Com início do julgamento do impeachment, Ibovespa ensaia alta; dólar vai a R$ 3,23

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Em meio ao início do julgamento do processo de impedimento da presidente afastada Dilma Rousseff, o Índice Bovespa ensaiava alta. Por volta das 12 horas, o indicador brasileiro ganhava 0,56%, para 58.042 pontos.

Apesar da fraqueza das bolsas internacionais, os bancos locais marcavam ganhos. Os papéis preferenciais (PN, sem voto) do Itaú Unibanco subiam  (BOV:ITUB4) 0,48%, Bradesco (BOV:BBDC4), 1%, os ordinários (ON, com voto) do Banco do Brasil (BOV:BBAS3) 0,94%, e as units (recibos de ações) do Santander (BOV:SANB11) 0,45%.

Com o petróleo mais caro lá fora, Petrobras ON (BOV:PETR3) e PN também avançavam (BOV:PETR3) 1,50% e (BOV:PETR4) 1,45%. Hoje, a petroleira reflete o sinal verde da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para a venda da BR Distribuidora, sem a obrigatoriedade de oferecer ações da BR aos minoritários. No mesmo sentido de baixa, Vale (BOV:VALE3) registrava alta de 1,32%, acompanhada por Vale (BOV:VALE5), 1,57%, mesmo com a desvalorização do minério de ferro na China.

Smiles ganha 2% e Cesp cai 3,5%

As maiores altas do Ibovespa ficavam com Smiles (BOV:SMLE3) 2,53%, Gerdau (BOV:GGBR4) 2,52%, Gerdau Metalúrgica (BOV:GOAU4) 2,49%, e BR Foods (BOV:BRFS3) 2,23%. Do lado negativo, as piores quedas eram de Cesp (BOV:CESP6), 3,58%, Qualicorp (BOV:QUAL3), 2,65%, Kroton (BOV:KROT3), 1,93%, e Klabin (KLBN11), 1,61%.

EUA e Europa caem; petróleo avança 1%

Nos Estados Unidos, o Dow Jones caía 0,09%, seguido pelo indicador da Nasdaq, 0,07%. Na contramão, o S&P 500 tinha ganhos de 0,01%. Por lá, os investidores aguardavam a fala da presidente do Federal Reserve (Fed, o bancos central dos EUA), Janet Yellen, marcada para amanhã em que ela pode dar sinais de qual será a trajetória dos juros do país nos próximos meses. Os novos pedidos de seguro-desemprego dos EUA caíram em mil para 261 mil na semana encerrada em 20 de agosto. Além disso, a demanda por bens duráveis americanos aumentou 4,4% em julho.

Os europeus, por sua vez, viam o Stoxx 50, dos 50 papéis mais líquidos do bloco, perder 0,75%, o britânico Financial Times, 0,37%, o francês CAC, 0,74%, e mo alemão DAX, 0,91%. Na Alemanha, o índice Ifo de confiança empresarial piorou de 108,3 em julho para 106,2 em agosto.

Entre as commodities, o petróleo WTI, negociado em Nova York, tinha valorização de 0,88%, US$ 47,18, assim como o barril do Brent, de Londres, 1,08%, para US$ 49,58. Na ponta oposta, o minério de ferro marcou baixa de 0,70% na China, para US$ 61,10 a tonelada.

Juros sobem e dólar vai a R$ 3,23

Durante a primeira hora do pregão, os juros futuros com vencimento em janeiro de 2017 passavam de 13,99% ao ano para 14%. Para 2018, as projeções subiam de 12,74% para 12,75%, como as taxas válidas até 2021, que avançavam de 12% para 12,01%. O mercado tinha avanços apesar da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Desvinculação das Receitas da União, Estados e Municípios (DRU) feita ontem pelo Senado.

O dólar comercial ganhava 0,31%, para R$ 3,23 na venda, enquanto o dólar turismo permanecia estável, vendido a R$ 3,37. Hoje, o Banco Central (BC) fez mais um leilão de 10 mil contratos de swap cambial reverso, de US$ 500 milhões. Neste primeiro semestre, a autoridade monetária registrou prejuízo de R$ 17,6 bilhões. O resultado das operações com reservas internacionais e derivativos cambiais ficou negativo em R$ 184,6 bilhões.

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