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Central Milk11

alexkw
  • Dono
  • 4146
  • 08/02/2007
Gráfico Intraday: BOV:MILK11 Gráfico Longo-Prazo: BOV:MILK11
Gráfico Intraday Gráfico Longo-Prazo

FORUM LIVRE PARA DISCUSSÃO DO ATIVO MILK11

o Ativo MILK11 é uma BDR de uma companhia estrangeira, com sede em Bermudas, negociada na bolsa brasileira.

"A LAEP Investments Ltd. ("LAEP" ou "Companhia") atua na produção, beneficiamento, comercialização e distribuição de leite e seus derivados e, para maximizar sua estrutura, produz e distribui, biscoitos, bolos, sucos e chás. A LAEP acredita ser a única empresa do setor lácteo com efetiva presença em todo o território nacional, com fábricas localizadas próximas às principais bacias leiteiras e centros consumidores do País."

A empresa sofreu uma das maiores desvalorizações da Bolsa brasileira em 2008, saindo de 7 reais para 0,50 centavos em 1 ano (cerca de 93% de desvalorização).

Do IPO (4t/2007) até hoje (2t 2009) o PL foi de R$ 468 M para -69MM.

No processo de reestruturação, em andamento,  a empresa se desfez de alguns ativos, como fábricas e algumas marcas. Dentro do processo de reestruturação há a possibilidade de entrada de um novo sócio, através de um fundo (GLG Emerging Markets Special Situations) que poderá adquirir até 50.893.994 ações classe A, através da conversão de R$ 85 milhões em debêntures (troca de debêntures por ação).

A renegociação das dívidas e a possibilidade de um turn around trazem uma boa possibilidade de retorno com o ativo. No entanto, os últimos balanços demonstram que os esforços de gestão não têm sido suficientes.

O ambiente é livre para discussão: podem falar bem ou mal da empresa e de seus gestores. O objetivo e unir informações que possam auxiliar os participantes nos seus processos de tomada de decisão relativos ao ativo.

Os únicos comportamentos sujeitos a banimento são:

1) Ofensa aos usuários;

2) Repetido uso de palavras de baixo calão;

3) Envio de pornografia ou links fora do objeto da discussão;

4) Comportamentos julgado anti-éticos pelos moderadores e demais usuários. 

Não é preciso ter fé cega na empresa ou paixão pelo Marco Elias para participar do  forum.

  LINKS

Milk11 na Bovespa

Cepea

Milknet

Estudo De Ondas De Elliott E Análise Técnica






'>
  • 18 Nov 2009, 15:53
  • 29 Nov 2009, 23:32
  • Tweet

Comentários

alexkw

alexkw

4146 08/02/2007
  • Dono
Vamos pensar positivo que vai subir
bigstockphoto_Man_Meditation_1203669.jpg
arnaldomarx

arnaldomarx

14446 06/04/2008
alexkw,

Parabéns pela inciativa do novo fórum

positivado colega

vote.gif
  • 03 Dez 2009, 11:54
  • 03 Dez 2009, 11:56
  • Tweet
alexkw

alexkw

4146 08/02/2007
  • Dono
Citação: arnaldomarxalexkw,

Parabéns pela inciativa do novo fórum

positivado colega

vote.gif



Valeu Arnaldo!

Seja bem vindo.
alexkw

alexkw

4146 08/02/2007
  • Dono
Cade o novinvest? rsrs

Fiquem de olho na Ativa, tem um monte para descarregar ainda
fcrfs

fcrfs

608 04/02/2009
Volume 4MM
Papel PARADO !!!! não sobe.. não desce (por enqto)
kinhowagner

kinhowagner

2561 13/12/2008
Por hoje podem esquecer
No maximo um 0x0
betomunhoes

betomunhoes

671 13/09/2007
Citação: alexkwVamos pensar positivo que vai subirbigstockphoto_Man_Meditation_1203669.jpg



é amigo se isso funcionasse ela já estava em 5,00 rsss... mas vamos lá, mau nao faz..
FabianoOttoni

FabianoOttoni

17150 16/10/2008
0 x 0 seria de ótimo tamanho....eles devem estar pensando se colocam na casa do 1 real e seguram para acumular mais.......ALPES tem 4 Milhões....Intra mais um pouco.....não sei quem poderá levantar a ação de verdade.
kinhowagner

kinhowagner

2561 13/12/2008
Fabiano o ano ta acabando
O que vc do balanço do 3tri ?
Será que sai este ano
Vc acha que finalmente teremos balanço positivo ?
FabianoOttoni

FabianoOttoni

17150 16/10/2008
kinho....é difícil vir positivo....mas se vier dará mais força para o papel disparar (já que é mico).....não sei como a Parmalat teve tantos prejuízos....todos no setor crescendo e a Parmalat no prejuízo....dá até raiva....mas tudo bem.....

