Fique de olho: Meirelles anuncia equipe, Parente na Petrobras, Samarco, Gerdau, inflação na Europa

LinkedIn

Meirelles indica Goldfajn para o BC, Mansueto e Hamilton para secretarias

O economista-chefe do banco Itaú Unibanco, Ilan Goldfajn, será o novo presidente do Banco Central (BC). O anúncio foi feito hoje pelo novo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Goldfajn já foi diretor de Política Econômica do BC de 2000 a 2003 e é visto como um executivo mais teórico, com profundo conhecimento da economia brasileira. Meirelles anunciou também os secretários que o ajudarão no comando da Fazenda. Marcelo Caetano será responsável pela Secretaria da Previdência. Ele é especialista no assunto e trabalha no Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) desde 1997. O economista Mansueto de Almeida Junior, também do Ipea, será o secretário de acompanhamento econômico. Carlos Hamilton, economista e ex-diretor de Política Econômica do BC vai para a Secretaria de Política Econômica.

PEC vai garantir autonomia ao BC, diz Meirelles

Meirelles afirmou que será enviada uma proposta de emenda constitucional garantindo foro privilegiado para a diretoria do BC e autonomia técnica de decisão para o órgão na Constituição. O foro evita que os diretores do BC sejam processados por juízes de primeira instância por decisões técnicas. Já a autonomia impede que o BC seja usado pelo governo em seu benefício, com fins políticos, por exemplo, baixando os juros em época de eleição para ganhar votos e deixando a inflação explodir. A autonomia garante a continuidade e a coerência das políticas de juros, câmbio e fiscalização dos bancos. A liberdade do BC, porém, não será absoluta, destacou o ministro. “O BC vai ganhar uma garantia que hoje é verbal, como foi durante os oito anos que estive lá, isso já é um grande avanço.”

Pedro Parente pode ir para a Petrobras

O ex-chefe da Casa Civil do governo de Fernando Henrique Cardoso Pedro Parente pode ser o novo presidente da Petrobras no lugar de Aldemir Bendine. A decisão já teria sido tomada pelo presidente interino Michel Temer, segundo o jornal Folha de S.Paulo. Parente é um nome reconhecido pelo mercado e é presidente do Conselho de Administração da BM&FBovespa e sua indicação melhoraria a imagem da empresa perante os investidores e analistas. A indicação pode ser discutida hoje por Temer e o ministro das Minas e Energia, Fernando Coelho Filho.

Importação de diesel direta pode levar Petrobras a reduzir preço

O aumento das importações diretas de diesel por empresas como Ultrapar, dona da Ipiranga, e Cosan, da Raizen e Shell, podem levar a Petrobras a reduzir os preços do combustível. A concorrência está levando a BR Distribuidora a perder mercado, já que o preço do combustível está 46% mais caro que no exterior, de acordo com a Folha de S.Paulo.

Presidente da Gerdau indiciado pela PF na Zelote

Menos de 3 meses depois da deflagração da 6ª fase da Operação Zelotes, a Polícia Federal encaminhou, na tarde da sexta-feira, o relatório final do inquérito que investiga o Grupo Gerdau, um dos maiores do país, suspeito de tentar sonegar R$ 1,5 bilhão. O relatório foi enviado à 10ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal.  No total, foram indiciadas 19 pessoas, entre conselheiros e ex-conselheiros do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), advogados e membros da diretoria responsável da empresa investigada por sonegação. Entre os indiciados está André Gerdau, presidente-executivo da Gerdau.

França enfrenta protestos por reforma trabalhista

O presidente francês, François Hollande, disse hoje (17) que não vai ceder na reforma trabalhista, que está na origem da semana de protestos e greves no país que começou ontem (16). “Não vou ceder porque muitos governos já cederam”, afirmou à rádio Europe 1. “Prefiro que guardem de mim a imagem de um presidente que fez reformas do que a de um Presidente que não fez nada”, acrescentou. A reforma legislativa “vai passar, porque foi discutida, elaborada, corrigida, emendada”, disse ele, ao lembrar que tem o apoio dos sindicatos reformistas e de uma maioria dos deputados socialistas, ou seja, do partido do governo.

Venezuela oficializa estado de exceção

O governo venezuelano declarou oficialmente nessa segunda-feira (16) “estado de exceção e de emergência econômica” em todo o país, uma medida com que o presidente Nicolás Maduro pretende fazer frente a supostas ameaças à sua administração. “Declara-se o estado de exceção de emergência e econômica devido às circunstâncias de ordem social, econômica, política, natural e ecológica que afetam gravemente a economia nacional, a ordem constitucional, a paz social, a segurança da nação”, diz o decreto publicado no Diário do Governo. No documento, o governo da Venezuela aumenta os seus poderes sobre a segurança, a distribuição de alimentos e a área de energia. Nicolas Maduro anunciou, sexta-feira (13), a decisão de declarar o estado de emergência para ter “poder suficiente” para fazer frente a um suposto golpe de Estado que estaria sendo planejado contra ele no exterior.

Novo ministro diz que não autorizará volta da Samarco

O novo ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho (PV), realizou ontem uma agenda voltada para discutir as consequências da tragédia de Mariana (MG). Considerado o maior desastre ambiental do país, o rompimento de uma barragem da mineradora Samarco em 5 de novembro do ano passado deixou 19 mortos, destruiu vegetação nativa e levou poluição à bacia do Rio Doce. Após sobrevoar a área atingida, Sarney Filho se reuniu com o prefeito de Mariana, Duarte Júnior, e em seguida com o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel. O ministro se disse impressionado e anunciou que irá recomendar o aumento dos investimentos nos órgãos de fiscalização ambiental. “Não é possível que o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) permaneça da forma como está. É um órgão sem estrutura compatível com as enormes responsabilidades que tem”. Ele também demonstrou cautela em relação à retomada das atividades de mineração na área atingida. “Não me sinto confortável para, neste momento, tomar alguma medida que concorra para a volta das operações da Samarco na região”, acrescentou.

Preços ao consumidor na Europa sobem 0,1% em abril; atacado sobe 0,4%

O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) apresentou alta de 0,1% em abril deste ano. O resultado veio abaixo do esperado de 0,3%. Em março
o CPI registrou alta de 0,4% no mês e  fechou 2015 com alta de 0,2% e acelerou levemente para 0,3% em termos anuais em abril deste ano. Em março, no entanto, a alta foi maior, de 0,5%. O núcleo do índice, sem alimentos e combustíveis, desacelerou de 1,5% em março para 1,2% em termos anualizados em abril. O índice de preços ao produtor sobre os produtos vendidos (PPI output) apresentou alta de 0,4% e deflação de 0,7% em 12 meses em abril. Já os preços pagos pelos produtores por matérias-primas e serviços (PPI input) subiram 0,9% no mês e caíram 6,5% em 12 meses. Ambos os resultados vieram pior do que o esperado.

Com informações da Agência Brasil e agências.

Deixe um comentário