Sanepar avança após apresentar registrar alta de 16,4% no lucro do primeiro trimestre

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A Sanepar (BOV:SAPR11) registrou um lucro líquido de R$ 217,5 milhões no primeiro trimestre deste ano, uma alta de 16,4% na comparação com o mesmo período do ano passado.

A receita da companhia de água e esgoto do Paraná cresceu 9,9% no período, chegando a R$ 1,09 bilhão, e o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) avançou 10,6%, para R$ 452,6 milhões.

O aumento da receita foi provocado principalmente pelo reajuste tarifário de 5,12%, que começou a vigorar em 17 de maio do ano passado. Além disso, a empresa ampliou o número de unidades consumidoras no Estado.

O número de ligações de água em residências, principal fonte de receita, subiu 1,6% de março de 2018 para este ano. As ligações de esgoto subiram 4,7% no período.

Os custos operacionais da companhia também tiveram um aumento de 11%. Essa alta foi puxada principalmente pelos maiores gastos com pessoal (de 2,6%, fruto de reajustes em salários e benefícios de funcionários, aprovados em junho de 2018), energia elétrica (21,3%), materiais (16%) e serviços de terceiros (3,6%).

Reação do Mercado

No começo da jornada desta quarta-feira na bolsa paulista, as ações da Sanepar operam com ganhos de 1,20% a R$ 80,76.

Para o BTG Pactual, apesar da estatal não estar na lista de empresas que devem ser privatizadas, os ativos ainda estão entre os mais baratos sob a cobertura do banco (0,7x EV / RAB 19).

Além disso, em abril, a Agepar aprovou um aumento de 12,1% nas tarifas da empresa. Mais importante ainda, a agência concordou em lançar um processo extraordinário de revisão tarifária para discutir o componente de diferimento remanescente das tarifas. Se isso for aprovado, é possível uma nova classificação. A recomendação segue de compra.

Para a Mirae Asset, o resultado foi bom e sólido e ligeiramente acima da expectativa de mercado. A corretora se mantém otimista com a Sanepar, e o atual governador do Paraná já declarou que não irá se intrometer na questão de tarifas, deixando a que a agência reguladora faça o seu serviço sem interferência. A recomendação segue de compra para a SAPR11, com potencial de valorização de 20,6%

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