Na verdade eu espero que venhar positivo só em 2010 com a reestruturação e a diminuição dos gastos excessivos....fábrica em guaratinguetá deverá gerar 35M ao ano de lucro líquido....2010 já está chegando, e agora é só aguardar pra ver se agrada o mercado.
fcrfs

fcrfs

608 04/02/2009
03/12 11:25 BOV (CMA) Nr. 126500207
(ABE)
LAEP (MILK) ûAGO/E û21/12/2009 û10h / ALTERACAO ESTATUTARIA / RETIFICACAO
(03/12) LAEP (MILK) AGO/E 21/12/2009 10h / Alteracao Estatutaria /
Retificacao
DRI: Rodrigo Ferraz Pimenta da Cunha


Apresentacao de relatorio pelo Conselho de Administracao da Companhia em
relacao
aos recentes atos, negocios e negociacoes da Companhia; recebimento e analise
das Demonstracoes Financeiras Anuais Consolidadas, Relatorio dos Auditores,
Relatorio da Diretoria, bem como a proposta de alocacao da receita liquida e
outras atividades do Conselho de Administracao do ano fiscal encerrado em 31 de
dezembro 2008; analisar e, se entender adequado, eleger os membros do Conselho
de Administracao para preenche as seguintes vagas: (a) 4 (quarto) Conselheiros
Classe B; e (b) 3 (tres) Conselheiros Independentes, na forma do artigo 27.1
(a) do Estatuto Social da Companhia, para um mandato a ser encerrado na
Assembleia Geral Ordinaria a ser instalada em 2011; analisar e, se entender
adequado, eleger os Diretores para um mandato de 2 (dois) anos, na forma dos
artigos 27.1.1 do Estatuto Social da Companhia; analisar e, se entender
adequado, ratificar e confirmar todas e quaisquer acoes tomadas pelo Conselho
de
Administracao da Companhia e pelas pessoas responsaveis pela administracao da
Companhia no periodo entre a Assembleia Geral Ordinaria de 2008 e 17 de
dezembro
de 2009, na medida em que tais acoes ou assuntos necessitassem de aprovacao dos
acionistas da Companhia, incluindo (i) a reestruturacao do debito de debentures
da Parmalat Brasil S/A Industria de Alimentos (empresa controlada), neste
sentido, a venda de ativos por suas empresas controladas, em especial atos
ratificados pelos Credores e acionistas da Parmalat Brasil S.A. Industria de
Alimentos, com destaque para a veda da Companhia Brasileira de Lacteos CBL e
da Integralat Integracao Agropecuaria S/A pela Lacteos do Brasil S/A, ambas
para a Cia. Brasileira de Agronegocios e Alimentacao CBAA sob: (i) a
reestruturacao do debito de debentures; e (ii) a alienacao das fabricas de
Garanhuns e Carazinho pela Parmalat Brasil S/A Industria de Alimentos (empresa
controlada); analisar e, se entender adequado, aprovar as transacoes entre
partes relacionadas, se alguma houver ocorrido; analisar e, se entender
adequado, aprovar a adocao do Aditivo ao Estatuto Social da Companhia, assim
como sua consolidacao (o Novo Estatuto Social). O Conselho de Administracao
da
Companhia ja aprovou o Novo Estatuto Social. As modificacoes propostas alteram
os dispositivos contidos nos artigos 1,3,4,7,26,27,32,35,36,38 e 42, entre
outros do Estatuto Social da Companhia, de forma a refletir as recentes
alteracoes a Lei das Sociedades de Bermudas, de 1981, ajustar as provisoes
relativas a votacoes em assembleias gerais, o uso do selo da Companhia,
assinatura de documentos, e adiantamento de recursos para defesa de
Conselheiros
e Diretores.
As Assembleias Gerais serao realizadas nos idiomas portugues e ingles.

Os acionistas possuidores de acoes Classe A e B votaram conjuntamente em todos
os assuntos da ordem do dia da Assembleia listados nos paragrafos 5(b), 7, 8 e
9
acima.

