Enquanto o Brasil dormia, mercados abraçaram altas

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No último feriado (Proclamação da República no Brasil), os mercados permaneceram fechados, mas as bolsas no exterior registraram boas altas. O Dow Jones encerrou com valorização de 0,83% e Nasdaq com +1,72%. Mais que isso, os ETFs do Brasil (fundos com ações brasileiras), cujo mais conhecido é o EWZ registrou alta de mais de 2,0% e os ADRS de ações brasileiras com altas importantes. Assim, cabe ajuste logo na abertura de hoje.

O motivo destas altas foi o convite feito e aceito para Roberto Campos Neto do Santander, bem respeitado pelos agentes do mercado. Ilan Goldfajn não aceitou em continuar na presidência do Bacen. Mexeu positivamente ainda o fato de Mansueto de Almeida permanecer na secretaria do Tesouro.

O mercado americano ignorou os problemas agravados do Brexit com demissões de ministros e a inesperada saída do secretário do Brexit Dominic Raab, além da possibilidade de voto de desconfiança para Theresa May que ficou ainda mais fraca. Theresa May disse no parlamento que podem escolher sair da União Europeia sem acordo, sem Brexit ou apoiar o melhor acordo. Disse ainda que vai finalizar o Brexit na reunião do Conselho Europeu que ocorre no próximo dia 25 de novembro.

O presidente do BCE (BC Europeu), Mario Draghi, disse que a zona do euro cresce há cinco anos e que espera que esse comportamento se repita nos próximos anos, mesmo tendo diagnosticado que há perda de ímpeto, mas sem desaceleração abrupta. Disse faltar consolidação fiscal dos países com elevado endividamento e que vê riscos no comércio global com a imposição de tarifas.

Na Argentina, foi aprovado o orçamento austero de 2019. Nos EUA, o presidente do FED de Minneapolis, Kashkari, disse ser favorável aos juros inalterados e que os ganhos salariais não estão influindo na inflação. No mercado, o petróleo WTI negociado em NY mostrava alta de 1,26%, com o barril cotado a US$ 57,17. O euro era transacionado em queda para US$ 1,13 e notes americanos de dez anos com taxa de juros em 3,12%. Ouro e prata em altas na Comex e commodities agrícolas com viés de queda na bolsa de Chicago.

Hoje mercados da Ásia encerraram em alta (Tóquio -0,57%), Europa com comportamento de alta e futuros do mercado americano com comportamento de queda. No Brasil, devemos buscar ultrapassar o patamar de 86.300 pontos (fechamento de quarta-feira em 85.973 pontos), e depois abrir objetivo para 88.500 pontos.

Ainda no Brasil, o IBC-Br de setembro mostrou encolhimento de 0,09%, com ajuste. Até setembro, a expansão é de 1,14% e 1,45% em 12 meses. No trimestre, está rodando em 1,74%. De qualquer forma, veio melhor que o esperado de -0,3%.

Mercados podem capturar parte dos mercados mais fracos no exterior em não reajustar tanto em alta. Os juros devem manter tendência de queda e o dólar deve seguir mais fraco.

Bom dia e bons negócios.

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