Pela terceira vez em 2015, Copom decide manter a Taxa Selic inalterada em 14,25% ao ano

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A oitava reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) em 2015, encerrada nesta quarta-feira, culminou com a decisão do Banco Central do Brasil (BC) de manter a taxa básica de juros da economia brasileira (Taxa Selic) inalterada em 14,25% ao ano.

Essa foi a terceira vez em 2015, que a autoridade monetária brasileira, sob o comando de Alexandre Tombini, presidente da autarquia, optou por não elevar a Taxa Selic. No entanto, dessa vez, a decisão não foi unânime: dos oito votos do colegiado, dois foram a favor da elevação da Taxa Selic já.

Votaram pela manutenção da taxa Selic em 14,25% ao ano os seguintes membros do Comitê: Alexandre Antonio Tombini (Presidente), Aldo Luiz Mendes, Altamir Lopes, Anthero de Moraes Meirelles, Luiz Edson Feltrim e Otávio Ribeiro Damaso. Votaram pela elevação da taxa Selic para 14,75% ao ano os seguintes membros do Comitê: Sidnei Corrêa Marques e Tony Volpon.

Desta forma, a Taxa Selic segue no maior patamar desde junho de 2006, quando a mesma fora fixada em 14,75% ao ano.

No comunicado emitido ao mercado logo após a divulgação da taxa de juros anual, o colegiado retirou a expressão “O Copom entende que a manutenção desse patamar da taxa básica de juros, por período suficientemente prolongado, é necessária para a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante da política monetária”, que constava no documento da reunião anterior.

O que prevaleceu neste último encontro de 2015 encontro foi a advertência feita também no comunicado passado: “O Copom ressalta que a política monetária se manterá vigilante para a consecução desse objetivo”.

Pode-se concluir a partir dessas sutis mudanças que, quando retira de seu compromisso público a manutenção do juros por tempo prolongado, o Banco Central se autoriza a mexer na taxa de juros em qualquer uma das próximas reuniões para controlar a inflação. E no cenário atual, só há uma direção possível para os juros no Brasil: para cima.

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