Em relacao a eleicao dos Conselheiros Independentes, nos termos do artigo
27.1(b) do Estatuto Social da Companhia, caso na Assembleia Geral Ordinaria
existam dois ou mais individuos representados pessoalmente ou por ao menos 30%
(trinta por cento) do total de acoes Classe A emitidas no Mercado, os
acionistas
detentores de acoes Classe B nao terao direito de votar para a eleicao de
qualquer Conselheiro Independente e os Conselheiros Independentes deverao, ao
inves, ser eleitos apenas pelo voto afirmativo da maioria dos votos
apresentados
pelos acionistas detentores de acoes Classe A do Mercado, como uma classe
separada em qualquer assembleia.

Acionistas detentores de acoes Classe B definirao todos os outros temas da
ordem
do dia nas Assembleias Gerais.

De acordo com o artigo 19.2 do Estatuto Social da Companhia, duas ou mais
pessoas presentes pessoalmente no inicio das Assembleias Gerais e representando
pessoalmente ou por procuracao ao menos 30% do total das acoes emitidas
disponiveis no Mercado Free Float (conforme definido no Estatuto Social da
Companhia) serao considerados como quorum para os temas das Assembleias Gerais.

As Assembleias Gerais serao suspensas se o quorum nao estiver presente em ate
meia hora da hora marcada para sua ocorrencia. E, depois de referida suspensao,
o Secretario da Assembleia podera determinar que as Assembleias Gerais ocorram
no mesmo dia e local, 1 (uma) hora apos o horario originalmente marcado.

No horario apos a suspensao, as Assembleias Gerais serao retomadas pelos
membros
representando pessoalmente ou por procuracao qualquer quantidade da totalidade
das acoes da Companhia, os quais serao considerados como quorum para adocao das
decisoes da ordem do dia das Assembleias.

Os titulares de BDRs devidamente registrados nos livros do Banco Bradesco S.A.
ou nos registros da Companhia Brasileira de Liquidacao e Custodia CBLC, no
encerramento do pregao da Bolsa de Valores de Sao Paulo (BOVESPA) do dia 1o de
dezembro de 2009, terao o direito de instruir o agente depositario, Banco
Bradesco S.A. a exercer o direito de voto em relacao a sua participacao,
instrucoes estas que serao recebidas pelo Banco Bradesco S.A. ate 11 de
dezembro
de 2009.

Serao admitidos as Assembleias, os titulares de acoes cujos nomes estejam
inscritos nos respectivos registros ate 1o de dezembro de 2009. A BM&FBOVESPA
solicitou a proposta da administracao.
alexkw

alexkw

4146 08/02/2007
  • Dono
Citação: FabianoOttonikinho....é difícil vir positivo....mas se vier dará mais força para o papel disparar (já que é mico).....não sei como a Parmalat teve tantos prejuízos....todos no setor crescendo e a Parmalat no prejuízo....dá até raiva....mas tudo bem.....

Na verdade eu espero que venhar positivo só em 2010 com a reestruturação e a diminuição dos gastos excessivos....fábrica em guaratinguetá deverá gerar 35M ao ano de lucro líquido....2010 já está chegando, e agora é só aguardar pra ver se agrada o mercado.



fabiano, excelente post. Também acho que lucro em 2009 é uma ilusão. No terceiro trimestre então praticamente impossível, ficaria muito surpreso.
alexkw

alexkw

4146 08/02/2007
  • Dono
Bom Gosto de novo, fazer o que, os caras estão sendo notícia

O novo rei do leite


A história do jovem agricultor que desceu do trator num campo de soja e subiu ao topo da indústria láctea brasileira.


Com 15 anos, Wilson Zanatta largou a escola e decidiu plantar soja. Do pai ganhou um trator e um bom pedaço de terra na propriedade da família, em Tapejara, RS. Cinco anos depois, sem ter conseguido concretizar o sonho de ficar rico, o jovem sojicultor foi aconselhado pelos médicos a trabalhar na sombra. Sua pele clara de descendente de imigrante do norte da Itália não estava aguentando a superexposição ao sol do sul do Brasil. A saída foi voltar às salas de aula.

Tardiamente formado em veterinária em Bagé, Zanatta começou estagiando na Cooperativa Santa Clara, o mais antigo laticínio gaúcho. Pouco depois, com 30 anos, deu início a um laticínio. Para terminar de montar o negócio, precisou pedir ajuda à mulher, Miria. Ela vendeu a loja que tinha na cidade e engajou-se na pequena indústria rural, iniciada com quatro empregados e 22 fornecedores de leite. Era 1993, o último ano da inflação galopante no Brasil, e ninguém imaginava que menos de 20 anos depois aquela fabriqueta de queijo teria crescido a ponto de afrontar os gigantes Nestlé, Perdigão, Itambé e Parmalat.

