Semanário Bovespa: Ibovespa registra alta nos cinco pregões da semana e retoma os 51 mil pontos

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São Paulo, 16 de Agosto de 2013 – O Ibovespa chegou à sua oitava alta consecutiva nesta sexta-feira, véspera de vencimento de opções sobre ações. O principal índice da bolsa de valores brasileira fechou a segunda semana cheia do mês com alta de 1,24%, cotado aos 51.538 pontos.

Desde 16 de janeiro de 2012, a bolsa brasileira não registrava uma sequência de oito pregões de alta. Nesse período, o índice se valorizou 8,7%. Apenas nesta semana, o ganho foi de 3,3%. A alta no mês já alcança 6,8%. No ano, no entanto, a Bovespa segue entre as piores bolsas do mundo, com perda nominal de 15,5%.

 

Segunda-Feira (12/08/2013) – Ibovespa volta ao nível dos 50.000 pontos

 

Impulsionado pelas ações de companhias construtoras, o Ibovespa – principal índice de ações da BM&FBovespa – fechou o pregão desta segunda-feira com valorização de 0,85%, fechando cotado aos 50.299,49. É a primeira vez nos últimos dois meses que o índice fecha cotado acima dos 50.000 pontos. A última vez, tinha sido em 14 de junho, quando o Ibovespa fechou cotado em 50.414,89.

Dentre as ações que compõem o índice, a maior alta foi registrada pela PDG Realty (PDGR3), que valorizou-se 8,89% fechando cotada a R$ 1,96. Outros papéis de construtoras negociadas no Mercado Bovespa também tiveram boa performance, como a Gafisa (GFSA3), que divulgou seus resultados do segundo semestre e fechou cotada a R$ 3,02 (3,78%). A Brookfield (BISA3) fechou em alta de 4,49%, a R$ 1,86.

Do lado oposto, a ação da Vanguarda Agro (VAGR3) teve a maior queda, superior a cinco por cento, fechando cotada a R$ 3,42. A B2W (BTOW3) – dos websites de varejo online Submarino e Americanas.com – também recuou fortemente: -3,92%, a R$ 14,22.

A Petrobras (PETR3 e PETR4), que chegou a subir no início da sessão após a divulgação de seu bilionário resultado no segundo trimestre de 2013 (lucro de R$ 6 bilhões), perdeu força e fechou em queda de 3,22%, a R$ 16,53.

No total, o mercado de ações da bolsa de valores brasileira movimentou R$ 8,7 bilhões durante a sessão de negociação desta segunda-feira – um volume financeiro condizente com a média diária de negociação deste ano e um alívio frente ao baixíssimo volume registrado no último mês e nos primeiros pregões de agosto.

 

Terça-Feira (13/08/2013) – Ibovespa consolida-se nos 50.000 pontos

 

O Ibovespa, principal índice de ações do Mercado Bovespa, fechou em alta pelo quinto pregão consecutivo, consolidando-se no nível do 50.000 pontos.

Nesta terça-feira, o índice registrou valorização de 0,60%, fechando cotado em 50.600 pontos. A alta do dia foi impulsionada principalmente pelas empresas do empresário Eike Batista e pelas ações do Banco do Brasil.

As ações de LLX, OGX e MMX foram fortemente valorizadas após rumores sobre a venda de alguns ativos do grupo, como o Porto do Açu, da LLX, e o Porto Sudeste, da MMX. Já as ações do Banco do Brasil foram impulsionadas após a divulgação do balanço trimestral do banco: o BB  obteve o maior lucro trimestral da história dos bancos brasileiros, cerca de duas vezes e meia maior que o obtido um ano antes.

As ações preferenciais da Petrobras fecharam em baixa, fato que sempre gera uma forte pressão negativa sobre o Ibovespa. As maiores baixas do dia, no entanto, foram as ações das construtoras Rossi e Gafisa – um provável reflexo da forte alta no setor durante o pregão de ontem.

Quarta-Feira (14/08/2013) – Ibovespa sobe pelo sexto pregão consecutivo e alcança maior patamar dos últimos dois meses

Após abrir em queda pela manhã, a cotação do índice Ibovespa reagiu e fechou em alta o pregão desta quarta-feira. O principal índice ações da bolsa de valores brasileira valorizou-se 0,58%, fechando cotado em 50.895,92. Essa foi a sexta alta seguida do índice e a maior pontuação registrada desde 10 de junho, quando fechou cotado em 51.316,65.

O pregão desta quarta-feira movimentou R$ 27,47 bilhões, o maior volume de negócios desde junho de 2012. O alto volume financeiro ocorreu devido ao vencimento dos contratos de opções sobre o Ibovespa. Do total negociado, R$ 7,7 bilhões vieram do exercício de opções, sendo que as opções de compra representaram R$ 5,5 bilhões. Além disso, diversas empresas divulgaram seus balanços referentes ao segundo trimestre ao longo do dia.

Entre as ações de maior peso sobre o Índice Bovespa, Vale PNA (VALE5) registrou alta de 0,12%, fechando cotada a R$ 31,60; Petrobras PN (PETR4) teve alta de 3,54%, fechando cotada em R$ 16,95; e OGX ON (OGXP3) subiu 1,49%, fechando cotada em R$ 0,68. A valorização dessas ações está muito mais relacionada à oscilação positiva do índice em virtude do vencimento de seus contratos futuros do que propriamente fatos relevantes ligados às respectivas companhias. Ao longo do dia, a OGXP3 chegou a valorizar-se 7,5%, mas recuou próximo ao fechamento do pregão.

O principal destaque positivo do dia ficou mais uma vez com as ações da LLX, que fecharam com forte alta pela segunda sessão consecutiva. As ações da companhia subiram 18,4%, fechando cotadas em R$ 1,51. E os rumores que levaram a essa dupla valorização confirmaram-se no final do dia: a companhia informou que o grupo EIG firmou contrato para investir R$ 1,3 bilhão na empresa de logística e se tornar o novo controlador. Eike Batista seguirá como acionista relevante e indicará um membro para o conselho de administração.

O aporte financeiro da EIG ocorrerá por meio de aumento do capital privado. A empresa pagará R$ 1,20 por ação. Outros acionistas poderão participar da operação, mas caso o interesse seja pequeno, a EIG garante o aporte total.

Outra ação que se destacou positivamente foi a ALLL3 (+8,65%). A Cosan desistiu das negociações para entrar no bloco de controle da companhia e isso foi bem avaliado pelo mercado, que tinha medo que a entrada da empresa sucroalcooleira representasse o início de um novo ciclo de investimentos na infraestrutura da empresa de logística. Mais investimentos no momento não seria de bom tom, uma vez que o mercado vem questionando bastante a saúde do fluxo de caixa da ALL.

Do lado negativo, o principal destaque ficou com a empresa de telefonia Oi. Suas ações ordinárias (-8,92%) e preferenciais (-7,39%) registraram forte baixa após a divulgação de um prejuízo de R$ 124,2 milhões no segundo trimestre, revertendo o lucro de R$ 345 milhões de um ano antes. Além disso a operadora anunciou uma alteração bem radical em sua política de dividendos, o que desagradou o mercado que sempre valorizou os proventos pagos pela Oi. Segundo a empresa, tal decisão será fundamental para a reversão do quadro de endividamento.

Quinta-Feira (15/08/2013) – Petrobras e LLX dão o tom e Ibovespa registra sétima alta seguida

Foi por muito pouco, mas o Ibovespa conseguiu reverter a baixa performance da manhã e fechar o dia com leve valorização de 0,02%, a 50.908. Foi a sétima valorização seguida do principal índice do Mercado Bovespa.

A alta do dia foi motivada principalmente pela forte valorização – acima de cinco por cento – das ações da Petrobras e pelo reflexo do anúncio da noite anterior de que o empresário Eike Batista abriria mão do controle da empresa de logística LLX.

A Petrobras subiu forte graças as especulações de que o Governo prepara-se para diminuir a pressão sobre a estatal do setor de petróleo. Além de negociar um novo reajuste do combustível, o Estado estaria disposto a abrir mão da participação obrigatória de 30% da Petrobras em todos os campos do pré-sal. Ao longo do dia, o ministro de Minas e Energia não confirmou nenhum dos dois boatos.

A lista de altas do sia, no entanto, foi liderada pelas ações da LLX, que subiram mais de 10%após a confirmação que seu controle será transferido do empresário Eike Batista para a empresa norte-americana EIG Management Company, em um acordo de R$ 1,3 bilhão.

Outra empresa que também se destacou foi a construtora MRV, com alta de mais de 6%, após a empresa ter divulgado na véspera resultado do segundo trimestre acima das previsões de analistas. Animou ainda o mercado a afirmação do presidente da empresa de que vê um cenário de baixa concorrência para a construção de imóveis para a baixa renda nos próximos dois anos.

Mais cedo, o Ibovespa caiu forte (cerca de 1,5%) muito influenciado pela divulgação do balanço corporativo de uma série de empresas que, tal como a OGX de Eike Batista, também acumularam fortes prejuízos no segundo trimestre. A empresa petroleira caiu mais de 7%, após divulgar que seu prejuízo subiu quase 12 vezes no segundo trimestre, para R$ 4,7 bilhões.

As notícias vindas dos Estados Unidos também não foram muito boas: o número de norte-americanos que solicitaram novos pedidos de auxílio-desemprego caiu para mínima em quase seis anos na semana passada e os preços ao consumidor subiram amplamente em julho, reacendendo temores sobre uma redução na compra de títulos do Fed.

 

Sexta-Feira (16/08/2013) – Ibovespa retoma patamar dos 51.000 pontos

 

Nesta sexta-feira, o principal índice de bolsa de valores do Brasil chegou à sua oitava alta consecutiva, fechando cotado em 51.538 pontos – alta de 1,24%. Na véspera de vencimento de opções sobre ações, o Mercado Bovespa registrou um volume financeiro de R$ 8,731 bilhões.

Desde 16 de janeiro de 2012, a bolsa brasileira não registrava uma sequência de oito pregões de alta. Nesse período, o índice se valorizou 8,7%.

A nova alta foi principalmente pelos papéis das exportadoras, que pegaram carona na disparada do dólar. OGX e Vale também colaboraram, já sob efeito da briga do vencimento. Já Petrobras terminou de lado, após o salto de ontem com especulações sobre reajuste da gasolina e possível redução de sua participação obrigatória nos blocos de exploração do pré-sal.

Entre as ações de maior peso, Vale PNA ganhou 1,96%, para R$ 32,17; Petrobras PN recuou 0,28%, a R$ 17,78; e OGX ON terminou em alta de 6,34%, para R$ 0,67. Os três papéis também concentram as operações com opções na bolsa e, por essa razão, mostraram maior volatilidade hoje, já que na próxima segunda-feira haverá vencimento.

Além disso, a OGX reagiu à divulgação da segunda prévia da carteira teórica do Ibovespa que irá vigorar a partir de setembro. O peso da companhia ficou em 4,309% nesta prévia, ligeiramente menor que os 4,39% informados na primeira prévia, mas muito acima dos 1,899% que ela possui hoje no índice. O papel é, de longe, o que ganhará maior fatia na próxima carteira.

Os destaques negativos do dia foram o Itaú Unibanco e as ações de varejo. O banco informou hoje que recebeu em 25 de junho um auto de infração da Receita Federal de R$ 18,7 bilhões, em um processo que questiona a forma como a fusão entre Itaú e Unibanco foi feita em 2008. Para a Receita Federal, o banco deve R$ 11,8 bilhões em Imposto de Renda e outros R$ 6,7 bilhões em Contribuição Social sobre o Lucro Líquido.

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