Próximo dos 44 mil pontos, Ibovespa cai; dólar volta aos R$ 3,86 e juros recuam após PIB

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Aos 45.046 pontos, o Índice Bovespa fechou com queda de 0,16%, a menor pontuação desde 29 de setembro. O índice passou boa parte do dia abaixo dos 45 mil pontos, atingindo a mínima de 44.755 pontos. O principal indicador do mercado de ações do país foi pressionado pelas perdas das ações ordinárias (ON, com voto) e preferenciais da série A (PNA, sem voto) da Vale, que recuaram 2,50% e 2,44%, respectivamente. No mesmo sentido e também com forte peso no índice, Petrobras ON caiu 1,80% e seus papéis PN perderam 2,34%. O volume financeiro do pregão somou R$ 7,2 bilhões, um pouco acima da média anual de R$ 6,8 bilhões.

Entre os bancos, Bradesco PN perdeu 0,56%, e as units (recibos de ações) do Santander, 0,67%, enquanto o BB ON permaneceu estável e Itaú Unibanco PN, maior peso no índice, ganhou 0,79%. Por aqui, os investidores refletiram a inflação acumulada no ano atingir os 9,57% pelo IPC-S e, nos últimos 12 meses, 10,39%. O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, por sua vez, fechou o terceiro trimestre do ano com queda de 1,7% em relação ao trimestre imediatamente anterior, queda maior que a esperada pelo mercado, o que aumentou as preocupações com a economia no ano que vem  e derrubou as taxas de juros.

Usiminas cai 7% e Ecorodovias sobe 6%

As piores quedas do Ibovespa foram lideradas por Usiminas PNA, 7,72%, CSN ON, 6,54%, Oi ON, 6,22%, e Cemig PN, 6,06%. As siderúrgicas sofreram com a forte queda do PIB, que indica que o consumo de bens duráveis, que usam placas de aço em sua fabricação, como carros e eletrodomésticos, seguirá baixo Na contramão, as maiores altas do índice foram de Ecorodovias ON, 6,69%, Kroton ON, 5,29%, MRV ON, 4,11%, e Estácio ON, 2,90%. Ambas as companhias educacionais receberam autorização do Ministério da Educação para novos cursos a distância.

Nova carteira teórica do Ibovespa

A ação ordinária da fabricante de motores WEG passou a integrar a carteira teórica do Índice Bovespa na primeira prévia do referencial, que entrará em vigor em 4 de janeiro e permanecerá até 29 de abril. Já BR Properties ON, Gol PN e a unit do Santander vão sair do Ibovespa. Serão 61 papéis de 58 empresas no novo índice.

EUA ganham; Europa recua até 1%

No mercado acionário americano, os gastos com construção civil avançaram 1% em novembro, contra outubro, mais do que o estimado pelo mercado. Além disso, o índice de atividade do setor de manufatura aumentou de 50,1 para 48,6 pontos no mês passado, segundo o Instituto dos Gerentes de Suprimento (ISM, na sigla em inglês). A expectativa era de avanço para 50,5. O Dow Jones teve ganhos de 0,81%, assim como o S&P 500, 0,78%, e o indicador da Nasdaq, 0,73%.

Na zona do euro, o Índice de Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) da manufatura passou de 52,3 para 52,8 pontos em novembro, em linha com os dados preliminares. O Stoxx 50, dos 50 papéis mais líquidos da região, caiu 0,76%, acompanhado pelo francês CAC, 0,87%, e o alemão DAX, 1,06%. Já o britânico Financial Times ganhou 0,62%.

Na noite de ontem, o PMI da manufatura chinesa, medido pela Markit, apontou que o índice para a manufatura subiu de 48,3 para 48,6 pontos em novembro, melhor do que o esperado pelos economistas.

Petróleo fecha sem direção única

O petróleo WTI, negociado em Nova York, ganhou 0,02%, para US$ 41,66, e o Brent, de Londres, perdeu 0,56%, para US$ 44,36.

Juros caem com PIB e dólar recua para R$ 3,86

As projeções de juros futuros para 2016 caíram de 14,15% ao ano para 14,14%. Para 2017, as taxas recuaram de 15,81% para 15,74%. Por fim, as taxas dos contratos com vencimento em janeiro de 2021 fecharam o dia em 15,75%, contra projeção anterior de 15,81%. Os juros tiveram recuo diante dos dados do PIB do terceiro trimestre, que caiu mais do que o esperado pelos analistas e sugere uma necessidade menor de taxas de juros do Banco Central mais altas para controlar a inflação.

No mercado de câmbio, o dólar comercial caiu 0,79%, para R$ 3,86 na venda, enquanto o dólar turismo ficou estável em R$ 4,06. O Banco Central (BC) realizou hoje dois leilões de linha de até US$ 500 milhões para segurar a valorização da divisa americana. Além disso, os números da balança comercial de novembro mostraram novo superávit e ajudaram a melhorar o  humor com relação à moeda americana.

Balança comercial tem superávit de R$ 1,2 bi em novembro

A queda das importações em ritmo maior que as exportações, um reflexo claro da forte queda na atividade econômica no país, fez a balança comercial – diferença entre exportações e importações – registrar superávit de US$ 1,197 bilhão em novembro. O resultado reverteu o déficit de US$ 2,351 bilhões registrado em novembro de 2014, mas ainda é mais baixo que o superávit de US$ 1,739 bilhão obtido no mesmo mês de 2013.

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