BOM GOSTO

Quarto maior grupo de laticínios do Brasil;
R$ 816 milhões em ativos;
R$ 1,7 bilhão em faturamento;
mais de 28 mil produtores diretos, distribuídos em 624 municípios em 11 estados (RS, SC, PR, MG, MS, GO, RJ, ES, SP, PE, AL);
média de captação de 3.000 mil litros/dia;
3.004 empregos diretos;
mais de 40 mil empregos indiretos;
86% de crescimento médio entre 2000 e 2007 (apenas Laticínios Bom Gosto S/A).



"Os laticínios têm futuro promissor. Há muito espaço para melhorar a genética do rebanho, o manejo dos plantéis, a alimentação das vacas, a modernização da ordenha, além de cuidar da armazenagem, do transporte e do beneficiamento do leite"
Wilson Zanatta

Zanatta não esconde que o Leite Bom Gosto cresceu montado em dívidas. Em 2000, o faturamento anual chegou aos 5 milhões de reais, mas a fábrica estava pendurada nos bancos. Nessa época, preocupado em aumentar a produção e melhorar a qualidade, ele ia comprar vacas holandesas no Uruguai para revender - a preço de custo, assegura - aos parceiros do laticínio emergente do planalto gaúcho. Uma vez, fretou um ônibus e levou os amigos leiteiros na busca de matrizes ao interior uruguaio. Miria, a vice-presidente, foi junto e cuidou da alimentação da turma - muito sanduíche de queijo e mortadela e refresco -, tudo por conta da firma. A importação de mais de 4 mil vacas ao longo dos anos, segundo Zanatta, foi uma das chaves da expansão da produção de leite C, iogurtes, queijos e cremes em Tapejara.

Quando as vendas chegaram a 200 milhões de reais num único ano (2003), Zanatta procurou ajuda: mesmo insistindo em olhar só para a frente, o endividamento galopava firme ao lado do faturamento. Do BRDE, que o ajudou na primeira hora, passou a conversar direto com o BNDES, que assumiu uma participação de 23% no capital do Bom Gosto. De passivo zerado a partir de 2006, Zanatta saiu comprando ativos pelo Brasil.

Entre as maiores aquisições, destacaram-se as unidades da Corlac de Erechim, RS, da Parmalat de Garanhuns, PE, e da Nestlé de Barra Mansa, RJ. O maior negócio, aconselhado pelo BNDES, foi a fusão, em novembro de 2008, com a Líder, de Lobato, PR, de que resultou o quarto maior grupo lácteo do Brasil. Fundada em 1980 pelos irmãos Agenor e Aparecido Stuani, a Líder também começou com queijos e consolidou-se em 2002, após uma reestruturação organizacional. Seu maior negócio antes da fusão foi a compra da mineira Boa Nata, com mais de 45 anos de mercado.

Antes perna de elefante que cabeça de galinha: se há quatro anos Wilson e Miria Zanatta tinham 100% de um negócio familiar ameaçado por dívidas, agora têm 33% de um empreendimento cujo faturamento estimado para 2009 é de 1,7 bilhão de reais. Os irmãos Stuani ficaram com 33%, e o BNDES com o resto.

"SALUDOS, HERMANOS!"

O projeto mais ousado de Wilson Zanatta é produzir leite em pó no Uruguai. A previsão é investir 30 milhões de dólares numa indústria com capacidade inicial de processamento de 400 mil litros por dia. O terreno está comprado em San José, a 70 quilômetros de Montevidéu, mas a licença ambiental ainda não saiu.

Sócios e dirigentes da veterana Conaprole - Cooperativa Nacional de Produtores de Leche, quase um ente estatal, andaram bufando contra "la invasión brasileña" - a pecuária de corte do Uruguai já anda comendo na mão de frigoríficos brasileiros.

Zanatta diz que ligou para o superintendente da Conaprole para desfazer o clima de confronto: "Fica tranquilo, Nuñez, não quero competir com vocês aí dentro do Uruguai. Só quero exportar". A desculpa é muito boa. Como o Brasil não consegue vencer as barreiras para entrar no mercado internacional de leite em pó, a saída seria montar uma plataforma de exportação no Uruguai, cujas dimensões não assustam ninguém, tanto que o país exporta leite em pó para mais de 40 países.

