Setor público tem superávit de R$ 7,8 bi em outubro; déficit nominal é de 6,79% do PIB; dívida pública cai

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O setor público consolidado registrou superávit primário de R$ 7,8 bilhões em outubro. No Governo Central e nas empresas estatais houve superávit de R$ 10,2 bilhões e R$ 690 milhões, respectivamente, e nos governos regionais, déficit de R$ 3,1 bilhões no mês. No gráfico abaixo, os números aparecem com sinais trocados, o déficit como positivo e o superávit como negativo. Esse é o resultado sem os juros da dívida. Incluindo os juros, o déficit, chamado de nominal, é muito maior (ver abaixo).

No ano, o resultado primário do setor público consolidado foi deficitário em R$ 51,5 bilhões, comparativamente a déficit de R$ 77,4 bilhões no mesmo período de 2017. No acumulado em doze meses até outubro, o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 84,8 bilhões (1,24% do PIB), 0,05 p.p. do PIB inferior ao déficit acumulado até setembro.

Resultado nominal melhora com swaps cambiais

O resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$ 6,1 bilhões em outubro. No acumulado em doze meses, o déficit nominal alcançou R$ 464,4 bilhões (6,79% do PIB), reduzindo-se 0,40 p.p. do PIB em relação ao déficit acumulado no mês anterior.

Os juros nominais do setor público consolidado, apropriados por competência, alcançaram R$ 13,9 bilhões em outubro, comparativamente a R$ 35,3 bilhões em outubro de 2017. Contribuiu para essa redução o resultado das operações de swap cambial (ganho de R$ 19,3 bilhões em outubro de 2018 ante perda de R$ 1,8 bilhão em outubro de 2017). No acumulado em doze meses, os juros nominais atingiram R$ 379,7 bilhões (5,55% do PIB), reduzindo-se em relação ao período de doze meses encerrado em outubro de 2017 (R$ 414,2 bilhões, 6,36% do PIB).

Dívida pública bruta cai com dólar em baixa

A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) alcançou R$3.642,5 bilhões (53,3% do PIB) em outubro, aumento de 1,1 p.p. do PIB em relação ao mês anterior. O efeito da valorização cambial de 7,1% no mês contribuiu para esse crescimento com R$87,5 bilhões (1,3 p.p. do PIB). No ano, o crescimento de 1,7 p.p. na relação Dívida Líquida/PIB refletiu, em especial, a incorporação de juros nominais (aumento de 4,6 p.p.), o déficit primário (aumento de 0,8 p.p.), o efeito da desvalorização cambial acumulada de 12,4% (redução de 1,8 p.p.) e o efeito do crescimento do PIB nominal (redução de 2,1 p.p.).

A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) – que compreende o Governo Federal, o INSS e os governos estaduais e municipais – alcançou R$5.231,4 bilhões em outubro, equivalente a 76,5% do PIB, reduzindo-se 0,7 p.p. do PIB no mês. No ano, a relação Dívida Bruta/PIB registra expansão de 2,5 p.p, decorrente da incorporação de juros nominais (aumento de 5,1 p.p.), do efeito da desvalorização cambial (aumento 0,5 p.p.) e do crescimento do PIB nominal (redução de 3,0 p.p.).

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