CSN fecha acordo para unir mina de Casa de Pedra com Namisa

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A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) anunciou hoje um acordo com o grupo asiático dono da Nacional Minérios (Namisa) para unir seus negócios de mineração, incluindo a mina Casa de Pedra. O acordo reúne a Itochu Corporation, a JFE Steel Corporation, a Posco Ltd, a Kobe Steel, a Nisshin Steel e a China Steel, chamado de Consórcio Asiático, dono da Namisa, e que, juntamente com a CSN, vão criar a Congonhas Minérios. A nova empresa vai reunir as minas da Casa de Pedra, Engenho e Pires, além dos direitos de operar o terminal portuário Tecar, em Itaguaí, e 18,63% das ações da MRS Logística.

Segundo fato relevante, a CSN ficou inicialmente com 84,25% da Congonhas Minérios e o Consórcio Asiático, 15,75%. A CSN fará uma transferência de dívida de US$ 850 milhões para a nova empresa, e comprará 4% das ações da Congonhas detidas pelo Consórcio Asiático por US$ 680 milhões. Com isso, a participação da CSN subirá para 87,52% e a do consórcio cairá para 12,48%.

Com a operação, a Congonhas Minérios será uma das maiores mineradoras de ferro do mundo, com o quarto menor custo de produção e reservas estimadas em 3 bilhões de toneladas de minério de alta qualidade. Ela ainda reforçará a competitividade por meio de uma operação totalmente integrada de mina, ferrovia e porto, e se beneficiará dos contratos de venda de minério de ferro para os integrantes do Consórcio Asiático e para a CSN, com a assinatura hoje de contratos de 40 anos de fornecimento. A CSN ainda assegurou a utilização do terminal Tecar para importação de matérias-primas.

A transferência da concessão do Tecar para a Congonhas Minérios encontra-se em fase final de aprovação pelos órgãos reguladores, diz a nota.

As ações ordinárias (ON, com voto) da CSN estão caindo 1,70%, para R$ 5,78, enquanto o Índice Bovespa recuava 0,21%, para 45.777 pontos.

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