Com Vale e Ambev, Ibovespa tem leve alta; juros curtos sobem e dólar bate R$ 3,97

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Após amargar baixas significativas na semana passada com a saída de Joaquim Levy do Ministério da Fazenda, o Índice Bovespa abriu essa semana com leve avanço, puxado pelas ações da Vale. Às 11h50, o principal indicador acionário do país ganhava 0,52%, aos 44.136 pontos. As ações ordinárias (ON, com voto) e preferenciais sem voto (PN, sem voto) da Vale ganhavam 1,63% e 1,03%, respectivamente, mesmo movimento visto na semana passada, apesar da queda do minério de ferro no mercado internacional.

Os bancos também ajudavam a segurar as altas do Ibovespa. Itaú Unibanco PN tinha alta de 0,30%, acompanhado pelas units (recibos de ações) do Santander, 0,64%. Assim como Ambev ON, que tinha avanços de 1,67%. Já Bradesco PN recuava 0,10%, com Banco do Brasil ON, 1,94%. Com importante participação no indicador, as ações da Petrobras estavam sem trajetória única, diante da nova queda do petróleo no exterior. Seus papéis ON ganhavam 0,12%, enquanto os PN caíam 0,28%.

Hoje, às 17h, a presidente Dilma Rousseff dá posse ao novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa. Antes, às 12h, ele participará de conferência por telefone com investidores nacionais e internacionais no esforço de tranquilizá-los sobre a sua gestão e o compromisso do governo com o ajuste fiscal. Além disso, a projeção das instituições financeiras para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), neste ano, chegou a 10,70% contra projeção de 10,61% na semana anterior. Esta é a 14ª semana seguida com aumento de projeção. Para 2016, a estimativa é passou de 6,80% para 6,87%, segundo o Boletim Focus do Banco Central (BC).

Destaques do Ibovespa

As maiores altas do Ibovespa estavam com Usiminas PNA, 8,97%, Oi ON, 4,71%, CSN ON, 2,63%, e Embraer ON, 2,32%. Tirando a Oi, todas as companhias são exportadoras e se beneficiam da forte valorização do dólar. Na contramão, sem contar BB, as piores quedas do índice eram de Pão de Açúcar PN, 4,50%, Copel PNB, 1,45%, TIM ON, 1%, e Lojas Renner ON, 0,74%.

Exterior registra leves avanços; petróleo recua quase 2%

No mercado futuro americano, o Dow Jones subia 0,68%, seguido pelo S&P 500, 0,79%, e pelo índice da Nasdaq, 0,80%. Por lá, os investidores aguardam os novos dados do Índice de Atividade Nacional (CFNAI, na sigla em inglês) a ser divulgado pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA). No mesmo sentido, os principais índices europeus também tinham leves altas. O Stoxx, dos 50 papéis mais líquidos do bloco, registrava ganhos de 0,08%, como o britânico Financial Times, 0,77%, o francês CAC, 0,28%, e o alemão DAX, 0,59%. Na Europa, a Alemanha apontará seu Índice de Preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês) de novembro.

O petróleo WTI, negociado em Nova York, caía 1,38%, para US$ 34,25, como o Brent, de Londres, que perdia 1,98%, para US$ 36,15.

Juros sobem e dólar atinge R$ 3,98

As taxas de juros futuros dos negócios com vencimento em janeiro de 2017 subiam de 15,90% ao ano para 15,99%. Para 2018, as projeções avançavam de 16,55% para 16,64%. Por fim, os contratos válidos até 2021 tinham taxas de 16,44%, ante 16,50% de ontem. No mercado de câmbio, o dólar comercial tinha valorização de 0,60%, para R$ 3,97 na venda, assim como o dólar turismo, que tinha ganhos de 1,45%, sendo vendido por R$ 4,17.

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