E a volatilidade prevalecerá

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Dia começando melhor para mercados de risco

Ontem os mercados acionários abertos durante a tarde inverteram tendência para quedas, depois de breve espasmo de alta com o FED (Banco Central dos EUA) cortando juros básicos em 0,50%, para faixa entre 1% e 1,25%, surpreendendo investidores com decisão extraordinária. A Bovespa encerrou o dia com queda de 1,02% e índice em 105.537 pontos, depois de ter atingido na máxima 108.803 pontos. O Dow Jones terminou com queda de 2,94% e Nasdaq com -2,99%.

Hoje mercados da Ásia terminaram o dia majoritariamente em alta, Europa também operando em alta nesse início de manhã e futuros do mercado americano também com boas altas. Aqui, mantemos a expectativa que o índice possa ultrapassar consistentemente o patamar de 108.500 pontos para ganhar maior tração.

O foco central para melhor está direcionado para a atitude de outros bancos centrais e governos acompanhando a postura de ontem do FED cortando juros e com governos com folga fiscal estimulando as economias. Mas certamente ainda teremos muita volatilidade nos mercados por conta do impacto do coronavírus pela expansão da infecção e duração.

Na Austrália, o PIB do quarto trimestre na comparação anual cresceu 2,2%, Austrália que ontem reduziu juros ao menor nível histórico de 0,50%. Na Alemanha, as vendas no varejo de janeiro cresceram 0,9% e na zona do euro a expansão foi de 0,6%. Já a Superterça das primárias democratas para as eleições do final do ano mostraram Joe Biden ganhando em 8 estados e Sanders vencendo em quatro. Outros candidatos devem sair da concorrência.

O dia está sendo também de divulgação de indicadores PMI da atividade de serviços e composto para diferentes países em fevereiro. No Japão, o PMI composto encolheu para 47 pontos e na China o Caixin de serviços e composto atingiram os menores níveis. Já na Alemanha, o índice de serviços caiu para 52 pontos e o composto para 50,7 pontos, enquanto na zona do euro houve alta para 52,6 pontos no de serviços e composto para 51,6 pontos. No Reino Unido, o PMI de serviços caiu para 53,2 pontos e composto em queda para 53 pontos.

Na sequência dos mercados no exterior, o petróleo WTI negociado em NY mostrava alta de 1,25%, com o barril cotado a US$ 47,77. O euro era transacionado em queda para US$ 1,114 e notes americanos de 10 anos com queda de juros para 0,96%. O ouro mostrava queda e a prata em alta nas negociações da Comex e commodities agrícolas com viés de baixa na Bolsa de Chicago.

No cenário doméstico, a aprovação de 13º salário para Bolsa Família e BPC (benefício de prestação continuada) de forma permanente mostra a fragilidade do governo de aprovar matérias de seu interesse. Já o ministro Paulo Guedes alertou que deve entregar os textos da reforma Administrativa na próxima semana. A Fipe divulgou que a inflação medida pelo IPC de fevereiro encolheu para 0,11%, vindo de 0,29%. E o Bacen parece ter deixado a porta aberta para reduzir a Selic na reunião de 18/3, por conta do coronavírus, caso a situação de contaminação não melhore, afetando a economia.

O dia traz a divulgação do PIB de 2019 pelo IBGE, com a expectativa mediana mostrando expansão de 1,1%, o que iria se somar ao pequeno PIB dos dois últimos anos. Já a agenda americana traz a pesquisa ADP de criação de vagas no setor privado em fevereiro, prévia do payroll que sai na sexta-feira. Por lá ainda teremos dados do Livro Bege, uma síntese da economia, e discursos de dirigentes do FED. A expectativa para o dia é de Bovespa em alta seguindo exterior, dólar ainda forte e juros em contração, absorvendo a possibilidade de queda da Selic.

Bom dia e bons negócios!

Alvaro Bandeira

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