Ocupando 2,6 mil pessoas em 20 unidades industriais, em sete estados, a Bom Gosto-Líder recebe a produção de 26,5 mil produtores de leite, o que corresponde a 3 milhões de litros por dia. Além das marcas Bom Gosto e Líder, contam com outras tradicionais no mercado de laticínios do país, como DaMatta, Sarita, Corlac, Boa Nata, São Gabriel - todas engolidas no processo de compra de concorrentes menores.

Ainda que tenha sido difícil para Miria Zanatta trocar o cartão de visitas e a tabuleta de sua porta - de vice-presidente para gerente de suprimentos -, Wilson Zanatta acha que a fusão foi um grande passo para disputar a liderança do mercado sem carregar nas costas um passivo perigoso em um segmento que se caracteriza pela estreiteza das margens operacionais. Da captação diária de 2 mil litros de leite em 1993, está fechando o ano de 2009 com a capacidade de processamento em 1,1 bilhão de litros - pouco mais de 3% da produção nacional.

A expansão geográfica do empreendimento, que o obriga a viajar bastante para visitar fábricas e fornecedores, não parece assustá-lo nem o afasta de Tapejara, onde continua a passar os fins de semana com a mulher e o casal de filhos. Ele se orgulha de ainda usar botas brancas "de boracha", como nos bons tempos em que madrugava para ordenhar a vacada familiar.

O boom do empreendimento de Zanatta gerou dois tipos de reação. Por um lado, ele começou a ser chamado de Rei do Leite. Por outro, trouxe à lembrança episódios como a crise da Parmalat e o tombo de Ricardo Mansur, do Leite Vigor. Nada a ver, diz Zanatta, que rejeita as comparações negativas.

É certo que algumas operações do BNDES lembram as atividades de um pronto--socorro ou de uma UTI, mas pelos indicadores o Bom Gosto não tem cara de mico. De qualquer forma, os altos e baixos de grandes e pequenos laticínios brasileiros provam que o ramo é complicado, pois remunera mal na captação de matéria-prima e enfrenta uma competição acirrada na ponta do varejo, do que resulta um baixo retorno para quase todos os envolvidos na cadeia de produção. Quem mais ganha nesse circuito são os criadores de matrizes leiteiras altamente produtivas, seguidos pelos consumidores beneficiados pela ampla oferta de vários tipos de leite e derivados. Mas não se pode esquecer de que o leite é um dos insumos básicos do êxito de multinacionais leiteiras como a Danone e a Nestlé.

Haverá espaço para o surgimento de uma grande companhia nacional nesse segmento? No fundo, esse parece ser o sonho de Zanatta. Experiência não lhe falta para chegar lá. A estreiteza das margens operacionais e a queda da produção leiteira nos meses frios são compensadas pela estabilidade da demanda e por avanços tecnológicos no processamento da matéria-prima. Por exemplo, o crescimento da produção do leite longa vida, cujas perdas são mínimas, reduziu as quebras com o leite pasteurizado, que perece em cinco dias. Além disso, cresce sem parar o mercado de derivados do leite - cremes, doces, iogurtes, queijos -, cujas margens são bastante compensadoras.

Tem mais. Segundo Zanatta, uma das boas coisas da operação leiteira são as vantagens fiscais oferecidas por muitos estados. Quanto mais rico o estado, maiores os favores. Nadando nos royalties do petróleo, o Rio de Janeiro isenta totalmente de impostos as usinas leiteiras e ainda dá prêmios fiscais aos que melhor trabalham o conceito de que o leite não é apenas um alimentício, mas um ingrediente fundamental para a boa saúde da população.

O POTENCIAL DO LEITE

Na opinião de Zanatta, os laticínios têm futuro promissor porque a produção de leite configura um dos setores mais atrasados do agronegócio brasileiro. Há muito espaço para melhorar a genética, aprimorar o manejo, enriquecer a alimentação das vacas, modernizar a ordenha e cuidar da armazenagem, transporte e beneficiamento do leite. O potencial de expansão do mercado é grande. Antes do Plano Real (1994), o Brasil tinha um consumo per capita em torno de 100 litros de leite por ano; mesmo crescente, ainda não chegou ao valor recomendado pela ONU - 180 litros por habitante por ano. À medida que aumenta o poder aquisitivo da população, o consumo de carboidratos tende a ser substituído por proteínas - carnes, frutas e derivados do leite.

Fonte: Globo Rural

Publicada em quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
alexkw

alexkw

4146 08/02/2007
  • Dono
Já tinha sido dito que as margens continuavam apertadas.

Margem de comercialização do leite UHT
A queda do preço do leite longa vida (UHT) em novembro foi maior no varejo na comparação com o atacado.

