Ibovespa ganha fôlego com bancos, Vale e Petrobras; pelo 2º dia, dólar segue acima dos R$ 4

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Um dia após o susto dos investidores com as fortes perdas das bolsas chinesas, às 11h30, o Índice Bovespa registrava avanços de 0,70%, para 42.436 pontos, com ajuda das ações dos bancos, da Vale e da Petrobras. Para acalmar o mercado, Banco Popular da China (PBoC) anunciou hoje uma injeção de quase US$ 20 bilhões no sistema financeiro do país, o que estabilizou os preços das ações chinesas. Com a calmaria, os investidores aproveitam para corrigir parte dos exageros das quedas de ontem.

Os papéis preferenciais (PN, sem voto) do Itaú Unibanco, o maior peso do indicador, ganhavam 1,03%, como Bradesco PN, 0,14%, e as ações ordinárias (ON, com voto) do Banco do Brasil, 1,12%. Na contramão, as units (recibos de ações) do Santander perdiam 0,89%. Também em alta, Vale ON e PNA subiam 0,39% e 0,40%, respectivamente, mesmo com o minério de ferro perdendo 2,8% na China hoje. Apesar do petróleo em queda no exterior, Petrobras ON tinha ganhos de 0,69%, assim como suas ações PN, 0,58%. Com a segunda maior participação no índice, Ambev ON também avançava 0,70%.

Destaques do Ibovespa

As maiores altas do Ibovespa estavam com Gol PN (BOV:GOLL4), 4,98%, Lojas Renner ON (BOV:LREN3), 3,41%, Energias do Brasil ON (BOV:ENBR3), 3,11%, e BB Seguridade ON (BOV:BBSE3), 2,72%. Na ponta negativa, as piores quedas do principal índice brasileiro eram de Smiles ON (BOV:SMLE3), 3,09%, Usiminas PNA (BOV:USIM5), 2,74%, Estácio ON (BOV:ESTC3), 2,66%, e Cia Hering ON (BOV:HGTX3), 2,11%.

Unit do BTG ganha mais de 1% com possível venda do Pan

Segundo nota do colunista do jornal “O Globo” Lauro Jardim, o BTG Pactual se apressa para vender sua participação de 40% no Banco Pan. De acordo com o jornalista, além de proposta feita para o BMG, o ex-banco de Andrés Esteves oferece agora o ativo ao Bradesco. Pela manhã, as units do BTG tinham valorização de 1,63%, cotadas a R$ 15,55. O BTG tem 51% das ações com voto no banco e a Caixa Econômica Federal o restante.

China perde mais 0,29% e pressiona EUA e Europa

Depois da baixa de 7% na China que sacudiu o mercado acionário mundial ontem, o índice das bolsas de Xangai e Shenzen fechou hoje com pequena alta, de 0,29%. Com isso, os principais índices de ações internacionais marcam hoje leves perdas. No mercado futuro dos Estados Unidos, o Dow Jones caía 0,67%, acompanhado pelo S&P 500, 0,65%, e pelo indicador da bolsa eletrônica Nasdaq, 0,62%. No mesmo sentido, na zona do euro, o Stoxx 50, dos 50 papéis mais líquidos do bloco, perdia 0,18%, com o alemão DAX, 0,38%, e o francês CAC, 0,28%. Já o britânico Financial Times avançava 0,15%.

O petróleo WTI, negociado em Nova York, recuava 0,44% (US$ 36,60), seguido pelo Brent, de Londres, com -0,43% (US$ 37,20).

Juros curtos caem; dólar é vendido a R$ 4,02

As taxas de juros futuros dos negócios válidos até 2017 abriram o dia em queda, passando de 15,76% ao ano para 15,66%. Para 2018, as projeções também recuavam de 16,61% para 16,43%. Num prazo mais longo, as taxas para 2021 permaneciam em 16,57%. No mercado de câmbio, pelo segundo dia, o dólar comercial era vendido acima dos R$ 4, a R$ 4,02, ao passo que o dólar turismo continuava estável, sendo vendido a R$ 4,16.

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