FOCUS: Mercado projeta dois cortes de 0,25 p.p na Selic em meio ao coronavírus

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Após uma semana de extrema turbulência nas bolsas por todo o mundo, a edição desta segunda-feira do Boletim Focus do Banco Central (BC) traz a previsão de redução na taxa Selic no fim de 2020, de 4,25% para 3,75%. O Comitê de Política Monetária (Copom) decide na próxima quarta-feira o futuro da taxa básica de juros do país, divulgando o comunicado às 18h00, após o fechamento dos mercados

Os analistas estimam que o Copom vai manter a velocidade atual de corte na taxa básica de juros, projetando um corte de 0,25 ponto percentual na reunião de quarta-feira e mais 25 pontos-base no encontro seguinte. No Boletim da semana passada, os economistas projetavam uma Selic a 4,25%.

Os analistas também estimam que o ciclo da alta de juros se inicie ano que vem, mas agora esperando uma Selic a 5,25% no fim de 2021, menor que os 5,50% projetado no Boletim anterior. Já para 2022 foi cortada pela primeira vez, para 6,00%, como também a de 2023, para 6,25%.

Mais uma vez, os analistas do mercado reduziram as estimativas do crescimento econômico do país em 2020, seguindo a tendência de revisão para baixo realizada por instituições financeiras. O levantamento realizado pela autoridade monetária aponta redução na estimativa de alta do PIB de 1,99% para 1,68%. Há quatro semanas, a estimativa era que o PIB tivesse avanço de 2,23%. Para 2021, a aposta se manteve, em 2,50%, mantendo o mesmo patamar para 2022 e 2023.

As novas projeções apontam para a inflação oficial de 2020 menor que o estimado na semana passada, de 3,20% para 3,10%. Há quatro semanas, a aposta era de um IPCA a 3,22% no fim do ano. A aposta para o fechamento do ano-calendário segue abaixo do centro da meta de 4,00% e dentro da margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.

Houve também redução nas estimativas de inflação para 2021, com os analistas estimando o IPCA a 3,65% ante 3,75%. Pela primeira vez, a estimativa fica abaixo do centro da meta de inflação estipulado para o ano que vem, de 3,75%.

Em relação ao dólar, as apostas de 2020 foram elevadas de R$ 4,20 para R$ 4,35, após encerrar 2019 a R$ 4,0195. A moeda iniciou o forte período de volatilidade após o Carnaval, quebrando recordes máximos de fechamento por 12 sessões consecutivas. Na semana passada, a moeda americana rompeu pela primeira vez o patamar psicológico dos R$ 5 na abertura do pregão de quarta-feira.

Há quatro semanas, os analistas projetavam um dólar a R$ 4,10 no fim do ano. No ano que vem, as estimativas foram mantidas em R$ 4,20, depois de uma elevação na semana anterior.

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