Estácio lucra R$ 166 milhões, acima do esperado; papel sobe 13% e lidera negócios na bolsa

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A Estácio Participações (BOV:ESTC3) divulgou um lucro líquido de R$ 166,3 milhões no segundo trimestre deste ano, revertendo o prejuízo do mesmo período do ano passado e muito superior ao esperado pelos analistas. A estimativa do mercado, segundo a Bloomberg, era de um lucro de R$ 88 milhões. Com isso, o papel disparou e encerrou o dia na B3 em alta de 13%, liderando os negócios e superando Petrobras (BOV:PETR4) e Vale (BOV:VALE5).

A empresa surpreendeu com seu controle de custos, observa a corretora Coinvalores. A receita líquida avançou 9,3%, a geração e caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Lajida ou Ebitda) subiu 74,9% e o lucro líquido saltou 93,8% em relação ao primeiro trimestre. Grande parte desse bom desempenho pode ser creditada a redução anual de 5,2% na linha de custos operacionais em função do corte de 8,6% nos gastos com pessoal e de expressivos 53,3% em material didático. O total de alunos da Estácio sob programa de incentivo do governo federal, o Fies, antes um dos motores de crescimento do setor, despencou 15,6%.

O Citibank considerou que  a empresa entregou  um  forte  resultado no segundo trimestre, com um  Ebitda ajustado de R$255 milhões, ante uma expectativa do banco americano de R$170 milhões e um consenso  da Bloomberg  de  R$174  milhões,  após  uma  venda  6% superior  à estimada.  O  lucro  líquido ficou  acima  da  estimativa  do Citibank, de  R$113  milhões  por  conta  de melhores  resultados  operacionais.  Segundo o banco, a  administração  da  Estácio parece  confiante  de que  mudanças  internas  continuarão criando resultados   numa   base   autônoma. Mesmo assim, o Citi mantém  visão cautelosa  sobre  o  quanto  da  surpresa  reportada  no  segundo trimestre  é sustentável,    dada    a    baixa    visibilidade    da    orientação da administração. O banco mantém a recomendação neutra/manter com alto risco.

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