Mercados voláteis

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Na semana passada, o segmento Bovespa perdeu 5,56%, com o índice em 72.942 pontos, com os mercados americanos encerrando em alta. No Brasil, o dólar acabou caindo 1,75%, cotado a R$ 3,71, mas durante o período chegou a bater na cotação de R$ 3,97. A atuação coordenada do Bacen em operações de swap aumentando a oferta da semana e o Tesouro com colocação de operações compromissadas de R$ 10 bilhões produziu efeito temporário.

Durante o final de semana, Donald Trump teve atuação deprimente na reunião do G-7, segundo palavras de Angela Merkel da Alemanha. Hoje Trump inicia reunião com Kim Jong-Un da Coreia do Norte e precisa apagar a má atuação do G-7. Porém, os EUA continuam a exigir o abandono do programa nuclear da Coreia do Norte, como pressuposto básico das conversas de ajuda.

Hoje, mercados da Ásia encerraram em alta (exceto Xangai), Europa acelerando alta e mercados americanos com comportamento misto e próximo da estabilidade. No Brasil, essa melhora não é garantia de nada, já que a semana embute o vencimento de índice futuro e reunião do FOMC do FED sobre juros, onde a expectativa é de aumento, o que prejudica emergentes.

No Reino Unido, a produção industrial de abril surpreendeu negativamente, encolhendo 0,8%, quando o esperado era +0,2% e o saldo da balança comercial de abril mostrou déficit de 14 bilhões de libras, de previsto em 12 bilhões de libras. China e Rússia criticaram postura protecionista dos EUA na área comercial.

Na Itália, o novo governo descartou a hipótese de se afastar da zona do euro, o que acalma os mercados. Na sequência dos mercados, o petróleo WTI negociado em NY mostrava queda de 1,16%, com o barril em US$ 64,98. O euro era transacionado em alta para US$ 1,178 e notes americanos de dez anos com juros em alta para 2,96%. O ouro operava em queda e a prata em alta na Comex e commodities agrícolas com comportamento misto na bolsa de Chicago. A criptomoeda Bitcoin mostrava forte queda de 12,15%, cotada a US$ 6725, por conta de novo roubo de posições na Coreia do Sul.

No segmento local, a pesquisa Datafolha do final da semana mostrou Lula ainda na frente das pesquisas de voto, mas sem ele Bolsonaro estaria na primeira posição. Marina Silva ganharia em segundo turno de qualquer outro candidato. O IPC da Fipe da primeira quadrissemana de junho mostrou alta de 0,57% (anterior em 0,19%) e a primeira prévia do IGP-M de junho em alta de 1,50%, acumulando em 2018, 5,00% e em 12 meses com 6,53%.

No mercado, expectativa de DIs em queda, o dólar com viés de queda e a Bovespa pode seguir mercado internacional melhor, mas certamente teremos muita volatilidade, A atuação mais discricionária do Bacen no câmbio deixa investidores nervosos neste início de semana.

Bom dia e bons negócios.

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