Consulte a Bússola de Investimentos ADVFN desta quarta-feira, dia 03

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• A AES Tietê (BOV:TIET3) propõe alterar convenants da 4ª emissão de debêntures em assembleia marcada para o dia 12 de maio, segundo comunicado enviado ao mercado neste noite. A proposta da companhia é que o indicador dívida líquida/Ebitda fique em 3,5 vezes e possa atingir 3,85 vezes no caso de uma aquisição. A companhia propõe pagar um prêmio de 0,15% sobre o atual preço aos debenturistas.

• Ruy Kameyama tomou posse na última terça-feira como novo diretor presidente da BR Malls (BOV:BRML3), em substituição a Carlos Medeiros.

• A CVM rejeitou proposta de acordo feita por diretor da Cia Hering (BOV:HGTX3). O processo, instaurado pela Superintendência de Relações com Empresas (SEP), responsabiliza Carlos Tavares D’Amaral por realizar negócios de posse de informação relevante não divulgada ao mercado. Em decisão, a autarquia recusou a segunda proposta de acordo do executivo, em que ele propunha pagar R$ 100 mil.

• A Cielo (BOV:CIEL3) registrou lucro consolidado de R$ R$ 1,04 bilhão no primeiro trimestre de 2017 (+0,7% em 12 meses).

• O Cade acolheu pedido apresentado pela CSN (BOV:CSNA3) de ingressar como terceira interessada em ato que analisa transferência da Votorantim Siderurgia para a ArcelorMittal.

• A EDP (BOV:ENBR3) registrou lucro consolidado de R$ 164,11 milhões no primeiro trimestre de 2017 (-51,8% em 12 meses).

• O Itaú Unibanco (BOV:ITUB4) registrou lucro líquido recorrente de R$ 6,17 bilhões no primeiro trimestre de 2017, crescimento de 19,6% na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo o relatório do banco, as reduções de despesas não decorrentes de juros em 7,8%, impairment (baixa contábil) em 64,5% e despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa em 7,4%, principalmente no segmento de varejo, contribuíram para o crescimento do lucro.

• A Lojas Americanas (BOV:LAME4) anunciou na noite de ontem que concluiu a emissão de R$ 1,5 bilhão em debêntures simples, não conversíveis em ações, de espécie quirografária, em duas séries. Atenção ainda para as recomendações: a companhia teve a cobertura reiniciada pelo Itaú BBA com recomendação outperform e preço-alvo de R$ 21,00, enquanto a B2W Digital (BOV:BTOW3) foi reiniciada com recomendação marketperform e preço-alvo de R$ 15,00.

• A Multiplus (BOV:MPLU3) registrou lucro consolidado de R$ 134,41 milhões no primeiro trimestre de 2017 (+5,8% em 12 meses).

• A maioria dos debenturistas da OGX (BOV:OGXP3) decidiu suspender a assembleia de debenturistas para decidir sobre uma eventual prorrogação do prazo do instrumento particular de compromisso de não fazer (acordo de standstill).

• O comitê diretivo e Orascom trabalham na revisão do plano alternativo da Oi (BOV:OIBR4) com base nas contribuições recebidas dos outros credores e demais partes interessadas, segundo comunicado dos credores da companhia reunidos pela Moelis.

• Pedro Parente, presidente da Petrobras (BOV:PETR4), afirma que o plano de desinvestimentos de US$ 21 bilhões está mantido para este ano apesar do arrefecimento no preço do petróleo no mercado internacional. Além disso, a companhia informou ontem à noite, após o fechamento do mercado, que a Justiça suspendeu a liminar que determinava a paralisação da cessão da participação da companhia no Campo de Carcará para a norueguesa Statoil. Com a decisão favorável, os efeitos da cessão estão mantidos, podendo a Statoil prosseguir com a exploração do campo.

• Em virtude da nova denominação social, a Positivo (BOV:POSI3) informou na terça-feira que passará a ser negociada com novo nome na bolsa a partir do dia 4 de maio. Com isso, a companhia passará a ser negociada sob a nova denominação Positivo Tecnologia, ao invés de Positivo Informática. O código da ação, contudo, permanecerá o mesmo: POSI3.

• A Valid (BOV:VLID3) vai propor aumento de capital de R$ 163,7 milhões, para R$ 919,7 milhões, mediante capitalização de parte da reserva de investimentos, com emissão e distribuição de ações bonificadas, com consequente alteração do Estatuto Social da companhia.

