Após suspensão, CVM libera oferta pública de ações da Azul

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A Superintendência de Registro de Valores Mobiliários (SRE) da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) revogou a suspensão da oferta pública de distribuição primária e secundária de ações preferenciais de emissão da companhia aérea Azul S.A. A suspensão havia sido anunciada ontem, depois que a CVM descobriu que a empresa tinha montado um site com informações para investidores de varejo sobre a oferta (www.reailroadshow.com) sem autorização da autarquia.

O material incluía ainda projeção de valorização do investimento da companhia em ativos da empresa portuguesa TAP que não constavam nos documentos da oferta. A CVM detectou também divulgação de informações sigilosas sobre projeções para a demanda e preço das ações em reportagens no Estadão/Coluna da Broad, UOL Economia e Brasil Journal, entre os dias 4 e 5 de abril.

A decisão de revogar a suspensão produz efeitos a partir das 19h de hoje, depois que a empresa e as instituições intermediárias tomaram medidas para corrigir as irregularidades. Entre as medidas, está a retirada do site do ar e a divulgação de um  Comunicado ao Mercado, orientando aos investidores e demais interessados na oferta a desconsiderarem toda e qualquer informação constante da Apresentação ou das Divulgações na Mídia, em especial qualquer referência que possa ser interpretada como projeção ou estimativa sobre os resultados e negócios da emissora.

Esta foi apenas mais uma das complicações da oferta de ações da Azul, que já tentou abrir o capital em 2013 e retomou o processo este ano. A oferta também é alvo de críticas por prever apenas ações preferenciais (PN), sem direito a voto, com condições especiais. As ações, apelidadas de “superpreferenciais”, garantem o voto em condições especiais, mas desagradaram a Associação Brasileira de Investidores do Mercado de Capitais (Amec), que teme que outras empresas sigam o mesmo caminho, invertendo a tendência de emitir apenas ações com direito a voto iniciada com a criação do Novo Mercado da B3. A empresa justifica a oferta por estar em um setor controlado pelo governo, que limita a participação de estrangeiros em seu controle.

A empresa pretende captar entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,4 bilhão com a oferta.

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