Bolsa cai com risco no exterior após Coreia do Norte lançar míssil

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A aversão a risco no exterior pesa sobre a Bovespa nesta terça-feira, 29. O principal índice da Bolsa brasileira abriu em queda e assim continua, com recuo de 0,17% e 70.895 pontos às 12h. A tendência negativa é causada pela notícia de que a Coreia do Norte realizou um novo teste com míssil balístico que sobrevoou o território do Japão antes de cair no mar.

Nesta manhã, o governo da China pediu que todos os lados envolvidos no impasse nuclear na Coreia do Norte mostrem comedimento e encerrem o “ciclo perverso” de escalada nas tensões regionais.

Também em decorrência do cenário internacional e da aversão ao risco no exterior, as ações da Petrobrás (PETR4) operam no terreno negativo. Às 12h, Petrobrás ON cedia 1,18%, enquanto a ação PN tinha queda de 0,87%.

Outra ação da Bolsa impactada pelas notícias externas é a da Vale (VALE5), que sofre ainda com o declínio do preço do minério de ferro. No mesmo horário, Vale ON (VALE3)  perdia 0,20%, enquanto a ação preferencial recuava 0,32%.

Nesse contexto, o investidor prefere ativos considerados de maior segurança, como a moeda japonesa, e penaliza os preços de ações e também de algumas moedas, entre elas o real.

Segundo profissionais do mercado cambial, o fortalecimento da divisa dos EUA acontece com o movimento de “risk-off” (fuga do risco) no exterior e diante da apreensão sobre o andamento de importantes votações na Câmara dos Deputados. A casa legislativa está, temporariamente, sob a presidência de André Fufuca (PP-MA), deputado de primeiro mandato.

As atenções estão no Congresso Nacional, onde são esperadas várias votações nesta terça-feira: a Medida Provisória 777, que cria a Taxa de Longo Prazo, a TLP, no plenário da Câmara; o projeto de lei que altera as metas fiscais de 2017 e 2018 pela Comissão Mista do Orçamento; a reforma política, na comissão especial da Câmara; e a Medida Provisória 780, que institui o Refis não tributário.

Às 12h, a Bolsa de Londres cedia 0,82% e a de Frankfurt perdia 1,43%.

Fonte: Estadão

 

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