2018: Planner divulga suas perspectivas econômicas para o ano

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A corretora Planner enviou aos seus clientes nesta terça-feira (2) um relatório com as suas perspectivas para o ano de 2018. Confira: 

O principal índice do mercado, o Ibovespa, encerrou o ano de 2017 com uma valorização de 26,86%, batendo os 76.402 pontos. Durante a maior parte do ano, o comportamento do mercado foi marcado por um cenário político negativo e conturbado, com uma grande quantidade de denúncias, investigações, prisões e delações envolvendo políticos e empresários. Vendo a situação com um olhar mais positivo, a divulgação de indicadores macroeconômicos mostravam o inicio de uma recuperação na economia brasileira, o que desempenhou um papel fundamental para a sustentação da bolsa durante o ano.

A queda nos índices de inflação, com o IPCA saindo de 6,28% ao ano em dez/16 para 2,50% no acumulado até novembro de 2017 e a redução da taxa Selic de 13,75% ao ano para 7,00% foram determinantes para as decisões de investimentos na bolsa durante o ano.

2018

O ano de 2018 é aguardado pela expectativa de mais uma vez, ser um ano atípico para o mercado de capitais. Porém, durante o ano de 2018, alguns eventos poderão ter um peso muito maior sobre o comportamento dos ativos financeiros.

Cenário Político

O primeiro acontecimento político do ano será o julgamento do ex-presidente Lula no final de janeiro pelo Tribunal Regional Federal da 4a Região (TRF-4) marcado para o dia 24. O que estará sendo julgado é o recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra a condenação, pelo juiz Sérgio Moro, a 9 anos e 6 meses de prisão no caso do triplex do Guarujá, um dos processos decorrentes das investigações da Operação Lava Jato.

Se condenado, o ex-presidente poderá ficar fora da corrida eleitoral para a presidência do Brasil, e isto, no primeiro instante, deverá provocar reações e manifestações no país inteiro.

Logo após o “Caso Lula”, vem a esperada votação da Reforma da Previdência, que ficou para fevereiro após várias tentativas do governo, sem sucesso, de obter o quórum necessário ainda em 2017. O retorno do recesso parlamentar no dia 02 de fevereiro, bem próximo ao carnaval, tem dificultado ainda mais o planejamento político, já que o arranjo negativo de datas e a fragilidade do governo em relação à resistência dos políticos de oposição, poderá provocar o engavetamento da PEC 287 para voltar a ser discutida apenas em 2019.

Essa possibilidade vem ganhando força no mercado financeiro e com isso, o sentimento negativo para a economia brasileira vem à tona novamente.

Economia Brasileira

A atividade econômica no Brasil segue em uma trajetória de recuperação lenta, após o desalinhamento de políticas econômicas do governo anterior, que levou a maior recessão já vivida pelo país. O novo modelo tem conseguido, de certa forma, algumas conquistas relevantes, porém, ainda existe um grande caminho a ser percorrido.
A corretora acredita que em 2018, o crescimento da economia favorecerá a retomada do mercado de trabalho e de crédito e a capacidade de consumo as famílias.

Com a inflação sob controle e sinais de retomada do crescimento econômico, o cenário se mostra favorável para a economia brasileira em 2018, o qual ainda conta com o apoio da economia mundial. Porém, com gargalos internos relacionados ao cenário político todo o potencial econômico fica refém das reformas.

Mercados Internacionais 

Em 2017, a economia internacional seguiu em recuperação, ditada pelo comportamento expansivo das principais economias maduras, por meio de políticas monetárias acomodatícias, em especial na Europa e no Japão, pela consistência do crescimento chinês e a solidez do crescimento dos Estados Unidos. A Planner acredita que este comportamento permaneça em 2018.

A expectativa para a zona do euro segue positiva neste ano, impulsionada pelo consumo privado e pela recuperação da economia global.

No mercado internacional, os fatores que deverão influenciar nosso mercado são:

• Alterações previstas na taxa de juros nos Estados Unidos;

• Ritmo de crescimento das economias americana e chinesa; Brexit na Europa; 

• Comportamento dos preços do petróleo e minério de ferro;

• Desdobramentos da tensão, ainda não resolvida, entre Estados Unidos e Coreia do Norte;

Ibovespa

Neste contexto, a corretora projeta um Índice Bovespa em 87.400 pontos para o final de 2018, o que implica uma valorização potencial de 14,4%.

*Todas as informações foram coletadas do relatório especial produzido pela Planner Corretora e enviado aos acionistas no dia 02 de janeiro. 

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