S&P Global Ratings avalia como neutro a compra da Avianca pela Azul

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A S&P Global Ratings afirmou nesta segunda-feira que o acordo não vinculante anunciado pela Azul(BOV:AZUL4) para comprar parte dos ativos da Avianca Brasil (não avaliada) é neutro do ponto de vista de crédito no curto prazo, destacando que a  companhia está em processo de recuperação judicial. “Por um lado, acreditamos que o montante proposto de cerca de US$ 105 milhões deve atrasar a desalavancagem da empresa, mas o impacto de crédito não seria significativo. Por outro lado, acreditamos que a transação deve beneficiar os negócios da Azul no longo prazo”, diz o comunicado da agência de risco.

Em 30 de setembro de 2018, a Azul detinha uma considerável posição de caixa e equivalentes de curto prazo de R$ 1,56 bilhão. Se a empresa financiar a transação com novas emissões de dívida, os analistas projetam seu índice de dívida bruta sobre Ebitda ligeiramente abaixo de 4,0 vezes e geração interna de caixa (FFO – funds from operations) sobre dívida em torno de 20% em 2019, comparado a nossas expectativas anteriores de 3,6x-3,8x e ligeiramente acima e 20%, respectivamente.

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 A transação aumentaria a escala, o número de slots em aeroportos importantes e a participação de mercado da Azul. Essa última cresceria de 18,6% para 25%-27% em termos de receita passageiro por quilômetro,  diminuindo a diferença entre a empresa e a Latam Airlines Group, a segunda maior companhia aérea no Brasil, com participação de mercado aproximada de 32% em 2018. Por outro lado, a Azul teria suas operações expandidas em rotas mais competitivas e densas em termos de passageiros, com maior sobreposição às rotas de seus concorrentes Gol Linhas Aéreas Inteligentes e a Latam, o que poderia aumentar as guerras de preços. “De todo modo, acreditamos que as políticas de preços da Latam, Gol e Azul sejam mais racionais do que as da Avianca Brasil em razão do foco na rentabilidade, o que proporciona estabilidade a toda a indústria.

A transação pode levar meses para ser concluída, uma vez que está sujeita a diversas aprovações, incluindo o processo de recuperação judicial da Avianca, bem como às aprovações de seus credores e do CADE – Conselho Administrativo de Defesa Econômica. Além disso, outros players podem estar interessados nos ativos da Avianca Brasil, dado que o acordo da Azul ainda é não vinculante.

 

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