BC liquida Banco Azteca, de bilionário mexicano Ricardo Salinas

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O Banco Central (BC) decretou, hoje, a liquidação do Banco Azteca do Brasil S.A., com sede no Recife. Os motivos foram o comprometimento da sua situação econômico-financeira, a violação de normas legais e regulamentares e a ocorrência de prejuízos, sujeitando os credores a risco anormal. O banco pertence ao bilionário mexicano Ricardo Salinas, um dos homens mais ricos da América Latina e dono da maior rede de varejo do México.

O banco foi criado há sete anos e tem sede em Pernambuco. Sua criação ocorreu junto com a da rede de lojas de móveis e eletroeletrônicos Elektra, que abrigaria também os postos de atendimento do Azteca, com foco no Nordeste, região que registrava então forte crescimento econômico e de renda. Apesar de o Grupo Salinas não apresentar problemas, ele teria se recusado a fazer um aporte de capital de R$ 17 milhões para o equilíbrio de suas contas, conforme noticiou o jornal Folha de S.Paulo. O grupo pretendia fechar o banco no Brasil, assim como já fez com as lojas, mas o BC só autorizaria se o valor fosse pago.

Segundo o BC, o Banco Azteca é instituição financeira de pequeno porte, autorizada a operar as carteiras comercial e de crédito, financiamento e investimento. Possui apenas uma agência e detém 0,0005% dos ativos do sistema financeiro e 0,0009% dos depósitos.

Cerca de 68% do total dos depósitos do Banco Azteca do Brasil contam com garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), informou o BC.

“O Banco Central está tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades, nos termos de suas competências legais de supervisão do sistema financeiro”, acrescentou o BC, em nota.

As informações são da Agência Brasil.

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