Com Vale e Petrobras, Ibovespa abre em queda, mas se recupera; dólar sobe 1%

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Sob pressão do recuo do preço do minério de ferro na China, as ações ordinárias (ON, com voto) e preferencias da série A (PNA, sem voto) da Vale puxavam o Índice Bovespa para baixo na abertura dos negócios, com perdas de 2,76% e 3,39%, respectivamente. Com desvalorização de mais de 50% em 2015, a commodity já marca seu valor mínimo em dez anos. Hoje, o produto recuou mais 1,3%, para US$ 37 a tonelada.

No fim da manhã, porém, o mercado se recuperou, puxado pelos bancos, e o principal indicador acionário passou a subir, atingindo ganho de 0,49% às 12h05, aos 45.853 pontos. O mercado brasileiro segue na contramão do exterior, com as bolsas europeias em baixa por conta das empresas petrolíferas, também com a nova baixa do petróleo no exterior, para os níveis mais baixos em sete anos. Petrobras ON tinha perdas de 0,43%, assim como seus papéis PN, 1,34%,

No mesmo horário, com importante peso no Ibovespa, os bancos ensaiavam alta. Bradesco PN ganhava 1,11%, com Itaú Unibanco PN, 0,66%, Banco do Brasil ON, 1,22%, e as units (recibo de ações) do Santander, 3,35%.

Destaques do Ibovespa

Tirando a Vale, as piores quedas do Ibovespa eram de Bradespar PN, 2,15%, Gerdau Metalúrgica PN, 2,15%, Braskem PNA, 1,54% e Usiminas PNA, 1,62%.

Hoje, a agência de classificação risco Moody’s colocou em revisão para rebaixamento os ratings da Telefônica e o papel PN da empresa caía 1,23%. O rating em escala global passou de emissor “Baa2″ e “Aaa.br” em escala nacional. Também foi posta em revisão para rebaixamento a nota “Baa2″ de R$ 2 bilhões em debêntures não conversíveis com vencimento em 2017, em escala global, e a nota “Aaa.br” de outros R$ 2 bilhões em debêntures não conversíveis com vencimento no mesmo ano.

Do lado positivo, as maiores altas do indicador ficavam com BR Properties ON, 6,41%, Ecorodovias ON, 4,18%, BR Malls PN, 3,25%, e Natura ON 2,48%. Nesta manhã, a GP fez uma oferta de compra de 75% do controle da BR Malls.

Petróleo tem novo dia de queda; Europa e EUA perdem 1%

Uma vez mais, o petróleo WTI, negociado em Nova York, perdia 1,41%, para US$ 36,24, e o Brent, de Londres, caía 1,81%, para US$ 39,01. Na zona do euro, em meio às novas afirmações de participantes do Banco Central Europeu (BCE) de que a instituição pode intervir mais da economia, caso seja necessário, o Stoxx tinha queda de 1,54%, seguido pelo CAC, de Paris, 1,51%, o DAX, de Frankfurt, 1,83%, e o Financial Times, de Londres, 1,28%. Além disso, o Ministério da Economia alemã informou hoje que o país deverá crescer no quarto trimestre impulsionado pela presença dos refugiados, com a construção de moradias, e ao consumo privado.

A significativa queda das commodities, em especial do petróleo, também pesava sobre o mercado acionário americano. Por lá, o mercado futuro mostrava o Dow Jones caindo 0,96%, acompanhado pelo S&P 500, 0,71%, e o índice da Nasdaq, 0,80%.

Os principais índices globais sofriam mesmo com o anúncio de governo da China de investimentos em ativos fixos de US$ 309,95 bilhões para os próximos meses, de janeiro a novembro do ano que vem. A ideia é aquecer a economia do país.

Juros avançam e dólar bate R$ 3,84

As taxas de juros dos contratos válidos até janeiro de 2015 estavam estáveis em 14,15% ao ano. Para 2017, as projeções passavam de 15,95% para 15,99%. No mesmo sentido, os negócios com vencimento em 2021 tinham taxas de 15,96%, contra 15,85 de ontem. O dólar comercial subia 1,13%, sendo vendido por R$ 3,84, assim como o dólar turismo, que marcava avanços de 1,75%, para R$ 4,05 na venda.

Levy na berlinda novamente

O mercado repercute informação publicada no jornal “Folha de S.Paulo” que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, teria avisado integrantes do governo e parlamentares que sairá se o orçamento do ano que vem não contemplar um superávit primário. Para o ministro, não faria sentido continuar se não houver superávit.

Juros indicam alta da Selic

Os juros básicos voltarão a subir já a partir de janeiro, em um processo que deverá levar a taxa básica Selic dos atuais 14,25% ao ano para 16% ao ano, uma alta de 1,75 ponto percentual, na avaliação do economista-chefe da Porto Seguro Investimentos, José Pena. Para ele, a inflação continuará alta em 2016, perto de 7% de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apesar da forte queda da atividade econômica, de 3,7% este ano e mais 3% no ano que vem.

Comentários

  1. EDNO NADRÉ COSTA diz:

    TEM MUNDAR O SENADO E CAMARA DO DEPUTADOS AS MENTALIDADES DO NOSSO PAIS O BRASIL E MUITA CORRUPÇÃO EM GERAL EM TODO TERRITORIO BRASILEIROS.

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