De acordo com levantamento da Scot Consultoria, o preço do produto caiu 7,0% para o consumidor, enquanto que no mesmo período o recuo foi de 4,3% no atacado.

Com as vendas de lácteos patinando neste final de ano, o mercado do leite está bastante pressionado. O aumento da produção (safra) segue derrubando os preços em todos os elos da cadeia.

Com isso, a margem de comercialização entre o varejo e o atacado diminuiu em novembro.

Depois de atingir os maiores valores da história nos últimos meses (acima de 23%), a margem caiu 3,5%.

No mês anterior a diferença entre o preço do leite UHT no varejo e no atacado fechou em 20,4%.

Observe que, apesar da queda, o varejo trabalha com uma margem historicamente boa.

Fonte: Scot Consultoria adaptado pela Equipe Milknet 03/12/2009
marcosom

marcosom

4919 26/02/2008
Citação: alexkwBom Gosto de novo, fazer o que, os caras estão sendo notícia

O novo rei do leite

A história do jovem agricultor que desceu do trator num campo de soja e subiu ao topo da indústria láctea brasileira.

Com 15 anos, Wilson Zanatta largou a escola e decidiu plantar soja. Do pai ganhou um trator e um bom pedaço de terra na propriedade da família, em Tapejara, RS. Cinco anos depois, sem ter conseguido concretizar o sonho de ficar rico, o jovem sojicultor foi aconselhado pelos médicos a trabalhar na sombra. Sua pele clara de descendente de imigrante do norte da Itália não estava aguentando a superexposição ao sol do sul do Brasil. A saída foi voltar às salas de aula.

Tardiamente formado em veterinária em Bagé, Zanatta começou estagiando na Cooperativa Santa Clara, o mais antigo laticínio gaúcho. Pouco depois, com 30 anos, deu início a um laticínio. Para terminar de montar o negócio, precisou pedir ajuda à mulher, Miria. Ela vendeu a loja que tinha na cidade e engajou-se na pequena indústria rural, iniciada com quatro empregados e 22 fornecedores de leite. Era 1993, o último ano da inflação galopante no Brasil, e ninguém imaginava que menos de 20 anos depois aquela fabriqueta de queijo teria crescido a ponto de afrontar os gigantes Nestlé, Perdigão, Itambé e Parmalat.

BOM GOSTO

Quarto maior grupo de laticínios do Brasil;
R$ 816 milhões em ativos;
R$ 1,7 bilhão em faturamento;
mais de 28 mil produtores diretos, distribuídos em 624 municípios em 11 estados (RS, SC, PR, MG, MS, GO, RJ, ES, SP, PE, AL);
média de captação de 3.000 mil litros/dia;
3.004 empregos diretos;
mais de 40 mil empregos indiretos;
86% de crescimento médio entre 2000 e 2007 (apenas Laticínios Bom Gosto S/A).


"Os laticínios têm futuro promissor. Há muito espaço para melhorar a genética do rebanho, o manejo dos plantéis, a alimentação das vacas, a modernização da ordenha, além de cuidar da armazenagem, do transporte e do beneficiamento do leite"
Wilson Zanatta

Zanatta não esconde que o Leite Bom Gosto cresceu montado em dívidas. Em 2000, o faturamento anual chegou aos 5 milhões de reais, mas a fábrica estava pendurada nos bancos. Nessa época, preocupado em aumentar a produção e melhorar a qualidade, ele ia comprar vacas holandesas no Uruguai para revender - a preço de custo, assegura - aos parceiros do laticínio emergente do planalto gaúcho. Uma vez, fretou um ônibus e levou os amigos leiteiros na busca de matrizes ao interior uruguaio. Miria, a vice-presidente, foi junto e cuidou da alimentação da turma - muito sanduíche de queijo e mortadela e refresco -, tudo por conta da firma. A importação de mais de 4 mil vacas ao longo dos anos, segundo Zanatta, foi uma das chaves da expansão da produção de leite C, iogurtes, queijos e cremes em Tapejara.

Quando as vendas chegaram a 200 milhões de reais num único ano (2003), Zanatta procurou ajuda: mesmo insistindo em olhar só para a frente, o endividamento galopava firme ao lado do faturamento. Do BRDE, que o ajudou na primeira hora, passou a conversar direto com o BNDES, que assumiu uma participação de 23% no capital do Bom Gosto. De passivo zerado a partir de 2006, Zanatta saiu comprando ativos pelo Brasil.

