BB Investimentos rebaixa preço-alvo de Lojas Renner mesmo após resultado sólido

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Mesmo depois de registrar um crescimento em vendas de 17,8% no quarto trimestre do ano passado, em meio a um cenário macroeconômico instável, os resultados das Lojas Renner (BOV: LREN3) no período não foram considerados excepcionais pelos analistas da BB Investimentos. A casa segue com sua recomendação de “manter” a ação da varejista, mas com preço-alvo de R$ 23, contra R$ 27 na análise anterior.

Segundo relatório da gestora, o desempenho da companhia foi excelente quando comparado com concorrentes diretos e com o setor em geral. No entanto, os dados do quarto trimestre revelaram que a empresa não está totalmente imune ao quadro macro. Apesar de um trimestre sólido, o desempenho das vendas mostrou desaceleração, contra o trimestre anterior, quando o avanço em vendas foi de 25,3%.

De acordo com o texto, a rede de lojas de departamento foi capaz de manter sua margem bruta, enquanto a maioria dos varejistas de vestuário tiveram de reajustar seus preços para baixo, o que foi visto como um destaque positivo. A receita líquida da Renner cresceu 10% do quarto trimestre de 2014 para o mesmo período de 2015, de R$ 1,6 bilhão para R$ 1,8 bilhão, enquanto seu lucro líquido de R$ 218,6 milhões para R$ 252,5 milhões, uma alta de 15%. 

Do lado negativo, o lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida, na sigla em inglês) foi impactado pelo aumento dos custos de energia elétrica e da carga fiscal, e pelos números de inadimplência no segmento de Produtos Financeiros, que atingiu níveis registrados em 2008, durante a crise financeira internacional. O Ebtida somou R$ 491,7 milhões, 5,6% mais que nos mesmos meses de 2014 (R$ 465,6 milhões).

Finalmente, o documento indica que Lojas Renner seguem como boa opção de investimento, com os analistas otimistas sobre o desempenho da empresa nos próximos trimestres, principalmente por meio de ganhos de participação de mercado.

Contudo, com os dados da companhia ligeiramente abaixo do esperado em 2015 e as perspectivas de mercado muito ligadas às variáveis ​​macroeconômicas para 2016, especialmente Produto Interno Bruto (PIB), taxa de inflação e desemprego, o BB decidiu avaliar como “neutro” o papel. Assina o relatório a analista Maria Paula Cantusio.

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