Bolsas mundiais
A sessão é de leve queda para as principais bolsas europeias e para os índices futuros americanos, com o mercado de olho nos dados apresentados pela Apple. A companhia divulgou na noite de terça-feira uma queda inesperada nas vendas do iPhone no segundo trimestre fiscal. Além dos dados corporativos, os olhos dos investidores se voltam para a decisão do Fomc (Federal Open Market Committee) na tarde desta quarta-feira.

Já na Ásia, os mercados acionários da China ampliaram as quedas com os investidores cautelosos diante das persistentes preocupações sobre as regulações mais rigorosas do país e uma mudança para política monetária mais apertada. O banco central chinês injetou 506,39 bilhões de iuanes (73,46 bilhões de dólares) no sistema financeiro através de ferramentas de liquidez de curto e médio prazos em abril, número 18% menor em comparação com o mês anterior, sinalizando sua intenção de conter o rápido crescimento do crédito.

No mercado de commodities, o petróleo sobe após cair 2,4% ontem, para menos de US$ 48, com API apontando baixa em estoques nos EUA e à espera dos dados a serem divulgados no final da manhã. O minério de ferro cai em Dalian, revertendo alta de ontem, assim como o níquel.

Desempenho dos principais índices:
Ibovespa (Brasil) -0,93%

Dow Jones (Estados Unidos) -0,12%

Nasdaq Composite (Estados Unidos) -0,51%

FTSE 100 (Reino Unido) -0,21%

DAX Index (Alemanha) +0,13%

Cac 40 (Reino Unido) +0,00%

Nikkei 225 (Japão) +0,70%

Commodities:
Ouro -0,74%

Prata -1,81%

Cobre -3,67%

Petróleo -1,00%

Petróleo Brent Crude -0,90%

Um pouco de política
Apesar de uma agenda cheia, os investidores voltarão seus olhos nesta sessão para a votação do projeto da reforma da Previdência na comissão especial, prevista para esta quarta-feira, às 10h30. Segundo fontes, o Palácio do Planalto calcula ter os votos necessários para aprovar a proposta e levar a votação a plenário ainda em maio.

Se aprovado, o texto será lido dia 8 de maio no plenário e aprovado ainda neste mês, disse o presidente da comissão, Carlos Marun, sobre votação em plenário. A consultoria de risco político Eurasia destacou que, se a reforma for aprovada no comitê, daria forte indício de que a atual administração está progredindo na obtenção de votos na Câmara.

Vale destacar ainda a entrevista do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, à RecordTV. Ele mostrou otimismo com a recuperação da economia e do mercado de trabalho ainda em 2017. “Não há dúvida de que veremos, ainda no ano de 2017, uma retomada forte do emprego, até o fim do ano. E depois uma retomada certamente muito forte durante o ano de 2018, fazendo com que o desemprego caia bastante”, disse. Além disso, Meirelles declarou que o governo está na expectativa de que as reformas econômicas “se transformem logo em realidade”, para que o crescimento econômico seja consolidado. Já em entrevista à GloboNews, Meirelles afirmou que a economia brasileira deve ter crescido entre 0,7 por cento e 0,8 por cento no primeiro trimestre na comparação com os últimos três meses de 2016.

Atenção ainda para as reações e desdobramentos da decisão da segunda turma do STF de revogar a prisão preventiva do ex-ministro José Dirceu no âmbito da Operação Lava Jato. Segundo destaca o Estadão, integrantes do PT avaliam que a decisão pode se estender para outros petistas que estão em prisão preventiva por ordem de Moro e, de acordo com a Época, o ex-ministro Antonio Palocci suspendeu a negociação de delação premiada pouco depois da decisão do STF. Veja mais sobre o assunto clicando aqui e aqui.

Agenda de indicadores
O destaque do dia é a decisão de juros do Fed (Federal Reserve), que sai às 15h. A expectativa do mercado é de manutenção no atual patamar de 0,75% a 1% ao ano. Ainda nos Estados Unidos, atenção aos estoques de petróleo, às 11h30. Mais cedo, serão conhecidos os dados de emprego no setor privado, às 9h15, e os PMIs de Serviços e Composto, às 10h45. De noite, às 22h45, saem os números dos PMIs de Serviços e Composto da China. No Brasil, o destaque na agenda econômica fica com a produção industrial, às 9h, e o fluxo cambial semanal, às 12h30.

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