Entre as maiores aquisições, destacaram-se as unidades da Corlac de Erechim, RS, da Parmalat de Garanhuns, PE, e da Nestlé de Barra Mansa, RJ. O maior negócio, aconselhado pelo BNDES, foi a fusão, em novembro de 2008, com a Líder, de Lobato, PR, de que resultou o quarto maior grupo lácteo do Brasil. Fundada em 1980 pelos irmãos Agenor e Aparecido Stuani, a Líder também começou com queijos e consolidou-se em 2002, após uma reestruturação organizacional. Seu maior negócio antes da fusão foi a compra da mineira Boa Nata, com mais de 45 anos de mercado.

Antes perna de elefante que cabeça de galinha: se há quatro anos Wilson e Miria Zanatta tinham 100% de um negócio familiar ameaçado por dívidas, agora têm 33% de um empreendimento cujo faturamento estimado para 2009 é de 1,7 bilhão de reais. Os irmãos Stuani ficaram com 33%, e o BNDES com o resto.

"SALUDOS, HERMANOS!"

O projeto mais ousado de Wilson Zanatta é produzir leite em pó no Uruguai. A previsão é investir 30 milhões de dólares numa indústria com capacidade inicial de processamento de 400 mil litros por dia. O terreno está comprado em San José, a 70 quilômetros de Montevidéu, mas a licença ambiental ainda não saiu.

Sócios e dirigentes da veterana Conaprole - Cooperativa Nacional de Produtores de Leche, quase um ente estatal, andaram bufando contra "la invasión brasileña" - a pecuária de corte do Uruguai já anda comendo na mão de frigoríficos brasileiros.

Zanatta diz que ligou para o superintendente da Conaprole para desfazer o clima de confronto: "Fica tranquilo, Nuñez, não quero competir com vocês aí dentro do Uruguai. Só quero exportar". A desculpa é muito boa. Como o Brasil não consegue vencer as barreiras para entrar no mercado internacional de leite em pó, a saída seria montar uma plataforma de exportação no Uruguai, cujas dimensões não assustam ninguém, tanto que o país exporta leite em pó para mais de 40 países.

Ocupando 2,6 mil pessoas em 20 unidades industriais, em sete estados, a Bom Gosto-Líder recebe a produção de 26,5 mil produtores de leite, o que corresponde a 3 milhões de litros por dia. Além das marcas Bom Gosto e Líder, contam com outras tradicionais no mercado de laticínios do país, como DaMatta, Sarita, Corlac, Boa Nata, São Gabriel - todas engolidas no processo de compra de concorrentes menores.

Ainda que tenha sido difícil para Miria Zanatta trocar o cartão de visitas e a tabuleta de sua porta - de vice-presidente para gerente de suprimentos -, Wilson Zanatta acha que a fusão foi um grande passo para disputar a liderança do mercado sem carregar nas costas um passivo perigoso em um segmento que se caracteriza pela estreiteza das margens operacionais. Da captação diária de 2 mil litros de leite em 1993, está fechando o ano de 2009 com a capacidade de processamento em 1,1 bilhão de litros - pouco mais de 3% da produção nacional.

A expansão geográfica do empreendimento, que o obriga a viajar bastante para visitar fábricas e fornecedores, não parece assustá-lo nem o afasta de Tapejara, onde continua a passar os fins de semana com a mulher e o casal de filhos. Ele se orgulha de ainda usar botas brancas "de boracha", como nos bons tempos em que madrugava para ordenhar a vacada familiar.

O boom do empreendimento de Zanatta gerou dois tipos de reação. Por um lado, ele começou a ser chamado de Rei do Leite. Por outro, trouxe à lembrança episódios como a crise da Parmalat e o tombo de Ricardo Mansur, do Leite Vigor. Nada a ver, diz Zanatta, que rejeita as comparações negativas.

É certo que algumas operações do BNDES lembram as atividades de um pronto--socorro ou de uma UTI, mas pelos indicadores o Bom Gosto não tem cara de mico. De qualquer forma, os altos e baixos de grandes e pequenos laticínios brasileiros provam que o ramo é complicado, pois remunera mal na captação de matéria-prima e enfrenta uma competição acirrada na ponta do varejo, do que resulta um baixo retorno para quase todos os envolvidos na cadeia de produção. Quem mais ganha nesse circuito são os criadores de matrizes leiteiras altamente produtivas, seguidos pelos consumidores beneficiados pela ampla oferta de vários tipos de leite e derivados. Mas não se pode esquecer de que o leite é um dos insumos básicos do êxito de multinacionais leiteiras como a Danone e a Nestlé.

