417
felipezero
4016 26/03/2007396 de 7417
felipezero
4016 26/03/2007397 de 7417
Homem Aranha
10182 30/06/2011CSN QUER COMPRAR... CADE O DINHEIRO??
-BNDES VAI COMPRAR PARA CSN E FICA COM AÇÕES DA USIMINAS
PAPEL DA USIMINAS NAO VAI CAIR... SUBIR GRADATIVAMENTE
BNDES INVESTE NA EMPRESA A LONGO PRAZO
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luizmv
7072 26/01/2007399 de 7417
robsondrocha
3646 01/02/2012Autor(es): Por Vera Saavedra Durão | Do Rio
Valor Econômico - 28/09/2012
Quem vencer a disputa pelo controle da ThyssenKrupp CSA - Companhia Siderúrgica do Atlântico vai ter que sentar com a Vale para negociar direitos de veto que a empresa tem garantidos no acordo de acionista, por deter quase 30% da siderúrgica controlada pelo grupo alemão. Entre eles, destaca-se a cláusula que não permite a venda do controle da CSA a competidores da Vale em minério de ferro, sem que haja anuência da sócia brasileira. A parceira dos alemães tem um contrato de exclusividade de fornecimento anual de 8,5 milhões de toneladas de minério de ferro até 2024 para a usina, localizada em Santa Cruz, no Rio.
Entre os direitos relevantes no acordo selado entre os sócios, e sobre os quais a Vale pode usar ou não o poder de veto, se destaca o de impedir o negócio, pois a existência da cláusula de " lock in period" (bloqueio) proíbe os sócios da CSA de venderem suas ações até setembro de 2013. "Se a Vale não der um waiver neste impedimento, os alemães não podem vender o ativo", avalia uma fonte próxima das negociações.
A mineradora também detém direito de preferência na compra do controle da CSA. Para poder vender suas ações, a Thyssen tem que oferecê-las primeiro à Vale. Os direitos do terminal portuário do complexo siderúrgico instalado às margens da Baía de Sepetiba também pertencem à mineradora. Se o futuro controlador quiser expandir o porto, vai precisar de consultar a sócia.
Outro imbróglio é com o BNDES. O banco tem que opinar sobre o novo controlador por ser credor de R$ 2,4 bilhões da ThyssenKrupp. Desse valor, a quase totalidade já foi desembolsada, conforme apuração do Valor. O primeiro empréstimo do banco para a CSA foi de R$ 1,487 bilhão, contratado em 2007. O segundo, de R$ 920 milhões, saiu em junho de 2010.
Para transferir esse débito ao escolhido em adquirir a CSA, o grupo alemão tem que contar com a aprovação do BNDES, com o qual firmou um contrato de financiamento. Se o banco não aceitar a troca, o antigo controlador da CSA terá que antecipar a quitação do empréstimo.
O Valor apurou que a Vale não tem intenção de vetar a operação de venda da CSA. Também não tem interesse em adquirir 100% da siderúrgica. Mas não quer sair do negócio e está de olho no futuro parceiro. A Vale quer um sócio que faça a empresa crescer. "Quem vai escolher a noiva é a Vale", comentam pessoas próximas aos sócios da CSA. A Vale, segundo rumores do mercado, teme que sua participação na siderúrgica seja desvalorizada por avaliar que seus sócio alemão escolheu uma " hora errada" para vender a usina, em pleno "ciclo de urso" da indústria do aço.
Desde que selou sociedade com os germânicos, ainda na gestão de Roger Agnelli, a Vale já colocou US$ 2 bilhões na empresa. Inicialmente, acertou participação de 10% e depois ampliou em mais 17% durante a crise de 2008/2009, num socorro financeiro à Thyssen, para garantir o término do empreendimento. Ao todo, detém pouco mais de 27%, quase um terço da companhia.
Procurada, a Vale não quis se pronunciar sobre o assunto.
Hoje, tem início o processo de venda da CSA com apresentação das ofertas "não vinculantes" pelos grupos interessados na disputa. O nome dos ofertantes será conhecido a partir das 10 horas, horário do Brasil, quando se encerra o prazo para as propostas. A partir daí, serão escolhidas as melhores ofertas para, num segundo round, ser conhecido o nome do vitorioso.
O ativo da CSA é avaliado por analistas entre US$ 2 bilhões e US$ 4 bilhões, correspondentes a 100% das ações. Quase uma dezena de grupos siderúrgicos visitou o data room da CSA, no Rio. Os nomes de potenciais compradores são os da brasileira CSN, das japonesas Nippon Steel e JFE, das chinesas Baosteel e Hebei, da ítalo argentina Ternium e da europeia ArcelorMittal. Uma fonte da Ternium negou a participação da empresa.
A CSA foi o maior investimento já feito pelo grupo alemão no mundo. O custo final do projeto ficou em US$ 8 bilhões. O valor foi revisto várias vezes dadas as circunstâncias negativas que cercaram a construção que começou em 2004/2005. A inauguração foi em junho de 2010, na presença do presidente Lula. Planejada com processo integrado de produção de aço, com dois alto-fornos, coqueria, térmica de cogeração e terminal portuário, a CSA teve muitos problemas. Em 2005 e 2006 o mercado de máquinas e equipamentos para a indústria do aço ficou com oferta apertada pelo excesso de projetos no mundo, encarecendo os custos do projeto. Faltava até bate estaca.
Além disso, os alemães foram criticados por contratar a chinesa Citic para construir a coqueria e trazer trabalhadores chineses para o Brasil. A valorização do real e a crise financeira de 2008 - que erodiu o caixa do grupo Thyssen - levaram o valor do projeto às alturas. A morte de um dos seus inúmeros CEOs, o alemão Erich Heine, no acidente do voo 447 da Air France, que caiu no mar na rota Rio/Paris em 2009, traumatizou a CSA.
Uma catástrofe ambiental se abateu sobre a empresa com a entrada em operação do primeiro alto forno. A falha técnica atingiu uma das instalações, causando emissão de partículas químicas que caíram como "chuva de prata" sobre as comunidades no entorno da usina. O fato, depois de muitos protestos dos moradores, levou a multas e à assinatura de um TAC entre a CSA e o órgão ambiental fluminense, que exigiu reformas na operação do projeto de US$ 100 milhões.
A CSA, hoje, opera 20% abaixo da plena capacidade de 5 milhões de toneladas dado a fraqueza do mercado de aço. Produz e exporta 4 milhões de toneladas de placas. NO ano passado, a empresa teve prejuízo de quase R$ 8 bilhões.
O desfecho para o processo de venda da usina é esperado para o final do ano. No Rio, a campanha "Pare a TKCSA" tenta impedir a venda. A acusa a CSA de várias irregularidades socioambientais. (Colaborou Marcos de Moura e Souza, de Belo Horizonte)
https://conteudoclippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2012/9/28/venda-de-usina-da-thyssen-tera-de-passar-por-crivo-da-vale
400 de 7417
luizmv
7072 26/01/2007