Bom dia, Investidor! 19 de dezembro de 2018

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Esse é o Bom Dia, Investidor, com tudo o que você precisa saber antes da Bolsa abrir! 

Pré Market

Por Olívia Bulla – A última reunião do Federal Reserve em 2018 termina nesta quarta-feira e já é amplamente esperado o quarto aumento deste ano na taxa básica de juros dos Estados Unidos, em 0,25 ponto percentual, para o intervalo de 2,25% a 2,50%. Com isso, o mais importante será a sinalização em relação aos próximos passos e se será mantido o tom suave mais recente.

O problema é que o anúncio da decisão do Fed será perto do fim do pregão doméstico, às 17h, e a entrevista coletiva do presidente do Fed, Jerome Powell, começa às 17h30, com repercussão apenas na Bovespa e no dólar futuro. Até lá, os investidores devem redobrar a cautela, mantendo discretas oscilações nos ativos e um volume de negócios bastante reduzido.

Aliás, é a dificuldade dos investidores em se adaptar às condições menos generosas de liquidez global – após uma década de “dinheiro fácil” via estímulos monetários – que está no pano de fundo da expectativa em torno do Fed. Ontem mesmo, Donald Trump bradou pelas redes sociais para que o Fed não deixe o mercado financeiro “mais ilíquido” do que já está.

Afinal, uma postura mais suave (“dovish”) da autoridade monetária em relação à condução dos juros dos EUA no ano que vem pode manter o fluxo de recursos aos ativos emergentes. Em contrapartida, um tom duro (“hawkish”) pode reduzir o apetite global por risco. Por isso, o que está por vir é a grande questão do mercado financeiro.

Toda atenção será dada às projeções do Fed sobre o rumo dos juros nos próximos anos – o chamado dot plot. Com a atividade econômica mundial dando sinais de enfraquecimento e elevando os riscos de uma desaceleração econômica, o receio é de que o Fed possa estar equivocado no processo de alta, ampliando a preocupação sobre uma recessão nos EUA.

As apostas são de que a média de três altas de 0,25 ponto no ano que vem seja alterada, caindo para duas ou até uma única elevação em 2019. Um aumento que aponta para um ciclo de aperto mais lento e mais dependente dos dados econômicos pode ser o resultado mais positivo para os mercados. No entanto, um Fed muito dovish pode levantar dúvidas quanto à perda de tração da economia dos EUA nos próximos meses, assustando os investidores.

Destaques corporativos

Odontoprev (ODPV3): O conselho de administração da Odontoprev aprovou nesta terça, 18, a distribuição de dividendos intercalares e juros sobre capital próprio. O valor total dos dividendos será de R$ 58.063.327,93, correspondendo a R$0,109 por ação. Os juros sobre capital próprio totalizam R$15.735.077,46 correspondendo a R$0,029 por ação. A data do pagamento será 9 de janeiro de 2019.

Petrobras (PETR4): O conselho de administração da Petrobras aprovou a distribuição de remuneração antecipada aos acionistas sob a forma de juros sobre o capital próprio (JCP). A informação consta em fato relevante enviado ao mercado nesta terça, 18. O valor a ser distribuído, no montante de R$ 4,2 bilhões, correspondente a um valor bruto de R$ 0,05 por ação ordinária e R$ 0,70 por ação preferencial, será pago em até 60 dias após a Assembleia Geral Ordinária (AGO) a ser realizada no dia 25 de abril de 2019.

Cemig (CMIG4): A Cemig informou que em reunião realizada nesta terça, 18, a diretoria executiva deliberou pela declaração de juros sobre o capital próprio (JCP) no valor de R$ 210 milhões. Esse valor corresponde a R$0,14 por ação. Os juros sobre o capital próprio vão ser pagos em 2 parcelas iguais, sendo a primeira até 26/06/19 e a segunda até 30/12/19.

Embraer (EMBR3): A Embraer anunciou após o pregão desta terça, 18, assinatura de um contrato com o governo de Kiribati, em parceria com a companhia aérea nacional, Air Kiribati, para um pedido firme para dois jatos E190-E2 e direitos de compra para duas aeronaves do mesmo modelo.

Recomendação de ativos

Mahle Metal Leve (LEVE3): A equipe de análise do Itaú BBA elevou o preço-alvo das ações da Mahle Metal Leve de R$ 30 para R$ 35. A recomendação outperform foi mantida.

Vale (VALE3): A XP Investimentos reforçou a recomendação de compra para a Vale, com preço-alvo em R$ 70.

Cesp (CESP6): Os analistas do Santander elevaram a recomendação da CESP para compra, com preço-alvo de R$ 26,60.

Cemig (CMIG4): Para a Cemig, os analistas optaram por reiterar a recomendação de compra, com preço-alvo elevado de R$ 7,85 para R$ 15,18.

Commodities

Minério de ferro: A sessão desta quarta-feira, na bolsa de mercadorias de Dalian, na China, foi marcada pela leve valorização dos contratos futuros do minério de ferro. O ativo encerrou o dia com ganhos de 0,21% a 487,0 iuanes por tonelada.

Petróleo Brent: A jornada desta quarta-feira iniciou positiva para o barril de petóleo Brent, negociado no mercado de futuros de Londres. O ativo com vencimento em fevereiro iniciou o dia cotado a US$ 56,60, uma variação positiva de 0,60% em relação ao fechamento de ontem.

Câmbio

Dólar: O dólar opera em queda nesta quarta-feira (19), monitorando o cenário externo em meio à expectativa pela decisão do Federal Reserve (banco central dos EUA) sobre a taxa de juros nos Estados Unidos. Às 9h07, a moeda norte-americana caía 0,18%, vendida a R$ 3,8939. (G1)

Agenda econômica

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