Haverá espaço para o surgimento de uma grande companhia nacional nesse segmento? No fundo, esse parece ser o sonho de Zanatta. Experiência não lhe falta para chegar lá. A estreiteza das margens operacionais e a queda da produção leiteira nos meses frios são compensadas pela estabilidade da demanda e por avanços tecnológicos no processamento da matéria-prima. Por exemplo, o crescimento da produção do leite longa vida, cujas perdas são mínimas, reduziu as quebras com o leite pasteurizado, que perece em cinco dias. Além disso, cresce sem parar o mercado de derivados do leite - cremes, doces, iogurtes, queijos -, cujas margens são bastante compensadoras.

Tem mais. Segundo Zanatta, uma das boas coisas da operação leiteira são as vantagens fiscais oferecidas por muitos estados. Quanto mais rico o estado, maiores os favores. Nadando nos royalties do petróleo, o Rio de Janeiro isenta totalmente de impostos as usinas leiteiras e ainda dá prêmios fiscais aos que melhor trabalham o conceito de que o leite não é apenas um alimentício, mas um ingrediente fundamental para a boa saúde da população.

O POTENCIAL DO LEITE

Na opinião de Zanatta, os laticínios têm futuro promissor porque a produção de leite configura um dos setores mais atrasados do agronegócio brasileiro. Há muito espaço para melhorar a genética, aprimorar o manejo, enriquecer a alimentação das vacas, modernizar a ordenha e cuidar da armazenagem, transporte e beneficiamento do leite. O potencial de expansão do mercado é grande. Antes do Plano Real (1994), o Brasil tinha um consumo per capita em torno de 100 litros de leite por ano; mesmo crescente, ainda não chegou ao valor recomendado pela ONU - 180 litros por habitante por ano. À medida que aumenta o poder aquisitivo da população, o consumo de carboidratos tende a ser substituído por proteínas - carnes, frutas e derivados do leite.

Fonte: Globo Rural

Publicada em quinta-feira, 3 de dezembro de 2009



Só não tem o outro lado da história....
O cara comprou uma série de empresas nos últimos tempos que produzem uma qualidade dúvidável:


http://portal.rpc.com.br/jm/online/conteudo.phtml?tl=1&id=886492&tit=Leite-com-indicios-de-fraude-e-apreendido-no-PR-SP-e-MS


De "Bom Gosto" os produtos dele só possuem o nome, mas a classe popular compra devido ao preço baixo.
  • 03 Dez 2009, 16:52
  • 03 Dez 2009, 16:53
  • Tweet
marcosom

marcosom

4919 26/02/2008
O link da notícia acima esta relacionado a Líder que faz parte do Grupo Bom Gosto.
alexkw

alexkw

4146 08/02/2007
  • Dono
Teve o caso do leite adulterado que envolveu o leite parmalat também. Mas acho que nem vale a pena citar porque a empresa foi inocentada.

marcosom

marcosom

4919 26/02/2008
Citação: alexkwTeve o caso do leite adulterado que envolveu o leite parmalat também. Mas acho que nem vale a pena citar porque a empresa foi inocentada.



O problema da Bom Gosto é que eles compram leite de produtores de baixa qualidade e consequentemente baixo preço, daí no processo de pasteurização eles precisam de tempo e temperaturas maiores para os destruir microrganismos. Assim, o leite perde muito do sabor natural.
Já a Parmalat só faz captação em produtores de primeira linha.
alexkw

alexkw

4146 08/02/2007
  • Dono
Cara, alguem um dia vai me explicar como trabalham essas corretoras. Aconteceu algo estranhíssimo.
alexkw

alexkw

4146 08/02/2007
  • Dono
Algumas manipulações dá para entender, enquanto outras..

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Ativos Discutidos
Índices Mundiais
Alemanha -1.2%
Austrália 0.2%
Brasil 0.0%
Canadá 0.0%
EUA (Dow Jones) 0.3%
EUA (NASDAQ) -2.6%
França -0.8%
Grécia 0.0%
Holanda -1.5%
Inglaterra -0.5%
Itália -1.3%
Portugal -0.7%
Maiores Altas (%)
BOV:ESTR4 3.99 21.6%
BOV:RCSL4 0.55 17.0%
BOV:AZZA3 19.53 11.2%
BOV:FICT3 0.25 8.7%
BOV:RCSL3 0.39 8.3%
BOV:AZEV3 0.15 7.1%
BOV:NUTR3 2.35 6.8%
BOV:MWET3 17.00 6.3%
BOV:PINE13 16.99 6.2%
BOV:QUAL3 1.87 5.6%

Dado por: