Semanário Bovespa: Índice Bovespa se recupera e fecha segunda semana de agosto em alta

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São Paulo, 09 de Agosto de 2013 – Após um início de semana tenso, com fortes indícios de que o banco central americano prepara-se para iniciar a retirada de seus estímulos à economia do país nos próximos meses, o Ibovespa recuperou-se nos dois últimos pregões – reflexo das ótimas notícias vindas da China.

Na semana, o principal índice do Mercado Bovespa valorizou-se 2,89%, fechando cotado em 49.874 pontos. No pregão de quinta-feira, o Ibovespa registrou sua maior valorização nos últimos 5 meses. No pregão de sexta-feira, o índice chegou a flertar com os 50.000 pontos.

No mês, o Ibovespa registra valorização de 3,4%. Porém, em 2013, a performance do índice ainda é de queda de 18,17%.

 

Segunda-Feira (05/08/2013) – Ibovespa fecha praticamente estável em dia de poucos fundamentos

 

O principal índice do Mercado Bovespa fechou perto da estabilidade nesta segunda-feira, variando entre os campos positivo e negativo em uma sessão de baixo volume.

O Ibovespa teve variação negativa de 0,08 por cento, fechando cotado a 48.436 pontos. O giro financeiro da sessão foi de 4,67 bilhões de reais, valor bem abaixo da média diária do ano.

Em um dia de agenda fraca, participantes do mercado mantiveram o tom de cautela quanto à economia doméstica, enquanto esperam pela divulgação dos resultados trimestrais da Vale, na quarta-feira, e da Petrobras, na sexta-feira.

Nesta sessão, puxaram o Ibovespa para baixo as ações das instituições financeiras Banco do Brasil, Itaú Unibanco e Bradesco.

Em sentido oposto, contribuiu para evitar uma queda maior a ação da mineradora Vale. A preferencial da operadora Oi também foi destaque de alta, em um movimento de correção após ter acumulado desvalorização de 12,6 por cento na semana passada.

Também subiu a ação da Hypermarcas, após a empresa de consumo reverter prejuízo e registrar lucro líquido de 19,3 milhões de reais no segundo trimestre.

 

Terça-Feira (06/08/2013) – Ibovespa registra sexta queda nos últimos sete pregões

 

Parece que o mau humor resolveu se instalar de vez no mercado de ações da BM&FBovespa. Pelo sexto dia de perdas nas últimas sete sessões, o Ibovespa fechou em queda de mais de dois por cento nesta terça-feira, acompanhando os resultados das bolsas de valores norte-americanas e com investidores pessimistas em relação à economia doméstica.

O Ibovespa recuou 2,09%, fechando cotado em 47.421,85 pontos. É a menor pontuação final diária desde 19 de julho (47.400,23 pontos). O giro financeiro do pregão desta terça-feira foi de R$ 6,4 bilhões – acima da média registrada no último mês, mas ainda distante do volume financeiro médio diário registrado em 2013.

Após rondar a estabilidade no início da sessão, o índice firmou-se no território negativo, conforme as bolsas norte-americanas recuaram de máximas recordes atingidas na semana passada e abriram espaço para a realização de lucros.

O cenário externo voltou a pesar contra a bolsa de valores brasileira nesta terça-feira. Discursos de membros do Federal Reserve (Fed) a favor da redução dos estímulos à economia dos EUA se juntaram aos dados de atividade mais fracos nos países emergentes. Segundo operadores, depois da forte entrada de recursos estrangeiros nos dois primeiros pregões de agosto, hoje esses investidores marcaram presença na ponta vendedora.

Pela manhã, os mercados reagiram às declarações do presidente do Fed de Atlanta, Dennis Lockhart. Ele disse que o volume mensal de compras de bônus pode começar a ser reduzido em qualquer uma das três reuniões de política monetária que ainda restam até o fim do ano, impondo um viés de cautela aos mercados acionários e de renda fixa no mundo.

No começo da tarde foi a vez do presidente do Fed de Chicago, Charles Evans, dizer que não descarta que o banco central americano comece a reduzir seu programa de compra de ativos, atualmente em US$ 85 bilhões ao mês, na reunião de setembro. A posição de Charles Evans é importante porque ele é parte da ala do Fed que apoiou políticas não convencionais, como as compras de bônus, com a finalidade de reduzir os custos para empréstimos e fomentar o investimento, os gastos e as contratações.

O discurso menos favorável ao afrouxamento monetário de Evans acentuou as baixas em Wall Street e pressionou a Bovespa por tabela. Além disso, o Índice de Mercados Emergentes (EMI) de julho, apurado pelo HSBC, reforçou os sinais de desaceleração das principais economias em desenvolvimento do mundo ao cair de 50,6 pontos para 49,4 pontos no mês passado. A última vez em que o indicador ficou abaixo dos 50 pontos – linha divisória entre expansão e retração – foi em abril de 2009, no auge da crise financeira internacional. Na avaliação do HSBC, o EMI de julho, medido com base nos Índices de Gerentes de Compras (PMI) de 16 países, indica uma contração generalizada nos mercados emergentes.

Além disso, a temporada de balanços corporativos, que era vista como um potencial gatilho para uma valorização do Ibovespa, acabou não contribuindo para motivar um avanço consistente.As previsões para a economia doméstica também não ajudam. Ontem, o Relatório Focus do Banco Central, formulado a partir das projeções de diversos economistas e analistas financeiros sobre indicadores da economia brasileira, apontou para mais uma queda da previsão de crescimento do PIB – Produto Interno Bruto. Já o dólar, continua subindo, tendo atingido o patamar de R$ 2,30 na sessão de negociação do dia anterior.

Nesta sessão, o índice Ibovespa foi fortemente pressionado pelos papéis das blue chips Vale e Petrobras.

Entre as ações de maior peso, Petrobras PN caiu 2,22%, a R$ 16,28; Vale PNA recuou 1,32%, para R$ 28,35; e OGX ON perdeu 3,33%, a R$ 0,58.

O papel da petroleira foi bastante influenciado pelas perspectivas para seus resultados trimestrais, que serão divulgados na próxima sexta-feira. Nesta terça, o Barclays reduziu sua estimativa de lucro por ação da empresa no segundo trimestre, de 0,56 para 0,53 dólar por ação, citando preços de realização menores do petróleo que os previstos.

Também foi destaque de queda o papel da empresa de transportes ALL, que registrou prejuízo líquido de 74,4 milhões de reais no segundo trimestre, tendo seu desempenho afetado pela baixa contábil dos ativos na Argentina.

As ações da Light também sofreram com a informação de que o diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) Edvaldo Santana propôs um corte médio de 3,30% nas tarifas para o 3º ciclo de revisão da distribuidora. O índice ainda é provisório, pois passará pelo processo de audiência pública para colher críticas e sugestões do setor.

Destaques positivos do mercado de ações brasileiro no pregão do dia 06 de Agosto de 2013

No outro sentido, foram destaques de alta os papéis da mineradora MMX, de Eike Batista, em meio a especulações sobre a venda do Porto Sudeste, um dos principais ativos da companhia. Especula-se que a Vale esteja interessada no ativo. Talvez esse seja um dos motivos para a queda nas ações da principal mineradora brasileira no pregão desta terça-feira.

As ações da varejista de roupas Hering voltaram para a lista de preferidas do BTG Pactual no setor. A Hering esteve entre as top picks do BTG entre outubro de 2010, quando a casa de análise iniciou a cobertura do papel, até maio de 2012. Depois de mais de um ano, os analistas do banco de investimento decidiram recolocar a empresa como sua preferida no setor diante de uma forte desvalorização que tornou o múltiplo preço/lucro (P/E) mais atrativo.

Segundo o BTG, a Hering é uma das poucas varejistas capaz de expandir a relação entre preço e lucro nos próximos anos. Os erros cometidos no ano passado (problemas de coleção, de logística e de planejamento de produção) refletiram-se no início de 2013 e a ação recua 22% desde janeiro.

Apenas sete das 71 ações do Ibovespa fecharam em alta.

 

Quarta-Feira (07/08/2013) – Ibovespa fecha praticamente estável com investidores bastante indecisos

 

A sessão de negociação no mercado de ações brasileiro foi marcada pela grande indecisão dos investidores sobre o rumo da economia mundial.

O Ibovespa – principal índice de ações do Brasil – fechou em leve alta de 0,05%, cotado em 47.446 pontos. O giro financeiro somou R$ 5,988 bilhões, mantendo o fraco desempenho do mês anterior.

Ao longo do pregão, o índice oscilou cerca de 500 pontos entre a mínima e a máxima, tendo trocado de sinal várias vezes durante o pregão. Sem grandes notícias no radar, os investidores ficaram entre a apreensão pelos próximos movimentos do Fed e as surpresas dos resultados coorporativos domésticos.

As declarações do dia anterior dos presidentes regionais do Federal Reserve (Fed) de que os estímulos monetários sobre a economia americana estariam próximos do fim deixaram os investidores bastante aflitos.

Hoje, mais um presidente regional do banco central americano se pronunciou: a presidente do Fed de Cleveland, Sandra Pianalto, afirmou que a instituição deve começar a reduzir logo o ritmo de compra de títulos se o mercado de trabalho continuar melhorando. Sandra Pianalto ainda ponderou que o mercado de trabalho americano está mais forte do que ela esperava, mas também observou que há um longo caminho para recuperação total do emprego nos Estados Unidos.

O Ibovespa só deixou de registrar um novo resultado negativo este mês por que alguns resultados de empresas surpreenderam positivamente.

Sem grandes notícias no radar, investidores avaliaram resultados corporativos como o da CSN, cujas ações subiram após a siderúrgica anunciar que seu lucro líquido subiu para 502 milhões de reais entre abril e junho, ante projeção de lucro de 142 milhões de reais no período feita por analistas do mercado.

Impulsionaram o índice ainda as ações da Vale, em meio à expectativa pelo balanço da empresa, que será divulgado após o fechamento do mercado.

O papel da varejista B2W registrou o maior avanço do índice, tendo subido mais de 7 por cento. A ação foi destaque de alta no Ibovespa no mês passado, quando acumulou valorização de 61,83 por cento. No ano, porém, o papel ainda tem queda de 28 por cento, ante recuo do Ibovespa de 22 por cento no período.

Na outra ponta, puxaram o índice para baixo os papéis da petroleira OGX, da PDG Realty e da mineradora MMX.

No plano doméstico, repercutiu ainda a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que teve sua menor alta em três anos e ficou dentro das previsões do mercado.

 

Quinta-Feira (08/08/2013) – Ibovespa fecha com forte alta em dia de boas notícias da China e com falta de notícias dos EUA

 

O mercado de ações brasileiro amanheceu bastante animado com os resultados do comércio exterior chinês. Na comparação anual, as exportações da China subiram 5,1% em junho, enquanto que as importações aumentaram 10,9%. Sinal de economia aquecida.

Além disso, a produção de aço do país asiático também registrou forte avanço. Daí foi só fazer conta: maior importação com maior produção de aço é igual a aumento de encomendas para a brasileira Vale (VALE3 e VALE5). Ao longo do dia, as ações da mineradora dispararam e concentraram cerca de 17% de todo o movimento do Mercado Bovespa.

E isso por que ontem a empresa divulgou seu balanço dos segundo trimestre, registrando um lucro líquido de “apenas” R$ 832 milhões – uma queda vertiginosa frente aos R$ 5,32 bilhões do mesmo período de 2012. Segundo nota da própria empresa, a culpa foi da volatilidade do dólar.

No entanto, segundo especialistas, o mercado já tinha precificado o impacto de tais perdas ao longo do ano, uma vez que a China já vinha demonstrando sinais de desaceleração e o dólar já ensaiava essa disparada desde o ano passado.

Outro motivo de celebração para o mercado foi exatamente a falta de notas publicadas pelo Federal Reserve, o banco central americano. Em meio à expectativa pelo início da remoção dos estímulos econômicos por parte da instituição americana, qualquer ausência de novidade já pode ser considerada uma boa nova. Não custa lembrar que nos últimos oito pregões, seis foram de queda – quase todas atribuídas ao nervosismo do mercado mundial frente à já bastante avisada diminuição de liquidez que está por vir.

No pregão desta quinta-feira, o Ibovespa fechou bem valorizado (3,12%), cotado a 48.928 pontos – ainda abaixo da resistência dos 49.000 pontos, testada pela última vez em julho. Das 71 ações que compõem o índice, apenas quatro registraram baixa.

 

Sexta-Feira (09/08/2013) – Ibovespa surfa na onda do otimismo e fecha novamente com forte alta

 

Pelo segundo pregão consecutivo, o Ibovespa fechou com uma alta bastante elevada. O otimismo súbito, após uma série de baixas, ainda é reflexo dos bons ventos que vêm da China.

O gigante asiático divulgou uma série de dados positivos referentes à julho, indicando que sua economia aparente ter atingido a tão sonhada estabilidade nesses tempos de crise. Boas notícias sobre a economia chinesa significam ótimas notícias para as principais empresas componentes do principal índice da Bovespa: a mineradora Vale (VALE3 e VALE5) e a petrolífera Petrobras (PETR3 e PETR4).

Na sessão de negociação desta sexta-feira, o Ibovespa valorizou-se exatos 1,93%, fechando cotado em 49.874 pontos. Na máxima do dia, o índice chegou a atingir os 50 mil pontos, patamar que não alcançava desde 17 de junho.

Os principais destaques do dia foram as ações da mineradora Vale, que anunciou a decisão de adotar uma modificação contábil para amenizar os efeitos da variação do câmbio sobre seus resultados trimestrais. As ações da siderurgia Usiminas também se beneficiavam das notícias animadoras da China, importante parceiro comercial do Brasil. Dados mostraram que a produção industrial da China subiu 9,7% em julho ante o ano anterior, enquanto as vendas no varejo aumentaram 13,2%. Contribuíam ainda para levantar o índice a mineradora MMX, e a blue chip Petrobras.

No outro sentido, caíram os papéis da petroleira OGX, que divulgou na véspera um tombo de 40% na produção em julho contra junho. BM&F Bovespa foi outro destaque de queda.

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