BNDES emprestou R$ 10,4 bilhões ao Grupo EBX de Eike Batista

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgou na última quarta-feira, 03 de julho de 2013, o seu grau de exposição às operações do Grupo EBX, do empresário Eike Batista: R$ 10,4 bilhões de reais.

Entretanto, o BNDES também informou que esse valor ainda não foi totalmente desembolsado.

“Os desembolsos, de acordo com a praxe em projetos apoiados pelo BNDES, ocorrem ao longo do período de execução dos empreendimentos”, afirmou o banco de fomento, em comunicado.

Atualmente, o Grupo EBX não encontra-se inadimplente junto ao banco,  tendo quitado todas as parcelas de empréstimos vencidas no primeiro semestre. Outras parcelas têm prazo para liquidação neste segundo semestre, mas não há indicação de que não serão pagas.

Sobre o eventual risco de inadimplência, o BNDES informou que cada contrato com empresas do Grupo EBX possui uma estrutura com garantias específica, incluindo fianças bancárias. Assim, a exposição direta à EBX representa uma parcela muito pequena do patrimônio líquido do banco estatal. O BNDES afirmou ainda que a EBX tem ativos sólidos e valiosos, e que confia na capacidade da companhia de encontrar “a melhor solução para superar os atuais desafios”.

De acordo com o comunicado, as participações societárias em empresas de Eike Batista representavam cerca de 0,6% da carteira da BNDespar, braço de participações do BNDES, em 31 de março de 2013.

Na OGX, que está no foco da crise, a participação do BNDES é de apenas 0,26% no capital da petroleira. As maiores posições em empresas de capital aberto são na MPX (energia), com 10,34%, e na CCX (carvão), na qual detém 11,72%.

 

 

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