Fique de olho: Brasil Pharma perde R$ 1 bi e sairá do Novo Mercado; locadoras lançam debêntures; Oi melhora receita

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Após prejuízo de R$ 1 bi, Brasil Pharma vai deixar o Novo Mercado

Em meio ao anúncio de um prejuízo de R$ 1,075 bilhão no terceiro trimestre deste ano, a Brasil Pharma, dona das marcas FarMais, BigBen, Drogaria Rosário e Farmácia Santana, comunicou ao mercado que a sua controladora, a americana Lyon Capital, vai promover a saída da empresa do Novo Mercado da B3, já que não foi possível atender ao patamar mínimo de ações em circulação no mercado. O regulamento prevê que pelo menos 25% das ações da empresa estejam em circulação na bolsa após alguns anos depois da abertura de capital. A Brasil Pharma ainda não divulgou a data da assembleia geral extraordinária para deliberar sobre a saída da empresa do Novo Mercado e os termos do Oferta Pública de Ações (OPA). O Novo Mercado, porém, é o menor dos problemas da Brasil Pharma. A empresa, que registrou prejuízo de R$ 1,456 bilhão nos primeiros nove meses do ano, está com um patrimônio líquido negativo de R$ 1,152 bilhões, reflexo das baixas contábeis dos ativos das redes BigBen e Santana, de R$ 850 milhões. A Brasil Pharma anunciou ainda que foi procurada “por terceiros potencialmente interessados” na compra de seus ativos, mas disse que não há nenhum contrato ou acordo assinado. A empresa cita queda nas vendas, piora nos níveis de capital de giro e perda de crédito junto a fornecedores, e diz que buscará novos créditos com bancos, ou renegociação de créditos com credores, eventuais novos investidores ou vendas de ativos.

SBF/Centauro prepara abertura de capital no Novo Mercado

A SBF, dona das redes de lojas de calçados Centauro e By Tennis, pediu na CVM o registro para uma oferta inicial de ações. Segundo o documento, o pedido de abertura de capital (IPO) envolve permissão para uma venda primária de papéis, de ações novas, cujos recursos iriam para o caixa da empresa. A SBF pretende ter suas ações listadas no Novo Mercado da B3.

Subsidiária da Santos Brasil prorroga concessão

A Convicon, controlada da Santos Brasil, que opera o terminal de contêineres da Vila do Conde, no Pará, celebrou termo aditivo de contrato de arrendamento com a União, cujo objetivo é a prorrogação antecipada do contrato até 2033. Em contrapartida, a empresa terá que realizar investimentos necessários à ampliação e recuperação do pátio de armazenagem, à reposição e aquisição de equipamentos e à construção de edificações administrativas onde as estimativas totalizam R$ 129,0 milhões de investimentos para a Santos Brasil. A corretora Coinvalores diz que vê com bons olhos a prorrogação antecipada da concessão por meio de investimentos que aumentarão a capacidade operacional da Vila do Conde e deverão proporcionar melhores retornos mais adiante para a companhia.

Locadoras preparam captações de R$ 1,450 bilhão

As empresas de locação de veículos com ações em bolsa Localiza, Movida e Locamérica anunciaram que vão lançar papéis no mercado para investimentos operacionais na expectativa de continuidade do crescimento da demanda no setor em 2018. A Localiza pretende emitir debêntures no montante total de R$ 1,2 bilhão com vencimento final em 2025. A Movida quer levantar R$ 150 milhões por meio de notas promissórias com prazo de dois anos. E a Locamerica fará a oferta de debêntures em busca de captar R$ 100 milhões com prazo de vencimento em cinco anos. Para a corretora Coinvalores, o contexto atual do setor é favorável para essas captações, pois as empresas têm conseguido crescer suas operações e entregar maior geração de caixa e rentabilidade, além de verem o custo de suas dívidas se reduzirem cada vez mais.

Cemig diz estar perto de acordo com bancos

Em teleconferência com analistas e investidores, a Cemig anunciou ontem que está perto de concluir uma renegociação com bancos para mudar o perfil de sua dívida, que concentra vencimentos principalmente em 2017, 2018 e 2019, e que a venda de ativos em negociação está próxima de ser fechada. A empresa encerrou setembro com dívida líquida de R$ 12,8 bilhões, equivalente a 6,20 vezes o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), contra 3,98 vezes de junho, o que se apresenta como uma situação nada confortável, avalia a Magliano Corretora. O seu plano de desinvestimento prevê a venda de uma fatia na transmissora de energia Taesa e a conclusão de negociações para a venda da participação da companhia na hidrelétrica de Santo Antônio e na Light. Já na Renova já existe uma proposta vinculante de um aumento de capital da Brookfield, no montante de R$ 1,4 bilhão, que faz com que a Cemig receba um crédito R$ 350 milhões. Os gestores da empresa aguardam que com estas medidas a empresa consiga reduzir o endividamento e voltar para a relação de 2,5 vezes já no ano que vem. A empresa disse que pretende prosseguir com a oferta de subscrição de ações, cujo preço já está no mesmo patamar da B3.

CCR nega negociação para compra da Invepar

A Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR) negou que esteja negociando a compra da Invepar, companhia que detém participações no Metrô do Rio e no aeroporto de Guarulhos, afirmando que as notícias a respeito “não passam de especulação”.

Oi tem geração de caixa maior

As empresas do Grupo Oi, que estão em recuperação judicial com uma dívida de R$ 64,5 bilhões, registraram uma geração de caixa operacional líquida de R$ 182 milhões em setembro, praticamente o triplo do registrado em agosto, quando estas companhias geraram R$ 61 milhões. Segundo as informações divulgadas pelo escritório de advocacia Arnoldo Wald, administrador judicial do processo de recuperação, essa melhora é resultante principalmente da queda dos investimentos em setembro.

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