Bom dia, Investidor! 29 de março de 2018

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Esse é o Bom Dia, Investidor, com tudo o que você precisa saber antes da Bolsa abrir!

Para saber o que aconteceu ontem após o fechamento do mercado, confira o nosso Boa noite, Investidor!

Pré-Market

O feriado da Páscoa em vários países do mundo antecipa para hoje o fechamento do mês e, de quebra, de um tumultuoso primeiro trimestre. A forte alocação de recursos em ativos de risco vista em janeiro sofreu um solavanco em fevereiro, garantindo doses extras de volatilidade em março. Com isso, a severa pressão nos mercados financeiros, aqui e lá fora, pode ter tido um peso extra vindo dessa questão técnica, com os investidores apenas ajustando seus portfólios. Mas, desta vez, o movimento dos mercados globais pode ser diferente.

Tal percepção só poderá ser aferida nos próximos dias, já em abril, quando as negociações acerca do comércio global podem ter novas rodadas, diante da estratégia do governo Trump de “primeiro assustar para depois negociar”, e o cenário político no Brasil começa a ter as primeiras definições, à luz das eleições de outubro. O que se pode dizer, por ora, é que a volatilidade veio para ficar e esse vaivém nos negócios alimenta tanto a tomada de risco quanto a busca por segurança, com os ativos buscando um ponto de acomodação.

Tanto que, nesta manhã, os índices futuros das bolsas de Nova York e as principais bolsas europeias ensaiam ganhos, visando reduzir parte das perdas registradas no mês e no acumulado do ano. As ações ligadas às commodities lideram a alta, diante do avanço do petróleo e dos metais básicos. O dólar mede forças em relação às moedas rivais, monitorando o comportamento dos títulos norte-americanos (Treasuries), que vêm sendo influenciados pelo maior leilão de papéis ofertado na história do Tesouro norte-americano.

Assim, a dinâmica recente dos ativos, com o fluxo de saída dos negócios de ações afetando o comportamento das moedas ao redor do mundo e atraindo recursos nos bônus mais seguros, pode ser a nova tônica dos investidores no horizonte à frente. Nesse embate, há poucos indícios de que a calmaria possa estar no horizonte de curto prazo. Até porque o volume financeiro no pregão de hoje já está mais fraco, com muitos investidores esticando a pausa.

Leia: Pré-Market: Fim de um trimestre tumultuado

Destaques Corporativos

Randon (RAPT4): O grupo Randon inaugurou nesta quarta-feira (28) uma nova fábrica de 25 mil metros quadrados, em Araraquara.

Braskem (BRKM5): A Braskem reportou queda de 52% no lucro líquido do quarto trimestre de 2017, finalizando o ano em R$ 383 milhões.

Marisa Lojas (AMAR3): Como parte do programa de recompra, a Marisa Lojas comunicou ao mercado que irá recomprar até 500 mil ações, durante 12 meses. Atualmente, a empresa possui 52,3 milhões de ações em circulação no mercado.

JBS (JBSS3): A JBS divulgou, na noite desta quarta-feira (28), os seus resultados do quarto trimestre de 2017. Segundo a empresa, o prejuízo líquido durante o 4T17 foi de R$ 451,7. Com relação ao lucro líquido ajustado, a empresa registrou R$ 2,1 bilhões.

Oi (OIBR4): Em fato relevante enviado ao mercado na noite desta quarta-feira, a Oi informou que atrasará a divulgação de suas demonstrações financeiras relativas ao 4T17. Segundo a empresa, os dados, que seriam divulgados nesta quarta, serão apresentados dia 12 de abril.

Sanepar (SAPR11): A Sanepar informou ao mercado o reajuste de 5,12% em sua tarifa anual. A nova tarifa passará a valer a partir do dia 17 de maio.

Recomendações de Ativos

(MRFG3): A equipe do BTG Pactual recomenda manter posição neutra para o ativo a Marfrig.

(FHER3): O BB Investimentos rebaixou o preço alvo da Fertilizantes Heringer para R$ 4, com recomendação market perform.

(CIEL3): A Safra Corretora retomou a cobertura do ativo com recomendação outperform e preço-alvo de R$ 27.

Bank Of America Merrill Lynch: O BoFA manteve recomendações de compra para os ativos da (KROT3), (SEER3) e (ESTC3); além disso, optou por cortar os preços-alvo dos papeis para R$ 19, R$ 33 e R$ 44, respetivamente.

Notícias

Reforma Trabalhista: Segundo o jornal Valor, a Medida Provisória (MP) 808, editada para proporcionar ajustes à reforma trabalhista, perderá a validade e não entrará mais em pauta, caso a comissão mista não aprove até a terça-feira o relatório da MP solicitado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Crescimento da Economia: O Banco Central manteve em 2,6% a previsão para o avanço do Produto Interno Bruto (PIB) durante o ano de 2018.

Odebrecht: Após o escândalo da Operação Lava-Jato, a Odebrecht Engenharia voltou ao mercado na disputa por uma grande obra. Segundo fontes, a empresa é finalista em concorrência com o Governo da Tanzânia para a construção da Hidrelétrica de Rufiji, na barragem de Stiegler’s Gorge.

Minério de Ferro: Os contratos futuros do minério de ferro, negociados na Bolsa de Dalian, na China, fecharam a jornada dessa quinta-feira (29) com avanço de 0,92% a 441 iuanes por tonelada.

Agenda Econômica

BRASIL
* O Banco Central (BC) divulga o relatório trimestral de inflação, às 8h. Às 11h, o presidente Ilan Goldfajn concede coletiva de imprensa para comentar os dados.

* O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga às 9h os dados sobre o índice de preços ao produtor referentes a fevereiro.

* O IBGE divulga às 9h os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad contínua), que traz a taxa de desocupação referente ao trimestre até fevereiro. O Termômetro CMA aponta para aceleração do nível de desemprego a 12,5% no período.

* O Tesouro promove a partir das 11h leilão de venda de títulos LFT com vencimento em 1 de março de 2024.

* O Tesouro promove a partir das 11h leilão de venda de títulos LTN com vencimento em 1 de outubro de 2018, 1 de abril de 2020 e 1 de janeiro de 2022.

* O Tesouro promove a partir das 11h leilão de venda de títulos NTN-F com vencimento em 1 de janeiro de 2025 e 1 de janeiro de 2029.

ESTADOS UNIDOS

* Os pedidos de seguro-desemprego da semana encerrada no último sábado serão publicados às 9h30 pelo Departamento do Trabalho. Na semana anterior, os pedidos subiram em 3 mil, para 229 mil solicitações. Analistas esperam alta para 230 mil pedidos.

* Os dados sobre a renda e gastos pessoais de fevereiro serão publicados às 9h30 pelo Departamento do Comércio. Em janeiro, a renda subiu 0,4% ante dezembro e os gastos cresceram 0,2%. Analistas esperam nova alta de 0,4% na renda e de 0,2% nos gastos pessoais em fevereiro.

* O índice de atividade industrial de Chicago de março será publicado às 10h45 pelo MNI e o ISM. Em fevereiro, o índice caiu para 61,9 pontos, de 65,7 pontos em janeiro. O mercado prevê queda para 61,5 pontos em março.

* A versão revisada do índice de confiança do consumidor de março será publicada às 11h pela Universidade de Michigan e pela Thomson Reuters. A leitura preliminar mostrou alta para 102 pontos, de 99,7 pontos em fevereiro. Analistas esperam 102 pontos na versão revisada.
EUROPA E ÁSIA
* Alemanha: a taxa de desemprego de março será publicada às 5h pela agência federal de emprego. Em fevereiro, a taxa foi de 5,4%.

* Reino Unido: a evolução da base monetária nos 12 meses até fevereiro será publicada às 5h30 pelo Banco da Inglaterra. No ano até janeiro, a base cresceu 4,3%.

* Reino Unido: o índice do setor de serviços de janeiro será publicado às 5h30 pelo departamento de estatísticas. Em dezembro, o índice subiu 1,4%.

* Reino Unido: a terceira leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre de 2017 será publicada às 5h30 pelo departamento de estatísticas. A segunda leitura mostrou alta de 0,4% na comparação com o trimestre anterior e de 1,4% ante o quarto trimestre de 2016.

* Alemanha: a leitura preliminar do índice de preços ao consumidor de março será publicada às 9h pelo Destatis. Em fevereiro, os preços subiram 1,4% em base anual.

* Japão: a taxa de desemprego de fevereiro será publicada às 20h30 pelo Ministério de Assuntos Internos e Comunicação. Em janeiro, a taxa foi de 2,4%.

* Japão: a leitura preliminar da produção industrial de fevereiro será publicada às 20h50 pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria. Em janeiro, a produção cresceu 2,5% em base anual.

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